Ao chegarmos ao novo endereço, na rua da Mangueira, centro de Peritoró, na tarde de ontem, por volta das 15h, encontramos a casa alugada aberta e os serviços da delegacia funcionando. Duas mulheres estavam sentadas na sala de espera para registrar Boletim de Ocorrência e foram surpreendidas pela notícia do funcionamento.
Estavam com medo de serem enviadas para Codó, como nos revelou Ecília Lima Neta,
“Aqui é muito melhor porque pra gente se deslocar daqui pra Codó pra chegar lá e não ser atendida ia ser um problema, um dia perdido, tendo aqui melhor que tudo, bom mesmo (…) fomos bem recebidos, graças a Deus e estamos sendo atendidas”, disse a vendedora de espetinho na BR-316.
Apesar de algumas dificuldades com a logística e com o espaço da pequena casa, o delegado, Fábio Cordeiro, garantiu que o público não mais ficará sem atendimento.
“Tudo está funcionando normalmente é só procurar aqui o delegado Fábio Cordeiro, procurar nossos investigadores. População de Peritoró já tem nossos telefones já decorados, é só nos procurar”, garantiu o delegado
Quem fazia no momento uma visita às novas instalações era o Superintendente de Polícia Civil do interior, delegado Dicival Gonçalves. Como a nova instalação, pela própria natureza da situação, é provisória, nós aproveitamos para perguntar ao Superintendente sobre quando, realmente, esta obra da delegacia de Peritoró, que já se arrasta há mais de 3 anos, será concluída.
A obra tem quase 300 mil reais de orçamento e está longe de ser entregue. Sobre isso, falou.
“Esta parte é com a SINFRA QUE FOI comunicada e cobrado atraso pela Secretaria de Segurança e que já estão tomando todas as medidas junto à construtora que não concluiu a obra e foi feita uma nova licitação para a conclusão, em médio prazo agora, para atender e entregar à população esta obra aqui da cidade de Peritoró”, disse
Em relação aos 4 anos de aluguéis atrasados que acabaram dando razão para uma ordem judicial de despejo que teve como alvo o prédio anterior que abrigava a delegacia só disse que o setor jurídico está tomando providências uma vez que o contrato estava em nome de um particular e não fora firmado direto com o Estado.
“Isso tá sendo resolvido através do setor jurídico pra saber a responsabilidade até porque só se contrata com o Estado e isso aqui é algo que nos deixou surpreso até porque não é possível, não pode ser feito nenhum contrato em nome de pessoa física, a não ser pessoa jurídica que a administração pública tem seus regramentos e a lei que disciplina quanto a prédios de particular alugado para administração pública”, frisou Dicival Gonçalves