
Markson Denilson Lopes do Nascimento, de 25 anos, conhecido pelo apelido de “Índio”, morto na manhã de ontem, quarta-feira,19, em confronto com a Polícia Militar na Avenida Maranhão, bairro São Pedro, havia deixado o sistema penitenciário no dia 2 de julho portando determinações diretas da facção criminosa Comando Vermelho, incluindo a indicação de alvos a serem executados em Codó.
A revelação foi feita pelo Coronel Senilson Lima durante entrevista ao programa A Conversa é com Acélio, que vai ao ar nesta quinta-feira (20).
Segundo o comandante, as investigações apontam que o suspeito mantinha inclusive um perfil em rede social com fotos dos alvos marcados para morrer.
“O cara sai no dia 2 de julho do sistema penitenciário e já saiu cheio de determinações para cumprir. E desde o dia 2 de julho, quando esse cidadão saiu, Codó nunca mais teve paz no que diz respeito a esses homicídios, a essas tentativas”, declarou o coronel.
Onda de violência em poucas semanas
De acordo com o relato do Coronel Senilson Lima, a ficha de crimes atribuída a “Índio” em um curto intervalo de tempo é extensa:
Três homicídios e uma tentativa: Execuções diretas e atentados confirmados por testemunhas em apenas duas semanas.
Morte na Feira do Troca-Troca: Crime de grande repercussão atribuído diretamente ao acusado, além do ocorrido na rua Padre Cícero contra Raimundo da Cruz, vulgo Baby, em 18/08, Codó Novo.
Invasão de domicílio e morte de comparsa: Tentativa de homicídio contra um rival que reagiu, culminando na morte do próprio comparsa de “Índio”.
”Carta da facção” e alvos no Instagram
O ponto central revelado pela Polícia Militar refere-se ao material apreendido durante as diligências. O suspeito atuava como um braço executor, chamado de O DISCIPLINA, do Comando Vermelho na cidade.
“Encontramos uma carta da facção para os outros marginais dessa facção, encontramos um Instagram atribuído a ele, com várias fotos dos desafetos dele, no qual ele queria matar ou identificar para outros marginais matarem”, revelou o comandante.
Confronto e apelo às autoridades
O encerramento da ação ocorreu na manhã de quarta-feira, quando o suspeito optou pelo confronto armado contra as equipes policiais na Avenida Maranhão. A POLÍCIA foi até o Índio porque câmeras de segurança o filmaram na execução do assassinato de Baby no Codó Novo.
Atingido, após atirar na polícia, ele foi socorrido ao Hospital Geral Municipal (HGM), mas não resistiu aos ferimentos.
O Coronel Senilson Lima classificou a intervenção como uma resposta decisiva para a segurança pública local e fez um apelo para a manutenção de rigor nas decisões do sistema judiciário ao conceder soltura a membros de organizações criminosas.

“A gente encara essa ocorrência com grande sucesso, porque a gente tira um elemento desse [de circulação]… a única certeza que a gente tem é que esse cidadão aí não mata mais ninguém, nem rouba mais ninguém. A gente pede, encarecidamente, que analisem cada fato levado ao conhecimento das instituições, com a seriedade que o caso requer, porque um elemento desse, quando sai do sistema penitenciário, já sai cheio de determinações do próprio grupo”, finalizou.

