No meu último texto, “Crônicas Políticas”, despertei a ira de alguns acólitos políticos. Isso porque tive a ideia de afirmar que a vontade do povo deve ficar abaixo das leis. Fui classificado de vários nomes, um deles despertou minha atenção: ditadorzinho de uma republiqueta do babaçu. (risadas)
Exceto a palavra ditadorzinho, confesso que a definição geográfica de Codó, proferida pelo leitor, como uma republiqueta do babaçu foi a melhor análise feita, até agora, sobre nossa cidade. Realmente, Codó é uma republiqueta do babaçu, pois nela está condicionado os piores elementos que caracterizam nossa política como tal; políticos populistas, corruptores, currais eleitoreiros, babões, povo deificando candidatos, políticas paternalistas, etc. etc.
Não levo a mínima fé na política. Trato-a de forma blasé, indiferente. Precisamente, nossa política nasce no caldo de cultura criado de ideias igualitárias, de um planejamento da máquina pública e tem como foco principal os que sacrificam a liberdade em busca de uma suposta segurança, em busca de um relativo conforto, refiro-me ao povo. A conclusão é que, no longo prazo, esse circulo vicioso nos leva necessariamente as mazelas sociais.
O meu pessimismo sobre a política regula o meu caráter. A nossa história política municipal é irmã gêmea da política nacional. Penso que enquanto existir Lula- (com sua degradante campanha de puxador de votos para prefeitos, em todo Brasil, está ridículo), enquanto existir Maluf- (com sua malandragem impar) e Sarney-(com seu eterno coronelismo) nunca sairemos da lama. Em Codó não é diferente.
Nós, cidadãos codoenses, fomos bombardeados por campanhas das mais sórdidas e mesquinhas que já houve: vídeos de uma suposta compra de votos, vociferações verbais, intrigas faraônicas.
Estamos há alguns dias da votação. De minha parte, resta a consciência limpa de jamais ter acreditado, por um único segundo, nessa corja de políticos fisiologistas que transformam nossa Codó em um verdadeiro ninho de cobras.
Luto a boa luta dentro de minhas eternas limitações. Como observador, como um espectador engajado e como cidadão codoense – sem muito ufanismo regional.
O resultado de toda essa historia é que cresce cada vez mais o abismo entre voto e consciência. E o problema? O problema sempre acarreta sobre população. Proponho que todos sejam indiferentes a política. Ou melhor, dependa menos da política, nobre leitor. Quanto menos você depender da política melhor para Codó.
Azar o nosso? Não, azar o deles. Se continuarmos assim, dependendo da política, nunca sairemos dessa “Republiqueta do Babaçu”.

