
A discussão ganhou as ruas de Coroatá sobre assuntos polêmicos neste período. Vender o voto, por exemplo, é um ato que perde cada vez mais força entre os eleitores. Dona Tatiane dos Reis, lavradora, explicou-nos a razão.
“A gente vai tá vendendo volto e não vai ter o direito de pedir, depois, alguma coisa pra ele, se vender não tem direito mais…NADA? não, ele vendeu”, disse
NÚMERO DO TÍTULO
Candidatos que pedem número de título e alegam que saberão se o eleitor votou nele também sairam de moda, segundo o mototaxista, Francisco Cardoso da Silva.
“VOCÊ FICA COM MEDO DELE SABER SE VOTOU OU NÃO NELE? Não até porque um homem desse chegar na minha casa, nem aceito logo…POR QUE FÇO.? Porque não é certo, o voto é secreto e você vota em quem quiser”, respondeu
FORA DO GABINETE
Discussões deste nível ganharam mais espaço entre os mais de 50 mil eleitores de Coroatá depois que juízes e promotores passaram a falar abertamente destes temas em audiências públicas.
A juíza, Josane Braga, explicou que a equipe vai à escolas e aonde quer que seja convidada. Só na semana passada foram duas audiências, sempre batendo em cima de temas que mais chamam a atenção do eleitorado, compra de votos é um deles.
“Você se beneficia, mas toda a sociedade se prejudica porque a cobrança vem depois, depois aquele que comprou ele vai buscar nos cofres públicos o reembolso daquele que ele investiu comprando votos”, esclareceu a magistrada
PROTEGIDOS PELA INFORMAÇÃO
A intenção é deixar o eleitor bem informado e se aparecer candidato mal intencionado, logo ao primeiro sinal.
“Mude de candidato, esse candidato já demonstra que não merece o seu voto”, orientou a educada juíza da Comarca de Coroatá
As conversas estão gerando bons frutos, tanto que dona Maria Lícia da Silva, funcionária pública, segura de si, já desenvolveu até um conceito do que vem a ser um ‘candidato consciente’, uma espécie de contraponto do cidadão consciente.
“No caso a gente vai votar nele e ele fazer o que ele prometeu, esse é o consciente”, resumiu

