Chiquinho Oliveira transforma a vida de 42 famílias que sobrevivem do lixão de Codó

Efigênia de Oliveira

A catadora de lixo, Efigênia de Oliveira, moradora da rua Paulo Roberto, 1066, bairro Codó Novo, emocionou muita gente numa palestra sobre sustentabilidade, realizada no último sábado, 3, no auditório José Pedro de Oliveira Filho, dentro da indústria FC Oliveira.

Ela pediu para usar a palavra e fez um desabafo aproveitando a presença do empresário Francisco Carlos de Oliveira no evento. Contou um pouco de sua história de vida e sobre como o industrial ajudou à um grupo de 42 pessoas carentes a melhorar seu rendimento e, consequentemente, melhorar a qualidade de vida de suas respectivas famílias.

VALOR MAIOR

Efigênia que lidera o grupo, explicou que antes elas juntavam o material plástico para vender para um comprador de Fortaleza, capital do Ceará. Este, por sua vez, não as valorizava, comprando o quilo do matérial coletado por apenas R$ 0,45.

“Depois que você começou a comprar as garrafas melhorou 100% pra gente. De primeiro vinha gente de Fortaleza comprar, qual era o preço? R$ 0,45, será que isso era bom pra gente? Não era. Porque a gente pega sol, pega chuva, né. Depois que ele (Chiquinho) começou a comprar, ah! Minha filha o negócio melhorou mesmo porque o preço é outro e é daqui mesmo da nossa cidade que compra”, explicou

MAIS CONFORTO EM CASA

FC e Efigênia

Chiquinho Oliveira, segundo a catadora, compra diariamente e aumentou o preço do quilo para R$ 0,60 (no encontro já propôs novo aumento) e isso significou muito para todos. Numa só venda ela consegue fazer R$ 75,00, algo antes impossível.

O resultado disso pode ser visto dentro da casa dos trabalhadores daquela área. A líder disse que depois que o industrial passou a comprar todo dia o que elas catam, as residências passaram a ter geladeira, televisores e muitos outros eletrodomésticos e conforto advindos da força de trabalho delas e da ajuda do grupo FC Oliveira.

“Depois que ele começou a comprar melhorou porque muitos deles não tinham uma televisão, não tinham uma geladeira, não tinha o sofá depois que seu Chiquinho começou a comprar o negócio melhorou porque o comprador é daqui”, afirmou

PAI DOS TRABALHADORES

A trabalhadora também agradeceu em nome do grupo por outra ação de cunho social, até então desconhecida da população desenvolvida pela empresário Terezinha Buzar e pelo empresário Francisco Carlos de Oliveira.

Há bastante tempo, os dois, além de comprar tudo que eles catam, vêem doando cestas-básicas para as 42 famílias que sobrevivem do lixão sempre que solicitadas. Efigênia revelou que não procurou ninguém para pedir ajudar, todos foram procurados por Terezinha Buzar que se ofereceu para ajudá-los.

“Principalmente dona Terezinha, sempre ela vai lá em casa, quando né ela é a Ana Carla, sempre me visitam. Eu não fui procurar elas, elas que foram procurar nós é a maneira de ajudar nós”, explicou

CESTA DE VERDADE

FC e Terezinha Buzar

Todos elogiaram o tamanho da cesta-básica, chamando-a de “cesta de vergonha”. O caminhão deixa de casa em casa, por causa de um cadastro que já existe. Acompanhe o trecho do depoimento.

“De vez em quando, quando eu vejo que meus colegas não estão com coisa com coisa, ruim mesmo, sem dinheiro aí eu peço, e quando vai é uma cesta, não é uma cestinha não, é uma cesta de verdade, de vergonha, eles vão deixar pras famílias do lixão”, disse completando:

“ quando eles vão deixar já tenho a lista de tudinho, vão deixar nas casas, sei de quem precisa mais, sei de quem trabalha e sei de quem não trabalha”.

Por conta desse trabalho social, no lixão tem gente que chama FC Oliveira, carinhosamente, de pai.

“Lá tem uma turma minha, outra turma lá que chamam você de pai por que? Porque sempre quando a caçamba vai já tem gente esperando, porque tem dia que não tem isso aqui (gesto com a mão que indica falta de dinheiro)”, concluiu

“GANHAM ELAS E GANHA O MEIO AMBIENTE”

Oração no auditório

O empresário também se emocionou pois não sabia o tamanho da gratidão e do impacto social que suas ações haviam provocado na vida daquelas 42 famílias.

Em seu discurso, falou que todos ganham com trabalhos desta natureza. Ganham catadores e catadoras que melhoram de vida, ganha a empresa FC Oliveira e ganha a natureza porque o retirar das embalagens plásticas é uma forma, brilhante, de preservar o meio ambiente.

Você viu o depoimento de pessoas simples. Ela deu seu depoimento que hoje elas tem geladeira, hoje elas tem televisão então isso pra nós mostra uma forma que a gente tem que fazer algo no sentido de gerar riqueza dentro da nossa cidade. Ganha elas, ganha a empresa e ganha o meio ambiente porque você tira do mato, das grotas, dos igarapés, você tira o lixo, desse lixo você tira o dinheiro para sustentar as famílias da nossa região, porque não dizer do nosso Codó”, disse

9 comentários sobre “Chiquinho Oliveira transforma a vida de 42 famílias que sobrevivem do lixão de Codó”

  1. Eu passei dentro das fazendas do FC e vi como a coisa funciona, trabalhador recebe na do almoço uma quentinha que vai na hora certa e vai transportada de forma correta, a higiene dentro da cantina onde é servida a alimentação também é pra elogiada, concluindo, a importância que é dada aos trabalhadores daquela empresa é coisa pra se tirar o chapéu. parabéns FC. Eu acho que por isso é que tem muita gente que tem medo do FC Oliveira chegar a prefeitura, porque a vai ser mais organizada e pra quem não gosta de trabalhar vai se dar mal.

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