Para não demitir empresários codoenses já experimentam férias coletivas

Está ruim pra todo mundo  e em todas as áreas. Ramon Cunha deixou o emprego de motorista com carteira assinada em Goiânia, Estado de Goiás, e veio para Codó, sua terra natal, com grandes perspectivas, mas a corrida atrás de uma nova vaga lhe mostrou outra realidade.

“Tá difícil o cara arrumar emprego, hoje se o cara tiver um empreguinho o cara tem que segurar, porque tá difícil aqui em Codó (…) já morei em Goiânia 4 anos e vim me embora pra Codó, aí pensava que Codó tava bom de serviço, mas achei muito ruim aqui em Codó”, disse

DESACELERADO

A área que emprega com maior frequência em Codó, de acordo com dados da agência local do SINE (Sistema Nacional de Emprego) , é a do comércio lojista.

Porém, desde que o ano começou muita coisa tem mudado, a força empregadora perdeu o impulso e estagnou.

O impulso é a venda que  aumenta os lucros e anima o empregador a contratar mais mão de obra, mas aqui no centro comercial da cidade ouvimos relatos de empresários sobre queda nas vendas de até 50% e isso tem um reflexo bastante negativo.

Para exemplificar a situação, o coordenador da agência que intermedia mão de obra, Gilvan Oliveira, disse, em entrevista à TV Mirante, que conseguia empregar até 30 pessoas por mês, a maioria vendedores de lojas. Atualmente, dificilmente chega-se à 8, 10 indicações para emprego.

“Como a força de contratação do nosso município é o comércio, o comércio tá praticamente parado, a nível de contratação de pessoa, caímos em torno de 30% (…) Era o esperado, mas também não aconteceu porque essa crise desde o início do ano que ela já vem acarretando problemas na economia e que a gente não conseguia inserir o profissional no mercado de trabalho”, garantiu

FÉRIAS COLETIVAS

O empresário Rogilson Silva não está contratando e para não demitir por causa da queda nas vendas iniciou este ano o uso de férias coletivas aos empregados e será assim até que a crise vá embora de vez.

“A gente não pode contratar porque não tá tendo venda e a gente não pode tirar do que não tá entrando, o comércio não tá reagindo (…) A gente dá um jeitinho e eles ficam, mas quando tá muito assim a gente dá umas férias prolongadas, dois meses de férias, pra eles ficarem em casa, depois eles voltam de novo”, explicou

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