Com medo de errar polícias de Codó estão tomando mais cuidado com números de mortes

A população não sabe, exatamente, quantas pessoas já foram assassinadas em Codó só este ano. O caso mais recente, envolvendo cidadão de bem, trabalhador,  foi o do vigilante José Valmir Pereira do Nascimento, morto esta semana quando trabalhava ao tentar impedir um furto no prédio onde funciona o projeto Maná e a Secretaria Municipal da Juventude, centro da cidade.

Fala-se em mais de 20 homicídios. Para os padrões da sexta maior cidade do Estado, estes são números  que preocupam na metade de um ano.

 “Demais, porque a gente não pode nem sair na rua, tem medo. Eu, pelo menos, tenho medo, nunca mais sai da minha casa a noite com medo…MEDO DE ASSASSINATO? Medo de assassinato”, disse o aposentado Liberato Sousa dos Santos

 “se tá na rua tá assustado, se tá dentro de casa, tá assustado…NEM  DENTRO DE CASA TEM PAZ? Tem não, pelo jeito que eu to vendo, nem dentro de casa, muitos crimes tá acontecendo dentro da sua própria casa”, completou a dona de casa Neuzita Freitas Barros

POLÍCIAS COM MEDO DE ERRAR

As estatísticas de homicídios servem não apenas para dar a exatidão numérica  destes crimes à população, mas também são a base para qualquer planejamento na área de segurança pública. Ano passado, PM e Polícia Civil se desencontraram, e muito, ao divulgarem estes dados. A PM disse que foram apenas 15 mortes, enquanto que a Civil disse que foram 27. Este ano, sob novos comandos, as duas polícias estão mais cautelosas.

Tanto que o novo delegado regional resolveu fazer diferente –  recebeu o número dos militares, referente aos primeiros cinco meses deste ano, e agora está realizando um levantamento minucioso no  Sistema Integrado de Gestão Operacional usado pela Polícia Civil, tudo para evitar novos desencontros.

“A gente tá verificando a situação dos homicídios, as ocorrências que foram registradas por familiares, algumas situações, de crimes que ocorreram na zona rural  que entrou aqui no sistema da polícia civil, mas não da Polícia Militar. Algumas situações que foram colocadas como homicídio e, de fato, foram latrocínio (…) e a gente tá verificando pra tá comparando com as estatísticas, com os números que foram apresentados pelos colegas da Polícia Militar para que essa informação seja passada, seja inserida no sistema de forma correta”, explicou Dr. Alcides Martins Nunes Neto

Independente da próxima estatística conjunta a ser divulgada, o regional já destaca o número de inquérito enviados à Justiça com autoria definida, ou seja, casos que a polícia considera resolvidos.

“Sem dúvida, isso aí qualquer pessoa pode procurar o judiciário  pra ver  o número de inquérito com autoria definida que encaminhamos aqui, sem dúvida, é bem superior á dos anos anteriores”, afirmou o regional

2 comentários sobre “Com medo de errar polícias de Codó estão tomando mais cuidado com números de mortes”

  1. Quem não tem Errado o Alvo, São os Bandidos e Pistoleiros que não Perdoam suas Vitimas de Assalto. ou a Chamada Vingança em Codó o Crime é uma Constante e as Policias CIVIL e MILITAR de Nada Fazem para Conter a Violência que Impera em Codó.

  2. A nós pobre mortais não interessa se são homicídios ou latrocínios, o que importa é que infelizmente a violência só vem aumentando, e não apenas em codó, mas no maranhão e em todo brasil. Acho que as autoridades devem se preocupar em encontra uma forma de combater essa realidade.

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