Dr. Solon fala sobre o problema

A maioria prefere não falar abertamente sobre o assunto para evitar confusão com o visinho, mas em Codó dezenas de pessoas sofrem com o mau cheiro que exala das criações de porcos, principalmente, na cidade.

Na Vigilância Sanitária do município aqueles que preferem denunciar anonimamente aparecem. Todo mês pelo menos 10 denuncias contra criação de animais na zona urbana são realizadas. São pessoas que já suportam mais os incômodos da vizinhança

Quem conviveu ou ainda convive com uma situação desta, sabe que não é fácil.

“É ruim, é uma lama doida, uma catinga, émuita catinga, incomoda muito”, disse a dona de casa Tatiane Freitas, no Codó Novo

E O CÓDIGO?

O Código de Postura do município não proíbe, mas estabelece regras para os criadores. As mais importantes são: que a criação permaneça, no mínimo, 20 metros do vizinho mais próximo e que não afete, de nenhum modo, as condições de higiene dele.

Elas são descumpridas, na maioria dos casos, segundo revelou ao blogdoacelio o coordenador da Vigilância Sanitária, Solon da Nóbrega, que explicou-nos o procedimento de coibição dos abusos.

Diz que quando a denúncia chega dois fiscais vão até a residência para intimar o dono dos porcos. Quando este desobedece o acordo firmado na Vigilância de retirada dos animais ou de adequação do ambiente, outras medidas são tomadas.

Caso ele não obedeça então a gete vai tomar outras medidas cabíveis como, junto com a Secretaria de Meio Ambiente, encaminha para o Ministério Público para que lá seja aberto um processo e o MP convoque essas famílias para encontrar uma solução imediata”, esclareceu Solon

DIÁLOGO

As vezes demora tanto que muitos nem se arriscam a denunciar e quando o vizinho faz o tipo teimoso, muita gente prefere o diálogo. Para o comerciante, Vilamar Moraes, também do Codó Novo, por exemplo, que já se livrou dos incômodos deste tipo de criação perto de casa, conversar é sempre uma alternativa viável.

“Eu falaria pelo menos com ele…CONVERSAVA COM ELE? conversava com ele (…) aí se ele não quisesse a gente procurava uma outra alternativa”, respondeu

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