Codoenses comemoram 17 anos de ativismo contra o avanço da AIDS

Zenilde Salazar - 17 anos de serviços prestados aos codoenses
Zenilde Salazar – 17 anos de serviços prestados aos codoenses

A cidade tem hoje cerca de 170 casos de AIDS. 37 novos, só no ano passado. O representante estadual, Wendel Alencar,  ressaltou que assim como em Codó há uma tendência no Maranhão, que já soma mais de 11 mil casos da doença, de que a população mais atingida passe a ser a de jovens.

Hoje há uma tendência em relação a população jovem, meninas de 13 a 29 anos e jovens gays também na mesma faixa etária.É preciso que a gente possa junto, escola, famílias, igrejas, repensar novas estratégias para que a gente possa reduzir esses dados, essas notificações e não termos, no futuro, uma epidemia instalada nesta população”, destacou o técnico do programa Estadual de combate à DST/AIDS

O ATIVISMO EM CODÓ

Conta este avanço existem forças  no Maranhão que, muitas vezes, partem da própria comunidade. Aqui em Codó existe um exemplo disso – a Associação Nossa Senhora da Natividade que há 17 anos cuida de pessoas com HIV e luta para que a cada ano menos pessoas sejam infectadas por este vírus.

UM encontro realizado esta semana, no auditório do CETEC-MA, foi para comemorar os avanços destes 17 anos de história onde a juventude, antes  refém do preconceito, por conta deste ativismo hoje  forma grupos e busca formas para combater a doença, como destacou Jadilson Neto, sempre orientando.

a gente  vai iniciar a vida sexual já falando sobre o preservativo, sobre os novos meios de prevenção.Em Codó  a gente tem um índice nas meninas a gente tava vendo junto com o grupo novas tecnologias, novos métodos de prevenção, pra que isso chegasse na ponta, que é nas escolas”, disse o rapaz que coordena a Rede de Jovens com HIV no Nordeste

CONQUISTAS

Entre as conquistas comemoradas também estão melhorias no atendimento prestados aos soropositivos dentro de Codó.

Segundo a coordenadora do CTA, eles contam com médico infectologista quinzenalmente, recebem a medicação que precisam e já fazem dois exames importantes aqui mesmo, entre eles o que mostra a carga viral no organismo.

“Não precisa mais se deslocar, é muito mais cômodo pra esse paciente e ele ainda recebe os resultados porque a gente encaminha esses exames e depois de 15 dias da gente busca essas amostras novamente, ou seja, o paciente não precisa buscar, não precisa se preocupar, lá no CTA já sabe que ele pode coletar e receber seu exame”, ressaltou Ana Carolina Soares

 UMA GRANDE MULHER

Partindo da sociedade civil foi com Zenilde Salazar que toda esta luta começou. Ela vive com o HIV há 17 anos, sempre muito dedicada a ajudar.

Foi dela a ideia da Casa de Apoio que, como já poderia se esperar de alguém que sempre pensa em melhorar, ainda carece de mais ações.

“Mas a gente ainda vive de aluguel, então nosso maior projeto, nosso maior sonho é ter a nossa própria casa de apoio, então essa luta continua e a gente pede o apoio da sociedade, da classe empresarial que nos ajude”, disse Zenilde que agradeceu a parceria com o Governo Cuidando de Nossa Gente

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