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quinta-feira, 22 de outubro de 2026
Artigos

Por Carlos Magno – A FÉ E A CIÊNCIA

Caros leitores. Hoje vou falar de um assunto muito interessante e importante na nossa vida, pois envolve a nossa crença naquilo que nos foi ensinado pelos nossos pais e na nossa vivência do dia a dia, pois está presente em nossas vidas.

São duas situações que temos que conviver, a nossa fé cristã e a ciência, que avança a passos largos no rumo de um futuro não muito longínquo. Antes, porém, quero esclarecer aos leitores que alguns fatos e relatos foram adquiridos de alguns livros que andei lendo, de especialistas e autores renomados no assunto que me deixou muito curioso e despertou a vontade de compartilhar com vocês, embora eu saiba que muitos dos leitores tem sua própria convicção. É claro que coloco aqui, também, algumas de minhas convicções e pensamentos.

Existe alguma relação entre ciência e fé cristã? Principalmente com Charles Darwin, parece que foi decretado o completo antagonismo entre fé e ciência. Reinou desde então a conhecida “noção de conflito”. Mas, seria a “noção de conflito” o melhor caminho a se tomar quando pensamos na relação fé e ciência?

A primeira questão que devemos pensar aqui são as evidências históricas, que apontam para momentos onde fé e ciência não eram antagônicas. Grandes cientistas eram homens piedosos: Isaac Newton (1643-1727), por exemplo, pai da mecânica moderna, escreveu muito mais linhas sobre interpretação bíblica do que sobre as leis que regem o mundo físico. Charles Darwin (1809-1882) estudou para ser ministro da Igreja da Inglaterra, e Gregor Mendel (1822-1884), pai da genética, plantava suas ervilhas em um mosteiro em Brno, atual República Tcheca, onde era sacerdote.

Por que se desenvolveu esse antagonismo entre fé e ciência? Parece que esse antagonismo se inicia com os estudos de Galileu Galilei (1564-1642), que levou adiante aquilo que Nicolau Copérnico (1473-1543) havia iniciado. Galileu entendeu que a Terra girava em torno do Sol (heliocentricidade), contrariando aquilo que fora defendido, até pela igreja, por longos anos. Tempos depois Galilei precisou se arrepender de suas constatações temendo a morte.

Estes fatos todos nós aprendemos na escola, nos livros de Ciência e História da Humanidade. Quão poucos não se lembram das aulas “chatas” do professor de ciência. Pelo menos na minha época que já lá se vão quase 50 anos.

Voltando ao assunto, porém, foi com Darwin que, segundo estudiosos, o último golpe seria desferido. Esse golpe veio com a publicação de sua grandiosa obra ”A Origem das Espécies” (24 de Novembro de 1859). Ele ensinava nessa obra que os seres humanos possuem uma descendência comum a todos os seres, e que todos os seres vivos passam por um processo longo de desenvolvimento biológico, o que ele chamou de evolução.

A teoria de Charles Darwin e, atualmente, as ideias do papa
do neo-ateísmo, Richard Dawkins, veio para cristalizar uma dicotomia entre fé e ciência que leva o homem a entender que não há a possibilidade de uma relação racional e aceitável entre o discurso da fé e o discurso da ciência.

Seria então impossível relacionar fé e ciência? A única possibilidade nesse diálogo seria a impossibilidade do mesmo? A seguir, vamos oferecer outras possibilidades de abordagem na relação fé e ciência. Os modos de relação que apresentarei aqui foram retirados de um excelente artigo do evangélico Tiago Garros. Este estudioso da religiosidade e ao mesmo tempo da ciência, utiliza o pensamento de lan Barbour (1923-2013), um pHd em física e estudioso das relações entre ciência e religião.

A primeira possibilidade de diálogo é conhecida como “posição de independência”. Essa posição afirma que fé e ciência pertencem a domínios diferentes, distantes, de tal forma que, pensar em um conflito seria absurdo. Seria absurdo, por exemplo, por que a ciência lida com questões impessoais enquanto a
religião com questões do “coração”, questões subjetivas

Acélio Trindade

Acélio Trindade

Autor no Blog do Acélio.

2 comentários

  1. Como somos assíduos leitores do blog, sempre nos deparamos com os artigos do Carlos, por sinal muito bem escritos. É incrível o conhecimento e a maneira simples de transmitir esses conhecimentos. Sou seu fã.

  2. Fé e Ciência caminham juntas. Se o homem não tiver fé não evolui e nem vai pra frente. Sem a ciência não teríamos capacidade de sobreviver. Juntando as duas vamos a Marte.

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