
O desafio de educar e querer transformar a triste realidade do nosso país através da educação é um desafio para poucos guerreiros. Mas nossa cidade tem muito do que se orgulhar de uma dessas pessoas corajosas, que com o fruto do próprio trabalho conseguiu melhorar a educação do nosso estado.
Trata-se de Ilca Natercia da Silva Terto, nascida em Coroatá, mas criada em Codó, sua cidade do coração. Filha do saudoso ex-vereador de Codó, Ulisses Pereira Terto e de Dona Crisantina Monturil da Silva Terto, professora e ex-diretora da Escola Senador Archer. Teve dois filhos. Dr. Ulisses Terto Neto, advogado de direitos humanos que hoje, ao terminar seu doutorado no Reino Unido, leva com orgulho o nome de Codó Brasil afora, mas sempre com seu olhar e coração voltados para sua cidade natal para a qual um dia certamente retornara.
E, muito conhecido da população codoense, o jovem advogado, Dr. Moisés Reis Neto, excelente pessoa e profissional, que mesmo criado na capital, escolheu sua cidade natal para trabalhar e criar raízes.
Estudou nas escolas Raimundo Muniz Bayma e Magalhães de Almeida, onde também concluiu o curso técnico em contabilidade. Formou-se em geografia pela universidade federal do maranhão e especializou-se pela Universidade Federal da Paraíba. Lecionou por vários anos na Universidade Estadual do Maranhão, onde iniciou uma carreira promissora e começou a escrever seu nome na história da educação maranhense.
Sua maior preocupação sempre foi a alfabetização de jovens e adultos, o que a levou a coordenar um dos maiores projetos de alfabetização do estado do maranhão, executado pela UEMA. Através de seletivo público do MEC- Ministério da Educação, ocupou o cargo de supervisora de todos os cursos de alfabetização de jovens e adultos do estado maranhão. Foi fundadora do ISEM- Instituto Superior de Educação do Maranhão, que atua na formação e capacitação de muitos professores do estado e mais tarde constituiu sua própria consultoria técnica na área de educação.
Hoje, se muitos dos jovens e adultos que tiveram a oportunidade de aprender a ler e escrever já em idade avançada, assim como muitos dos alunos que hoje tem professores melhores qualificados nas salas de aula maranhão afora, deve-se, dentre outros fatores, ao trabalho incansável dessa codoense de coração, ou melhor, uma verdadeira codoense, que tinha como filosofia de vida a educação.
Hoje faz dois anos de sua partida, mas o resultado do seu trabalho e da sua luta para melhorar a vida dos futuros cidadãos maranhenses não terá fim.

