Exposição mostra força de associações que enriquecem merenda escolar de Codó

Uma mesa farta foi montada na praça central de Codó, a Ferreira Bayma. Uma demonstração do poder de produção de 11 associações que hoje fornecem alimentos diretamente às escolas do município.

Fartura na pça. Ferreira Bayma
Fartura na pça. Ferreira Bayma

Dona Edna Silva  exibiu com orgulho o bolo, o biscoito, a polpa de frutas. Para fazer tudo isso, ela uniu o que já sabia com o que aprendeu em cursos de qualificação. Agora ganha dinheiro todo mês trabalhando em casa.

 “Aprendi  com a minha mãe, depois com a minha avó e  fui me aperfeiçoando fazendo curso, capacitações e colocando em prática em casa (…) sempre gostei de trabalhar com comida, com alimentação e esse programa só veio enriquecer minha sabedoria sobre alimentação”, disse

BABAÇU POR PRODUÇÃO CASEIRA

Na Associação das Quebradeiras de Coco do bairro Nova Jerusalém, 26 famílias enriquecem a merenda escolar diariamente e a presidente, Maria dos Milagres da Silva Borba,  revelou –  estão, aos poucos, deixando a extração vegetal do babaçu em segundo plano.

 “Antigamente a maioria delas ia quebrar coco e deixava seus filhos, hoje elas tão trabalhando dentro de casa produzindo fazendo bolo, biscoito, levando tempero para as escolas enquanto seus próprios filhos estão participando”, argumentou com felicidade pelo que dizia.

Tudo que elas fazem tem o acompanhamento e a supervisão de nutricionistas, segundo a nutricionista Marília Gabriela Silva Barbosa.

 “ A gente cobra a higiene pessoal, a manipulação dos produtos, o alimento, o ambiente, noções de contaminações alimentares, como preveni-las”, frisou

O CONSEA

A exposição foi realizada em alusão à Semana da Alimentação, mas o Conselho Municipal da Alimentação Escolar aproveitou para ouvir opiniões que servirão para melhorar sua fiscalização.

 “Nós estamos fazendo uma exposição para que as pessoas façam elogios, mas também façam críticas pra dizer o que devemos melhorar, aonde devemos melhorar, será se realmente essa mesma alimentação que está aqui na praça é a mesma que está nas escolas? Vamos fazer um comparativo”, disse a presidente do CONSEA, Alicemar de Jesus da Silva

Degustadores não faltaram na praça, só as críticas.

 “Tem sabor as mulheres sabem trabalhar”, finalizou o motorista Cléber Batista

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