Irlane Félix tem apenas 17 anos de idade, está concluindo o ensino médio em escola pública, fala com facilidade e inteligência dominando o que expressa e, apesar da idade, tem objetivos na vida já bem definidos.
Assim entrou para um projeto da ONG Plan Brasil chamado ‘POR SER MENINA’, depois migrou para outro intitulado ‘ESSA É MINHA VEZ”.
Por meio deste último foi representar Codó em São Luís, lá virou representante do Nordeste e foi à Brasília onde foi escolhida por outras garotas para representar o Brasil na Assembleia Geral da ONU.

A MISSÃO DE IRLANE
Quando partiu de Codó rumo à Nova York, nos Estados Unidos, Irlane levou consigo uma grande responsabilidade. Carregava na bagagem um documento intitulado de DECLARAÇÃO DAS MENINAS DO BRASIL onde estavam detalhados 3 grandes prioridades do gênero – Saúde, Educação e Proteção.
A primeira autoridade importante a recebê-la foi a presidente Dilma Rousseff, porém muitas outras, até de nível mundial, também tomaram conhecimento da problemática e dos principais anseios das brasileiras.
“Em Nova York a gente cumpriu uma agenda enorme, a gente entregou a declaração das meninas do Brasil pra embaixadores, pra uma princesa da Holanda e a gente também teve um evento com Michele Obama”, disse em entrevista à afiliada da TV Globo no Maranhão, a TV Mirante.
UMA VISÃO AMPLIADA DO MUNDO
Ao lado da amiga do Rio de Janeiro que também representou o país, gravou um vídeo dentro de onde ocorre a assembleia geral da ONU e também registrou muitos momentos em fotografias.
Mas a percepção de tudo que envolve as meninas mundo afora foi o que acha que trouxe de mais valioso.
“Porque por mais que eu passei alguns dias convivendo com meninas que tem um idioma diferente do meu, culturas diferentes e costumes diferentes elas têm os mesmos problemas sociais, saúde proteção e educação, então essa não é uma realidade só do Brasil é uma realidade também fora do Brasil”, disse
Para o gerente da gerente da Unidade de Programa da Plan em Codó, Anselmo Costa, a ida da codoense aos Estados Unidos foi um momento histórico.
Ter uma nordestina, de origem humilde, entre 9 meninas de todo o planeta a pisar numa Assembleia Geral da ONU foi uma grande vitória.
“Porque ter uma menina de uma região historicamente sofrida e que sempre teve direitos violados constitucionalmente, em todos os sentidos e aspectos, representando as meninas do Brasil é um marco histórico na história do Brasil e do Maranhão, então pra nós isso é gratificante”, ressaltou Anselmo
A FUTURA EMBAIXADORA
Ela encarou tudo como uma grande lição que a direcionou para um novo objetivo de vida – ser uma embaixadora que defenda o direito das mulheres.
“A partir de hoje, o que eu quero pra mim, quero me formar, quero ser a primeira mulher embaixadora dos direitos da mulheres e meninas do Brasil eu quero defender tudo isso em que acredito, eu quero fazer essa declaração realmente acontecer porque não basta só ela ter sido entregue para a presidenta, para alguns ministros e para algumas autoridades do mundo, ela tem que acontecer”, concluiu Irlane

