Presidente de Sindicato expõe crise da Polícia Civil do Maranhão

Amon Jéssen

O presidente do Sindicato dos Policiais Civis do Maranhão, Amon Jéssen, está visitando todas as regionais do interior, segundo ele, verificando de perto uma situação que há muito tempo não é das melhores.

Pelos dados que apresentou à imprensa quando de sua passagem por Codó, dos 217 municípios, 130 não possuem ainda delegados de carreira, 89 deles estão em situação pior por não possuírem sequer um policial civil atuando.

Nós temos mais de 137 cidades que sequer são informatizadas, elas não entram para a análise criminal porque as delegacias não são ligadas as redes sociais, ao mundo virtual”, acrescentou Amon

NA 4ª DELEGACIA

Apesar de considerá-la um pouco mais estruturada que as demais, Amon afirmou que a falta de efetivo também atinge a 4ª Delegacia Regional de Codó. Nela trabalham 9 profissionais, quando, na opinião dele, o mínimo deveria ser 30. E isso tem consequências.

Uma delas é a dificuldade dos civis para desenvolver trabalhos de investigação.

“O policial civil ele não tem condições de fazer investigação de crimes porque estão meramente aqui como babá de preso, fazendo custódia, levando pra médico, levar pra dentista, pras audiências, quer dizer, não resolve nada”, reclamou

DOCUMENTO FINAL

O presidente do Sindicato pretende elaborar um documento final, após as visitas, para chamar, mais uma vez, a atenção das autoridades para todos estes problemas.

“Para a Federação Nacional de Policiais Civis, pra Secretaria Nacional de Seguraça Pública, para o Governo do Estado, enfim, mandar documentos pra todos e dizer – quem tem que resolver?, questionou

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