O jornalista Daniel Sousa mergulhou na origem da escola que hoje leva o nome de Reinaldo Zaidan, em Codó, Maranhão. A conversa resgata a trajetória de Maria da Paz Salazar Brandão, considerada a fundadora da instituição na década de 1980, após um desfecho improvável que uniu sonho educacional e contexto político da época.

Segundo Maria da Paz, recém-formada, seu marido, estivador, pediu, ao final de um ano, ao prefeito da cidade (à época, Reinaldo Zaidan, já falecido) em vez de  um litro de uísque — comum presente à época —, pediu um emprego de professora para a esposa. Munida de um bilhete com a ordem de emprego, Maria da Paz foi à rádio Eldorado AM para anunciar que o Sindicato dos Arrumadores de Codó, próximo à Casa de Saúde, abriria uma sala de aula. Assim, foram formadas as primeiras duas turmas.

O relato mostra que o prefeito, ao perceber a formação da turma, providenciou a estrutura necessária: lousa, carteiras e mesa. Durante um ano, Maria da Paz atuou sozinha como diretora, professora, zeladora e supervisora. Posteriormente, uma nova professora, Raimunda Martins, foi contratada e, juntas, cuidavam de todas as etapas, inclusive da merenda. Com a terceira professora, Assunção, Maria da Paz passou a ser apenas diretora da escola que havia criado.

Conforme a narrativa, anos depois esta estrutura escolar  foi transferida para a área chamada Vila Fomento. A Secretaria de Educação da época convidou Maria da Paz para transferir a escola para a sede do que hoje conhecemos como a escola Reinaldo Zaidan, situada no bairro São Benedito, o que ela aceitou.

Entre lembranças e números, o programa desta segunda-feira, ao meio dia, pela FCFM E DEMAIS E EMISSORAS,  destaca ainda o movimento contínuo da comunidade.

“Ai choveu menino, todo ano o prefeito Reinaldo Zaidan mandava contar meninos e meninas e, no aniversário da escola, ele dava um presente para cada um”, revela Maria da Paz, ressaltando o papel do município no desenvolvimento educacional local daquele tempo.

A entrevista, conduzida por Daniel Sousa, oferece um registro essencial da memória educacional de Codó, evidenciando a dedicação de uma mulher que, com poucos recursos e muita determinação, abriu portas para tantas gerações.

A matéria está disponível para leitura no  www.blogdoacelio.com.br.

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