O programa de rádio A CONVERSA É COM ACÉLIO recebeu uma convidada especial para tratar de um tema urgente de saúde pública e meio ambiente.

Conversamos com a  bióloga Célia Álvares, mestre em Medicina Tropical. Durante a entrevista, a especialista detalhou os perigos representados pelo caramujo-gigante-africano (Lissachatina fulica), espécie que tem se espalhado por diversas regiões do Maranhão.

Confira os principais pontos abordados na entrevista distribuída para  as  54 emissoras cadastradas na base do programa em todo o estado.

Identificação e origem

Célia explicou que o caramujo-gigante-africano possui uma concha cônica, de cor marrom com manchas claras, podendo atingir até 20 centímetros de comprimento. Diferente dos caramujos nativos brasileiros, esta espécie possui as bordas da abertura da concha cortantes e uma reprodução extremamente rápida, o que facilita sua disseminação.

Impacto Ambiental e classificação como praga

Por ser uma espécie exótica, o caramujo-gigante-africano não possui predadores naturais no Brasil. Ele é considerado uma praga voraz, pois consome centenas de tipos de vegetais, destruindo plantações e competindo por recursos com as espécies nativas, desequilibrando o ecossistema local.

Riscos à saúde/doenças

A mestre em Medicina Tropical alertou que o molusco é hospedeiro de vermes perigosos. A contaminação ocorre principalmente através do contato com o muco (o “rastro”) deixado por ele, que pode conter larvas de parasitas. As principais doenças associadas são:

  • Meningite Eosinofílica: Causada pelo verme Angiostrongylus cantonensis.

  • Angiostrongilíase Abdominal: Que causa fortes dores e pode levar à perfuração intestinal.

O que fazer em caso de contato

Caso alguém toque no animal ou no seu muco, a recomendação é lavar a área imediatamente com água e sabão em abundância. Os sintomas que exigem busca imediata por atendimento médico incluem dores de cabeça intensas e persistentes, rigidez na nuca, febre e dores abdominais agudas.

Controle e Eliminação Segura

Para combater a infestação, a bióloga orienta que a população nunca manipule os caramujos com as mãos desprotegidas. O procedimento correto envolve:

  1. Utilizar luvas ou sacos plásticos nas mãos.

  2. Coletar os animais e colocá-los em um recipiente. Aplicar cal virgem ou água sanitária por 24h

  3. Enterrar os resíduos em local apropriado.

Ouça a entrevista completa

Para entender todos os detalhes técnicos e as orientações da bióloga Célia Álvares, mestre em Medicina Tropical,  convidamos você a ouvir a íntegra da conversa no player abaixo.

Fique por dentro de como proteger sua família e vizinhos.

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