CASO MAURO – Primeira audiência do processo do carroceiro morto em ação da PM é adiada

Mauro e sua mãe Floriza
Mauro e sua mãe Floriza

O juiz, Cândido José Martins de Oliveira, que decidirá sobre o caso, explicou a atual situação do processo sobre o assassinato do carroceiro Mauro Mariano Santana. Segundo ele, a fase é de instrução, ou seja, quando o magistrado ouve quem foi indiciado pela polícia civil e todas as testemunhas arroladas. Neste caso, serão ouvidas 15 pessoas.

 “Faltam ouvir pessoas, falta ouvir o acusado, então tem muitas coisas ainda para serem feitas por isso nós apertamos na pauta para realizar essa audiência, infelizmente, não foi possível tivemos que marcar para outra data’, informou o juiz

O carroceiro Mauro Mariano Santana foi morto numa ação da Polícia Militar de Codó na tarde do  dia 26 de abril do ano passado. A audiência à que se referiu o juiz aconteceria um ano e 14 dias depois do fato ( na última sexta-feira (10), mas foi adiada para 21 de agosto de 2013 porque o advogado do policial Antonio Marcos Rosa Nascimento, indiciado pela delegada Maria Tecla Cunha como autor do disparo que matou Mauro, não compareceu.

“Acontece é que o advogado do denunciado não compareceu, embora tenha sido intimado via judiciário eletrônico, mas ele não compareceu, o acusado faz questão que seja defendido pelo advogado que ele constituiu, esse é um direito que ele tem então nós tivemos que redesignar para ouvir as mesmas pessoas que seriam ouvidas hoje”, explicou Dr. Cândido

SEM MANIFESTAÇÃO

Marina Mariano Santana,   irmã da vítima, falou em nome da família e afirmou que está confiante no trabalho da Justiça. Por enquanto, não pretendem fazer novas manifestações de rua cobrando o desfecho do caso.

“Agora é só deixar aí na mão da Justiça pra ver o que nós vamos fazer, então a gente não pretende mais fazer manifestação no momento até agora não(…) pelo que eu tÔ vendo nós estamos satisfeitos que a Justiça está se empenhando, fazer a Justiça tem que ser feita”, disse

Arquivo: manifestação pedindo justiça
Arquivo: manifestação pedindo justiça

RELEMBRE O CASO

Mauro era paciente psiquiátrico do CAPS/Codó, se desentendeu com um policial reformado que chamou uma guarnição da PM, pois estava com o facão que usava para cortar capim para o animal que puxava sua carroça. Acabou morto com um tiro no rosto e outro na perna. Cena presenciada pela mãe, dona Floriza Batista Mariano,  que saiu chorando, mais uma vez, do fórum da cidade.

Aos prantos falou novamente de sua dor.

 “Um vazio no meu coração e a dor, mãe sofredora, vivo sofrendo, não posso dormir, não posso comer, nem pra andar não tenho mais coragem pra andar, conversando com minhas amigas”, afirmou

A polícia civil indiciou apenas o policial militar,  Antonio Marcos Rosa Nascimento, como sendo o responsável pelo disparo que vitimou o carroceiro. Dona Floriza não contestou o fato de haver apenas um indiciado, mas  pediu justiça, prisão para todos os culpados.

“Queria prisão, a prisão, só quero Justiça, perdi meu filho, meu amigo, meu companheiro do meu coração”, concluiu

Um comentário sobre “CASO MAURO – Primeira audiência do processo do carroceiro morto em ação da PM é adiada”

  1. PARA DAR VISIBILIDADE E CHAMAR A ATENÇÃO DAS AUTORIDADES A TOMAREM AS MEDIDADAS CABÍVEIS, FIZEMOS DOIS MANIFESTOS SOBRE ESTE CRIME BRUTAL, NO SEGUNDO, FUI INTIMADO PELA PROMOTORA NO MESMO DIA, PARA COMPARECER À PROMOTORIA DE JUSTIÇA, A FINALIDADE NA OCASIÃO ERA DE ME INTIMIDAR, A MESMA DISSE QUE IRIA ME PROCESSAR E QUE NA PRÓXIMA VEZ QUE OCORRESSE UMA MANIFESTAÇÃO NA CIDADE, ELA IRIA CHAMAR A FORÇA POLICIAL E MANDAR ME PRENDER. PORÉM EU NÃO DEIXEI BARATO, A DENUNCIEI NO CONSELHO NACIONAL DO MINISTÉRIO PÚBLICO, INCLUSIVE OS MEMBROS DESTE CONSELHO ESTIVERAM AQUI NO INÍCIO DA SEMANA, REALIZANDO UMA SINDICÂNCIA SOBRE ESTE CASO.
    DEVO CONCORDAR COM O ZÉ MATRACA NESTE PONTO, PRETO E POBRE NESTE PAÍS SÃO VÍTIMAS DOS PODERES CONSTITUÍDOS, O QUE NÃO DEVEMOS FAZER É NOS CALAR DIANTE DA IMPUNIDEDA, DA OPRESSÃO, DA INJUSTIÇA…QUE AFETAM DE MORTE OS DIREITOS HUMANOS. POIS SOMOS MUITOS E SOMOS FORTES, AINDA NÃO SABEMOS USAR O PODER QUE TEMOS.

    NOS CALAR? JAMAIS, VAMOS CONTINUAR DENUNCIANDO ESSAS INJUSTIÇAS.

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