Enfermeiros de Codó

Os vereadores voltaram atrás e não colocaram o projeto de autorização legislativa do uso dos dinheiros dos enfermeiros, técnicos e auxiliares.

Eles alegaram que não passou pelas comissões da casa, entre elas as principais de Constituição e Justiça e a de Finanças. O presidente pediu urgência na emissão de pareceres para que os 19 parlamentares votem o projeto de lei enviado pelo prefeito Zé Francisco ainda esta semana, seja em sessão ordinária (a de terça, 12/09) ou numa extraordinária.

FICOU FEIO

Se Acélio Trindade não tivesse alertado a categoria e esta, após alertada, tivesse se mobilizado, inclusive indo à Câmara hoje e até conversado com vereadores de maneira particular o adiamento jamais teria ocorrido.

A própria Câmara já tinha atropelado o regimento interno e tinha planos para fazê-lo do jeito que deu na telha – imagine, a sessão extraordinária de votação só poderia ocorrer quando todas as comissões já tivessem emitido seus respectivos pareceres.

Se isso ainda não havia ocorrido (emissão dos pareceres), como alegado na manhã desta segunda-feira, 11/09, por que marcá-la, qual o motivo da pressa, por que estava ocorrendo sem o conhecimento dos verdadeiros interessados?

Tem coisas que só os políticos de Codó conseguem fazer.

RELEMBRE O CASO

Estão nos cofres do governo de Zé Francisco exatos R$ 2.464.273,00 cujo objetivo já é de conhecimento dos enfermeiros (as), técnicos, auxiliares de enfermagem e parteiras (elevar os salários ao novo piso nacional e pagar o retroativo de maio, junho, julho e agosto).

Mas no projeto que será votado só 28,58% deste valor está destinado a VENCIMENTOS E VANTAGENS FIXAS – PESSOAL CIVIL.

Significa dizer que o governo de Zé Francisco está pedindo para que os vereadores aprovem somente R$ 704.411,96 para vencimentos e vantagens fixas da categoria.

E O RESTO?

O resto, nobres trabalhadores, vocês precisam cobrar explicações urgentes, antes da fatídica votação, ao prefeito médico Dr. Zé Francisco, à  Secretaria de Saúde, e, principalmente, aos vereadores.

Porque  serão R$ 1.600.000,00 para um negócio que está no projeto denominado CONTRATAÇÃO POR DETERMINADO e mais R$ 100.000,00 para algo chamado OUTRA DESPESAS DE PESSOAL DECORRENTES DE CONTRATOS DE TERCEIRIZAÇÃO.

Vocês estão se perguntando, que contratação por determinado é essa?

Que raios de despesas de pessoal decorrentes de contratos terceirizados são essas que juntas vão levar R$ 68,98% (quase 70% do dinheiro)?

Me desculpem, eu gostaria muito de responder numa só palavra, mas eu estudei o Direito e conheço as consequências, prefiro evitar.

No entanto,  recomendo que a categoria, em peso, compareça o mais urgente possível na tal sessão extraordinária, de preferência muito antes dela, e exijam que não seja aprovado o tal projeto de lei do governo de Zé Francisco até que expliquem pra vocês o que vai levar quase 70% dos R$ 2.464.273,00 que o governo federal mandou pra vocês.

 

7 Responses

    1. Democracia é isso.
      O projeto do governo foi enviado à Câmara Municipal obedecendo trâmite previsto em lei.
      Sendo soberana, por sua vez a Câmara tem seu regimento a seguir para deliberar, cabendo, portanto, tão somente a ela decidir sobre essa e qualquer outra matéria enviada pelo executivo para chancela do legislativo.
      O fato da categoria reivindicar direitos, direitos certamente serão observados.
      De resto, os comentários acima, de tão tolinhos, não merecem comentário.

  1. E os vereadores da oposição não viram isso? Ou tbm iam ganhar algo do.prefeito para votar isso sem passar pelas comissões! Muito estranho isso viu

  2. Pereira se os enfermeiros e técnicos não fosse pressionar os edis, tu acha que eles iam passar por comissões esse projeto, hoje tava votado e os profissionais tavam no prejuízo. Abram seus olhos vereadores, eleição é ano que vem, tem edil aí que não sabe nem o que faz aí mesmo.

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