A relação política entre os poderes está definida formalmente nas Cartas Magnas (Municipal e Federal – sendo que, a primeira é subordinada à segunda e, isto, pressupõe o principio harmônico entre si).

O ano que se avizinha será um campo de batalha para a conquista tanto do Legislativo quanto do Executivo. Tal batalha urdida pela trama e pela astúcia daqueles que cultuam os tradicionais vícios estarão se preparando para defender seus interesses individuais/particulares. Os interesses coletivos são secundarizados hipocritamente pelos signatários do poder elitizado.

Professor Jacinto Junior
Professor Jacinto Junior

O verdadeiro sentido e o papel de um ativista político em essência deixam de ser a prioridade fundamental em torno dos interesses coletivos e passa a ser prioridade numa perspectiva absolutamente individualista. Na verdade, uma nova concepção foi sendo incorporada ao processo político como instrumental de sobrevivência e carreirismo. Essa falsa concepção tem dividido alguns militantes que se manifestam contrariamente a esse comportamento desonesto do ponto de vista do compromisso com as causas populares, sociais e democráticas.

O atual parlamento municipal – definitivamente – não correspondeu às expectativas – com raríssimas exceções, um ou dois edis, fizeram da tribuna uma trincheira em defesa da classe trabalhadora de forma superficial e inconscientemente no aspecto da ideologia, pois, suas ações foram pontuadas por provocações externas – devido sua completa falta de compromisso naquilo que deveria ser sua ação propositiva.

É notória a incapacidade do parlamento municipal de mover-se na contracorrente, aliás, tal incapacidade compromete a não reeleição de alguns parlamentares que não revelaram suas habilidades para sobressaírem-se como edis articulados e profundamente sintonizados com as aspirações populares. A grande virtu dos parlamentares tem sido a apresentação de indicações como se tal ato constituísse um notável e rico trabalho em favor dos menos favorecidos (como por exemplo, asfaltamento de ruas, limpeza e etc, entretanto, não houve uma iniciativa do parlamento e/ou de algum edil uma ideia democrática que postulasse a reforma de alguns elementos fundamentais no seio da sociedade civil). É um tremendo equivoco pensarem que essa tradicional cultura institucional venha produzir votos amanhã. A reprodução de uma eleição/reeleição parte de uma articulação pontuada na unidade orgânica do parlamentar, contudo, é visível a incapacidade dos parlamentares dispenderem alguma atividade envolvendo os movimentos sociais e populares visando a construção (debates) de política públicas alternativas a serem protocoladas na pauta da Mesa Diretora do Parlamento e, desse modo, pressionar o poder público a executar tais propostas elaboradas pela comunidade organizada em suas bases. E, certamente, quem ganharia pontos seriam ambos – prefeito e vereadores e a comunidade ficaria agradecida.

Nossa cidade precisa avançar em sua organização. O movimento popular necessitar demonstrar sua força e sua influência política não a partir de acordos simplesmente, com os poderes constituídos, mas, coerentemente, desvencilhar-se das comodidades e interferir articuladamente nas formas estabelecendo métodos capazes de influir na cultura local e, assim, determinar o ideário democrático que assenta os interesses coletivamente. Não é possível a realização de um ideário se não houver uma luta orgânica e unitária (utilizando-se a categoria gramsciana) na perspectiva de uma nova forma de orientar a luta dos movimentos sociais, populares e democráticos.

Historicamente, o ciclo se repete: com a proximidade de um novo pleito eleitoral, os edis iniciam sua pesada via crucis, de buscar os cabos eleitorais para realizar caminhadas de porta em porta mostrando e distribuindo seus respectivos ‘diabinhos’. De fato, essa estratégia já é por demais conhecidas! Porém, há outros que preferem uma conversa mais direta e franca. Outros, ainda, se escondem na mentira e no não cumprimento de seus compromissos. Enfim, é uma verdadeira torre de babel política que se constrói para declararem sua ‘malucas’, ‘fantasiosas’ e ‘tortas’ mensagens na esperança de convencer o eleitorado de que é o candidato ideal para representa-lo.

A classe trabalhadora codoense precisa reinventar sua forma de escolher o novo edil. Não será, portanto, por intermédio de uma troca – que fique bem claro – de favor, de uma conta de luz, de uma passagem, de um aviamento de receita ou quaisquer outras formas de atendimento imediato que fara a diferença elementar na cultura de um parlamento dissociado da sociedade. A regra ideal a ser posta em prática seria a tomada de consciência e, ao mesmo tempo, compreender a importância de eleger um político com uma biografia imaculada, um histórico de compromisso e luta em defesa da classe trabalhadora e não de alguns membros seletivos que, diretamente contribui para sua campanha eleitoral. Se a classe trabalhadora compreender essa diferença fundamental entenderá que é indispensável optar por um político que possua as características citadas acima, desse modo, será possível iniciar uma nova concepção política pensando na mudança e na transformação estrutural.

O parlamento deve sofrer uma profunda alteração na sua nova composição e quem definirá esse novo cenário é a sociedade civil organizada. No próximo pleito está previsto o aumento do numero de cadeiras ao que era antes: 17 edis. Será uma intensa luta para garantir uma vaga na atual conjuntura.

Esperamos que, de fato, a democracia prevaleça e o sentimento de mudança que lateja no peito esquerdo de cada homem e mulher, não seja ultrajado pela presença do poder econômico e se, assim, ele se manifestar que a população o rejeite fervorosamente impondo sua condição única: a liberdade de opção!

Por Jacinto Junior

7 Responses

  1. Alguem aí poderia me dizer quem foi expulso do Partido dos Trom….., por ter …………. na áepoca em que esteve fente ao PTralhas no município da região dos cocais R$ 2.000,00?

  2. Parabéns prezado prof. Seu texto está bem fundamentado e acima de tudo muito didático, e reflete o que realmente a sociedade precisa, que é esse novo despertar para uma mudança radical no processo de participação eleitoral e consequente estruturação de uma nova arquitetura em nosso parlamento municipal. Escrita perfeita para quem gosta de ler.Esta de parabéns os leitores desde blog.

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