Professores e alunos da rede pública de ensino, agentes de saúde, juízes, promotores e auditores fiscais. Todos foram às ruas em Codó nesta quarta-feira (19) em uma grande passeata para alertar a sociedade sobre as mazelas do trabalho escravo que atinge o Maranhão.

A mobilização fez parte das atividades do segundo dia do projeto Caravana da Liberdade, que ocorre pela terceira vez no município de Codó e está sendo promovida pela Comissão para a Erradicação do Trabalho Escravo no Maranhão (Coetrae/MA).
A abertura da Caravana da Liberdade aconteceu na última terça-feira (19), no município de Peritoró. Voltada para o combate ao trabalho escravo no Estado, o início da Caravana contou com relatos de trabalhadores sobre a exploração da mão-de-obra na Região, orientações e formação de multiplicadores para o combate a essa prática criminosa e permitiu a emissão de carteira de trabalho.
As atividades contaram também com o apoio do Viva Cidadão e do SINE-MA, que permitiu a inscrição dos interessados no programa Jovem Aprendiz. De Peritoró, a Caravana seguiu para Codó, onde realiza atividades até esta quinta-feira (20).
Uma moção de apoio ao fortalecimento das instituições que atuam no combate ao trabalho escravo no Maranhão, especialmente Superintendência do Trabalho e Emprego, Ministério Público do Trabalho e Justiça do Trabalho, e a criação de uma rede regionalizada com a participação de professores e agentes de saúde para atuarem como multiplicadores de informações sobre o combate ao trabalho escravo.
Dois encaminhamentos já indicados no encontro que serão analisados pela Coetrae/MA. Também foi sugerido o fortalecimento de políticas públicas em áreas do estado consideradas de maior vulnerabilidade, o mapeamento da educação no campo e a intensificação na divulgação dos canais de denúncia.
A Caravana da Liberdade conta a articulação de uma rede de parceiros formada pelo Tribunal Regional do Trabalho, Ministério Público do Trabalho, Superintendência do Trabalho e Emprego e Governo do Estado, por meio das secretarias estaduais de Direito Humanos e Participação Popular, Extraordinária de Juventude, Saúde, Educação, Pesca e Aquicultura, Desenvolvimento Social, Trabalho e Economia Solidária.
O projeto conta ainda com o apoio do Viva Cidadão; Universidade Federal do Maranhão – Campus Codó; Ministério Público Estadual; da Prefeitura de Codó; da Câmara Municipal de Codó; da Prefeitura de Peritoró; da ONG Plan; da ONG Repórter Brasil; do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Codó; do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Peritoró; e do Centro de Defesa da Vida e dos Direitos Humanos Carmen Bascarán (CDVDH-CB).
Participaram da mesa de abertura o secretário adjunto de Direitos Humanos, Igor Almeida; o juiz titular da 3ª Vara do Trabalho de São Luís, Manoel Lopes Veloso Sobrinho; o procurador do Trabalho, Marcos Duanne Barbosa de Almeida; a auditora fiscal do Trabalho, Deborah de Carvalho Mendes e o secretário de Igualdade Racial e Direitos Humanos de Peritoró, Francisco Santos Damasceno, que representou o município. A mesa contou ainda com a participação do chefe da Seção de Policiamento e Fiscalização da Polícia Rodoviária Federal no Maranhão, José Antunes da Silva; a gestora regional de Educação, Fátima Falcão; a diretora do Viva Cidadão, Mari Silva Maia; e o presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Peritoró.
SECOM