A Associação de Beneficiamento do Babaçu, com sede no Codó Novo (rua Puraquê) reúne 180 quebradeiras de coco desde 1999 quando foi criada, mesmo tempo em que dona Maria Conceição da Silva aprendeu a transformar um produto vegetal – o coco – em sabão.

“Aqui tem que quebrar o coco, extrair a amêndoa, botar na máquina, extrair o óleo, botar na vasilha, colocar solda e o corante pra ficar essa cor…QUANTO TEMPO DE TRABALHO? Pra fazer isso aqui é de 20 a 30 minutos”, explicou
Enquanto outras continuam na mata, 20 compram a amêndoa e fabricam, a partir dela, além de sabão e sabonetes, óleo vegetal, azeite e muitos outros produtos.
Ao longo do tempo elas veem contando com a ajuda da iniciativa privada. Uma recepção feita esta semana (22/12), por exemplo, foi para receber muitos equipamentos que servirão para fabricar, cortar e embalar o sabão que até então era feito de forma artesanal.
A doação foi feita pela CEMAR.
‘A gente também equipou com equipamento necessário, equipamento de ponta pra que a produção delas, pra que pudessem sair dessa produção mais caseira, elas pudessem também aumentar essa produção”, explicou a Analista de Responsabilidade Social da Companhia , Janaina Sousa
MAIS PRODUÇÃO
A presidente da Associação, Áurea Maria da Silva, já fez os cálculos.
Antes se produzia apenas 20 kg de sabão por dia, quando estes equipamentos entrarem em ação tudo vai mudar.
“Agora com os novos equipamentos nós vamos ao ponto de fazer, ao total, de 2 mil barras por dia, 300 kg, 400 kg porque os nossos equipamentos que nós ganhamos tem a capacidade pra mil quilos por dia”, justificou
O próximo passo é levantar novas parcerias no mercado de compras para que este absorva a nova capacidade de produção. O que já está sendo providenciado.
O resto, lembrou dona Rosenir Borges Sena, sabiamente, será trabalhar muito e cuidar para que a associação continue firme em algo essencial, mas que ninguém encontra a venda por aí.
“O negócio é a gente se unir, a união é em primeiro lugar”, frisou
A ASSOCIAÇÃO DE BENEFICIAMENTO DO BABAÇU tem uma pequena fábrica de derivados do Babaçu criada em 1999 com a ajuda da ONG PLAN e de empresas como Transbarros, FC Oliveira e Nívea Cosméticos.
A mais nova parceira é a CEMAR que abriu edital em 2013 e a associação foi uma das 8 sorteadas, num universo de 84 projetos analisados, para ser beneficiada com o chamado CONJUNTO MOTORIZADO (fabricação, corte e embalagem). O investimento da Companhia foi de R$ 350.000,00.
Todas as empresas e a Plan ajudaram por meio de projetos sociais próprios. Frise-se que as quebradeiras ainda estão buscando certa autonomia.