Caminhada do caso Mauro

Foi realizada na manhã desta segunda-feira, 7, a caminhada que pediu Justiça no caso do carroceiro, Mauro Mariano Santana, 28 anos, morto na tarde do último dia 26 de abril numa ação da Polícia Militar, no bairro São Sebastião.

Parentes e amigos carregaram faixas e cartazes pedindo punição para os policiais que estavam na operação.

DENÚNCIA INTERNACIONAL

A manifestação fez paradas em frente à órgãos da Justiça pressionando por uma solução. O clamor ganhou força com a adesão da Igreja Católica que pretende denunciar o caso internacionalmente.

“Nós estamos acompanhando a família, justamente neste momento doloroso e triste e esperamos que as autoridades atuem conforme a lei”, disse o padre espanhol, Bento Cabecas, presente na manifestação

E também com a participação de entidades da sociedade civil organizada como a Rede de Defesa da Cidadania que não pretende se calar, segundo seu integrante, professor Antonio Celso Moreira.

“Nós enquanto cidadãos não podemos de maneira nenhum deixar isso cair em esquecimento, iremos realizar vários outros manifestos até que esses policiais sejam punidos, presos e paguem pelo assassinato tão violento que cometeram”, afirmou

CLAMOR DE MÃE

A mãe de Mauro, Floriza Batista Mariano, à frente da caminhada, ainda muito emocionada, reclamou da falta de informação sobre o trabalho de investigação da polícia e continua pedindo punição à quem disparou o tiro fatal no rosto de seu filho.

“Eu quero que ele pague pelo que ele fez, isso aí foi um caso que ele fez, uma barbaridade e eu quero que ele pague por isso daí”, pediu

NA POLÍCIA

A delegada que preside o inquérito, Maria Tecla Cunha, está de férias, deve voltar em 14 dias. Sobre o andamento do procedimento instaurado na Polícia Civil obtivemos apenas a informação de que ‘ alguns policiais militares envolvidos no caso já foram ouvidos”.

Em frente ao Fórum

No quartel da PM, os oficiais presentes informaram que só o major que comanda a Companhia, Jairo Xavier, fala sobre o assunto e ele não estava. Mas adiantaram que o inquérito militar também já foi instaurado e uma comissão de São Luís deve vir executá-lo.

Um vídeo divulgado na internet mostra os últimos momentos de Mauro. Ele foi alvejado no pé e na perna e na versão dos militares, como ele continuou indo pra cima armado com um facão recebeu o terceiro tiro no rosto e morreu.

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