Pular para o conteúdo
terça-feira, 28 de julho de 2026
Notícias

Ministério Público pede condenação de R$ 5 milhões contra o Bradesco por péssimo atendimento aos codoenses

A promotora de Justiça, Linda Luz Matos Carvalho, ajuizou no início de novembro ( ação datada de 10/11) uma Ação Civil Pública contra o Banco do Bradesco em razão da situação enfrentada por seus clientes na agência da cidade de Codó.

Bradesco no sábado (29/11) com apenas 3 caixas funcionando
Bradesco no sábado (29/11) com apenas 3 caixas funcionando/Domingo sem dinheiro

Ao blog a promotora revelou que antes de dar entrada na ação judicial tentou diversas vezes uma solução administrativa, chegou a ouvir promessas da gerente local e do regional do banco.

Tudo isso depois de ter enfrentado, pessoalmente, o arrocho que é tentar resolver alguma pendência ou receber dinheiro na agência, principalmente, no início de cada mês. A promotora descreve isso em sua petição endereçada ao juiz da 1ª Vara, Dr. Rogério Rondon, para quem mostra fotos da situação e outras provas.

“Na ocasião restou constatada que a agencia porta giratória, nem divisórias entre os caixas e que a precariedade da segurança coloca em risco a vida de todas as pessoas que utilizam os serviços da requerida”

“Na oportunidade também ficou evidenciado que a requerida (agência) possui estrutura física incompatível com a necessidade de seus usuários, notadamente em razão do reduzido tamanho da agência e da insuficiência de atendentes, ocasionando intermináveis filas que os usuários são obrigados a enfrentar (…). No entanto, durante a visita os gerentes Meirilene Medeiros de Sousa (agência Codó) e Clinton Fernandes (regional) comprometeram-se a adotar providências para melhoria do atendimento”, escreveu

Promotora de Justiça Linda Luz Matos Carvalho
Promotora de Justiça Linda Luz Matos Carvalho

Dra. Linda Luz listou como problemas que viu:

  • Instalação inadequada (excessivamente pequena, com falta de bancos de espera e climatização deficiente);
  • Insuficiência de funcionários para atendimento ao público, o que ocasiona demora no atendimento e filas intermináveis;
  • Inexistência de instalações adequadas à idosos e portadores de necessidades especiais;
  • Sistema de segurança ineficiente, uma vez que não são cumpridas as normas de segurança que devem existir nos estabelecimentos bancários (insuficiência e inexistência de equipamentos como porta giratória com detector de metais e proteção lateral nos caixas de autoatendimento).

“Ademais é fato público e notório, o que independe de prova, a falta de dinheiro nos caixas eletrônicos para saques durante os finais de semana”, conclui

OS PEDIDOS QUE FAZ

A promotora pediu 7 coisas à Justiça, entre elas que os clientes sejam atendidos no tempo previsto pela lei (30 minutos no máximo) inclusive uma municipal que há anos vem sendo desrespeitada. Pede que o juiz Rogério Rondon imponha obrigações ao banco e uma multa de R$ 20.000,00 por cada dia descumprindo.

Linda Luz também pede uma condenação a título de dano moral coletivo no valor de R$ 5 milhões de reais contra o Bradesco pelos problemas e constrangimentos que vem causando aos codoenses. Abaixo a lista de todos os pedidos.

  • Atender dentro do prazo não superior a 30 minutos em dias normais e, em 45 minutos em dias de pagamento aos usuários dos serviços dos guichês;
  • Reservar guichês exclusivos à idosos, deficientes físicos e gestantes;
  • Estruturar a agências com cadeiras, bebedouros e instalações sanitárias;
  • Instalar porta giratória com detector de metais, divisórias à frente dos caixas convencionais e proteção lateral nos caixas de autoatendimento;
  • Abastecer os caixas de autoatendimento (eletrônicos) com valores suficientes à demanda durante os finais de semana;
  • Que o juiz determine prazo razoável para cumprimento das obrigações impondo multa diária de R$ 20.000,00 ao banco por descumprimento
  • Que o banco seja condenado em dano moral coletivo no valor de R$ 5.000.000,00 (Cinco Milhões de reais)

A FASE

A Justiça ainda não se manifestou a respeito da Ação Civil Pública do Ministério Público Estadual. Os codoenses aguardam ansiosamente.

Acélio Trindade

Acélio Trindade

Autor no Blog do Acélio.

7 comentários

  1. Parabéns doutora, talvez por ser do setor privado a senhora consiga, porque quanto se trata do setor publico, o MP não funciona ou seja não e atendido.

  2. Acelio fui no sábado e estava vazio, juá ficou pior. Agora sÓ o Bradesco? E OS OUTROS BRASIL..CAIXA. PARABÉNS A PROMOTORIA. Ah…estava me esquecendo a promotora é uma gracinha.

  3. Parabéns doutora, por essa ação corajosa contra a maior instituição do Brasil. O Bradesco de Codó, há anos desrespeita de forma violenta os direitos básicos de seus usuários. Se tal banco não considera o codoense nem como cliente, imagine como CIDADÃO. Esperamos que a justiça faça valer a lei.

  4. Deviam acionar os outros bancos também, pois só o bradesco ser acionado não vai resolver, pelo menos lá tem um monte de cadeira pra gente sentar, serve cafezinho com leite e pão pros aposentados, e mais, tem bebedouro lá sim.

  5. A Rua Afonso Pena precisa ser revitalizada em toda sua extensão,mas a cracolândia impede isso, é preciso a promotoria não só apertar os bancos, pois prédios na principal rua do comercio tem no final da rua, mas é preciso boa vontade,por que não fazem uma força tarefa para acabar com a cracolândia.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *