
Quem não tem uma estrutura de pequenos poços artesianos ou manuais no quintal de casa, está carregando balde de água o dia inteiro pedindo ao vizinho. É o caso do lavrador Miguel da Silva Nascimento.
“To pegando ali da mão da dona menina ali, porque não tem água aqui em lugar nenhum…E SE NÃO TIVESSE ESSA AJUDA ESTARIAM EM SITUAÇÃ MUITO RUIM? Tava porque se não tivesse tava, Tava mais ruim e pior tava”, respondeu
No centro quem trabalha lavando veículos já sabe que logo a caixa d’água vai secar. No Mercado Central de Timbiras, para não parar a venda as merendeiras, como dona Maria José Pessoa, tiveram que aumentar os gastos comprando água mineral.
“Tem água não aí hoje eu vim trabalhar aqui comprei (…) pra nós cozinhar, comprei pra nós beber…SE NÃO FIZER ASSIM? Não cozinha…NEM BEBE? E nem bebe ontem eu comprei dois galão pra botar na minha casa pro pessoal da igreja beber”, disse
MAIS DE 4 MIL FAMÍLIAS PREJUDICADAS
Desde sábado ninguém nesta cidade tem água potável fornecida pela CAEMA. Exatamente 4.395 residências estão com abastecimento interrompido sem , ao menos, saber o motivo.

No escritório da CAEMA a diretora, Auristela Alvim, sem gravar, explicou que no último fim de semana um vendaval derrubou uma árvore sobre a rede que levava energia elétrica à estação de captação da água do rio para tratamento e distribuição.
A árvore fica no quintal de seu José Antonio Santos Carvalho que não permite que homens da CEMAR ou mesmo da Caema entrem para realizar o trabalho necessário à reativação da rede elétrica.
Ele deseja que a rede seja retirada de sua área ou, se permanecer, que seja indenizado em R$ 100 mil.
“Só se indenizar tudo, aí eu saio daqui deixo eles aí…E QUANTO SERIA? Aqui, R$ 100.000,00 logo…O SENHOR NÃO ACHA CARO NÃO? Não senhor…MAS TEM MUITA GENTE SEM ÁGUA? É, tem muita gente sem água, eu sei”, justificou
PROVIDÊNCIAS
A diretora explicou que a Companhia já está estudando, com a Cemar, passar a rede elétrica por fora do quintal de seu José, mas não deu prazo para a conclusão do serviço. Enquanto isso,toda a cidade de Timbiras seguirá sem água nas torneiras, debaixo de cobranças em cima, principalmente, da CAEMA.
“Tinha não, tem que resolver o máximo possível já era pra ter resolvido não era pra tá assim como tá hoje”, cobrou a lavradora Maria da Graça de Sousa.
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Bom dia Acélio
A CEMAR JA COMEÇOU O SERVIÇO DA NOVA REDE DE ENERGIA