Dois são os principais problemas que atingem a infância e a adolescência no município de Peritoró, de acordo com as conselheiras Fátima, Ivonete e Caroline. O primeiro, e maior, é o envolvimento com drogas.

Das 78 denúncias feitas ao Conselho Tutelar, de janeiro a agosto deste ano, pelo menos 30% são de uso de drogas. Uma vez acionados, as conselheiras afirmam que tomam as medidas que lhes competem, mas reclamam de dificuldades que estão prejudicando a execução deste trabalho.

Executa-se pela metade, disse a conselheira Fátima Nunes, porque os viciados não contam com casa abrigo de acompanhamento ou de tratamento. Por conta disso, as famílias se submetem à situações até constrangedoras sobre as quais o Conselho nada pode fazer.

Em muitos casos as famílias se obrigam a irem a delegacia deixarem eles lá para se acalmar para poder voltar pras suas famílias porque não tem onde colocar estes adolescentes …SE TIVESSE, MELHORARIA? Com certeza, porque tem que ter acompanhamento de psicólogo, tratamento”, revelou

O segundo problema atinge, principalmente, meninas com idade entre 9 e 12 anos, abusadas sexualmente, na maioria das vezes, dentro de casa, de acordo com a conselheira Caroline Pachêco.

“Na maioria das vezes são padrastos que vem e abusam das crianças entre 9 e 12 anos, esse ano já teve muito caso, uns 5 casos de 9 a 12 anos…aqui ocorre mais na zona rural, no centro mesmo a gente quase não tem este tipo de situação não, mas na zona rural existe bastante, disse

Sobre estas ocorrências algo que também incomoda por aqui, lembrou Ivonete Batista, é a impunidade que vem beneficiando os criminosos.

“QUANTOS ESTÃO PRESOS? Nenhum, que eu me lembre nenhum (…) vai a polícia, mas já tem esses casos que a polícia não prende, sabe do acontecimento, do fato, mas aí deixa escapar pelas mãos, a gente se sente indignada porque a gente faz um trabalho, faz um acompanhamento, um relatório pra nada, fica o constrangimento na criança, que isso nunca acaba”, respondeu triste a conselheira

Estivemos no prédio da Prefeitura para falar com o secretário de Assistência Social, Vilmar Martins da Silva, mas ele não estava.

A Polícia Civil informou que para todos os casos foram abertos inquéritos para os quais investigações estão em andamento. As prisões só não ocorrem quando os suspeitos empreendem fuga e não retornam mais ao município.

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