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segunda-feira, 24 de agosto de 2026
Educação

Por Jacinto Junior : DEMOCRACIA E LIBERDADE – O poder da mudança

A nossa história – de nosso Estado-Colônia e não Estado-Nação, quando deveria sê-lo – foi marcada pela aculturalização europeia. Lamentável. E o resultado desse processo de expropriação e exploração culminou na ideia de inferioridade. Mas, o mais impressionante disso, se revela em querelas fúteis e inúteis de sujeitos que se arvoram detentores de um vasto conhecimento empírico e cientifico; preocupando-se com outros que, a priori, não necessita demonstrar que já entende que o conhecimento é um espaço a ser conquistado com muita dedicação e estudo, e aquilo que é objeto de compreensão lhe confere a sua genialidade.

Jacinto Junior
Jacinto Junior

A genialidade não consiste fundamentalmente numa grande descoberta sui generis, mas, basicamente pensar o diferente com liberdade e autonomia sem, contudo, estar atrelado a algum patife, bandido, vândalo, ou, ainda, a um burguês que se alimenta num prostíbulo decantando seu prazer em querer controlar a maioria da população por intermédio do capital sujo.

A atualidade nos reveste de diversas armas e a mais notável delas é a democracia, sendo a democracia o cerne de uma elementar mudança significativa numa dada sociedade, podemos afirmar que ela é a filha mais nobre da liberdade e a liberdade, por sua vez, nos confere o direito de autonomia enquanto sujeito histórico capaz de pensar com plena independência intelectual e satisfação sem pudor e/ou temor.

A capacidade de pensar – para não adentrarmos na questão eminentemente filosófica, pois, estaremos mergulhando numa vasta complexidade do ato de pensar e conhecer, pelo jeito, essa não é minha intenção, ao contrário -, nos remete para algo concreto e visível e é por isso que procuramos desvendar os mistérios e enigmas do sistema social opressivo estruturado pela burguesia decadente. A decadência burguesa codoense se manifesta por sua incapacidade teórica, não há um único burguês com capacidade reflexiva para adornar a problemática social codoense numa perspectiva renovadora, mas, apenas emitem sons guturais, sem nenhum sentido.

É como se vivêssemos na idade da pedra lascada. Não há entendimento daquilo que se proclama como proposta de mudança. Minha crítica, ao inverso, é como uma lâmina afiada que penetra e rasga o peito daqueles pobres infelizes burgueses que não são dialéticos, mas, simplesmente, retoma o gosto pela repetitividade lacônica dos elementos sociais, culturais e econômicos presentes que já não deveriam existir como obstáculos em nossas relações; no entanto, tais elementos são justificáveis para suas falas de dominação de classe permanente.

A capacidade de refletir essa estrutura local conservadora constitui tarefa indispensável para o povo empreender seu próprio caminho permeada pela democracia popular e pela liberdade coletiva social. Se, o povo codoense pensar nessa linha de raciocínio, e acreditar em si, certamente, será o condutor de seu próprio destino, na verdade, o povo experimentará uma profunda experiência em que ditará o modus operandis de realizar suas ideias coletivistas.

A democracia é o elo intrínseco para construir uma nova sociedade, um novo homem, uma nova forma de pensar a política como exercício fundamental da cidadania. Não há outra forma equânime capaz de proporcionar tamanha alegoria transformadora para o conjunto da sociedade civil organizada. É na democracia que o povo deve se acostar e defender suas lutas sociais e políticas. Impossível realizar uma profunda transformação social e revolucionária fora da democracia. A democracia é a pedra angular da transformação tão desejada pela classe trabalhadora – no sentido de antagonismo, de luta de classes. Não acredito na possibilidade de mudança sob a óptica burguesa, pois, a sua conceituação democrática parte do principio de classe social e, para ela, a democracia só existe para si na medida em que serve a si mesma enquanto classe social dominadora. É inviável pensar uma sociedade democrática com a burguesia sendo sua matriz condutora.

O homem que pensa como um revolucionário, não pode dar o luxo de querer ser aclamado como burguês e pela burguesia – numa clara intenção de cooptá-lo -, ou, então, como apoiador da elite branca dominadora; ele por si mesmo se proclama como proletariado, aliás, é impossível ser burguês e pensar burguesamente, estabelecendo fortes e contundentes críticas aos infelizes e decadentes burgueses e seu sistema dominante.

A democracia fere somente aos que a abomina aos que a odeia aos que não a deseja aos que a despreza. Mas o seu encanto é tão fundo e seu laço é tão forte que não rompe diante das ações nefandas de seus inimigos (a elite dominante enquanto classe). Apesar de tudo a gente consegue identificar nas entrelinhas dos discursos pronunciados pelos representantes das elites brancas o seu inidôneo e indisfarçável ódio à sua existência fascinante.

Ora, se de um lado, ouso afirmar que a democracia é ao mesmo tempo o pilar essencial para a consolidação de um regime hesitante, por outro, reafirmo que ela implode qualquer tentativa de movimento retrogrado e conservador.

Portanto, pensar a democracia numa perspectiva transformadora e revolucionária é ir de encontro ao seu conceito estático, amorfo, burguês. A democracia instiga a inevitável força da classe trabalhadora como obra de suas próprias mãos.

Somente a classe trabalhadora será a responsável direta por sua emancipação e libertação da opressão dos capitalistas e do capitalismo.

Pensar a democracia como instrumento suficiente para aclamar por uma nova forma de exercer a política é colocar como prioridade a ética na política e estende-la como principio definidor de um processo participativo, amplo e revolucionário.

Assim, teremos um corte frontal com o casuísmo conservador e aleijado que predomina a várias décadas em nossa comunidade. O nosso povo só será efetivamente um povo liberto do jugo liberal-burguês, quando estiver sob seu comando o poder político e para isso acontecer é necessário que haja intensas lutas e mobilizações.

A burguesia já não consegue manter sob seu controle a classe trabalhadora e, por isso mesmo, tenta a todo custo manter uma relação de opressão e subordinação, fonte de todos os males.

Acélio Trindade

Acélio Trindade

Autor no Blog do Acélio.

Um comentário

  1. CACETE JACINTO ESTÁ RINDO DO QUE? QUANDO VC ERA SECRETÁRIO NUNCA PREGOU ISSO. ME ESTRANHA O ACELIO TE DAR ESPAÇO NO BLOG, vai trabalhar rapaz.

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