CODÓ – Um grave incidente no Rio Itapecuru, na altura da localidade Roncador, por pouco não terminou em tragédia neste fim de semana.
O codoense Júnior Soares sofreu ferimentos graves no pescoço após ser atingido por um cabo de aço instalado de forma irregular para sustentar uma draga de extração de areia.
De acordo com o relato da vítima, o cabo atravessava o leito do rio de uma margem à outra, funcionando como uma espécie de “armadilha” invisível para quem navega pelo local.
Júnior passava de lancha em velocidade quando foi surpreendido pelo obstáculo.
“Quase decepava meu pescoço”

Em um vídeo gravado logo após o acidente, a vítima exibe uma grande e profunda marca de vermelhidão em volta do pescoço, evidenciando a força do impacto.
Segundo ele, o desfecho só não foi fatal porque a embarcação chegou a rodar no momento do choque, evitando que o cabo seguisse pressionando a garganta.
”Olha aí o que o seu cabo de aço lá na draga fez comigo, quase decepava meu pescoço. A sorte é que a lancha rodou. Só Deus sabe a dor que eu estou sentindo agora”, desabafou Soares, visivelmente abalado.
Cobrança por Providências
O sobrevivente direcionou críticas duras ao proprietário da draga, identificado apenas como “Zé”, apontando a ilegalidade da estrutura em um trecho utilizado para navegação.
- A Irregularidade: A instalação de cabos de aço transversais em rios navegáveis sem sinalização adequada representa um risco direto à vida.
- A Exigência: “Tem que tirar aquele cabo de lá. Aquilo é ilegal, rapaz. Você não pode atravessar um cabo de aço sabendo que o rio é navegável”, cobrou a vítima.
Autoridades acionadas

O caso já ultrapassou a esfera do susto pessoal e chegou ao poder público.
Familiares de Júnior Soares confirmaram ao blogdoacelio que o Secretário de Meio Ambiente, Ferdinando Rocha, já foi formalmente comunicado sobre o ocorrido.
A expectativa é que a Secretaria realize uma fiscalização imediata no local para averiguar a regularidade da draga e exigir a remoção dos cabos que põem em risco pescadores e banhistas da região do incidente.
Até o fechamento desta edição, o proprietário da draga não havia se manifestado publicamente sobre o caso.
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