Confusão na Câmara de Bacabal deve continuar

Com a ajuda da Guarda Municipal a PM fechou todas as ruas no entorno da Câmara de Bacabal na sexta-feira, 3, e colocou para vigiar à quem veio acompanhar a sessão  cerca de 55 policiais, bem armados.

“Por determinação do nosso comando em São Luís é de dar total apoio para que seja mantida a ordem em todas as cidades do nosso Estado”, sustentou o tenente Marconi Santos, falando à imprensa sobre o forte aparato policial na redondeza

Não precisaram  agir com rigor, do lado de  fora, onde o povo ficou, ânimos exaltados mesmo só quando chegava ou saia  algum vereador de quem os presentes gostavam ou o contrário disso.

Quando a sessão começou comandada por irmão   Leal, o mais velho entre os vereadores, Joazinho do Algodãozinho levantou-se e pediu para ser empossado, como já havia acontecido, duas horas antes com seu colega João GARCEZ Filho, o Maninho.

A sentença do juiz Marcelo Moreira diz que a posse, dos dois,  deveria ser efetivada ‘antes do início da eleição”, mas alegando que Maninho cumpriu o horário de um edital lançado pela presidência interina  e Joazinho não, o presidente em exercício disse que NÃO daria a posse desejada.

“Deixamos de dar posse ao mesmo, pronto, tá decidido”, disse Leal gesticulando com firmeza diante do microfone da Casa

Para o protagonista da noite, tratava-se de uma estratégia política com vistas à eleição da mesa diretora.

 “Um vereador a menos que é pra favorecer o lado deles, nós tem a maioria, né, natural que eles fizessem isso aí, porque quem tem 9 não pode fraudar, né, porque a gente tem condição de ganhar”, disse Joazinho à TV Mirante

Joazinho faz parte da bancada que é maioria, são 9 parlamentares da Casa, num universo de 17.

Os amigos  saíram em sua defesa. Houve bate-boca e até princípio de briga.

Sem ter o que queriam os apoiadores de Joazinho esvaziaram o plenário e o presidente em exercício, também criticado por ter lançado em última hora o próprio nome para concorrer à eleição, sendo minoria, achou por bem encerrar a sessão que estava acontecendo por ordem de um juiz.

“Quando o senhor resolver empossar o vereador (Joazinho) nós voltaremos aqui pra esse plenário”, disse o vereador Coronel Egídio ao sair

OUTRA SESSÃO

Edivan Brandão acredita que terminou a confusão

Irmão Leal encerrou a sessão e, acompanhado de mais 7 vereadores,  foi embora. Parecia que estava tudo encerrado, mas Joazinho e mais 8 parlamentares que o defenderam voltaram ao plenário e reabriram a sessão.

Agora sob o comando de Serafim Reis, o mais velho da bancada de oposição à Zé Vieira, foi dada posse à Joazinho e realizada uma eleição só entre 9 vereadores que apoiavam a chapa encabeçada por Edvan Brandão, claro, o eleito.

“PRESIDENTE O SENHOR ACREDITA QUE ESTA DISCUSSÃO TODA, INCLUSIVE JURÍDICA, TERMINE AQUI? Com certeza, eu tenho certeza que a Justiça do nosso município vai observar os trabalhos que foram realizados nesta noite com total transparência e com muita qualidade”, me respondeu Edivan Brandão.

Como nada aconteceu como previsto pela Justiça, os cidadãos da cidade já saíram da sessão sabendo que a confusão que tem como foco a eleição da Mesa Diretora da Câmara vai continuar.

“ é muito complicado porque com essa situação todinha nós, que somos população, que tamo sofrendo as consequências desse desmando que taí”, reclamou o cidadão Antonio Maria de Sousa na porta da Câmara

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