
No museu de milionárias obras públicas codoenses sem utilidade, o Entreposto Hortifrutigranjeiro do Km 17, construído às margens da BR-316 no último ano do governo Codó 2000, de Ricardo Archer, chama atenção pela imponência física e pelos recursos gastos.
Grande e inútil desde 31 de dezembro de 2004, quando foi inaugurado.
De acordo com o projeto original de mais de MEIO MILHÃO DE REAIS ( cerca R$ 590.000,00), o local era para estar cheio de agricultores, piscicultores, pecuaristas, vendedores de comida caseira e até artesãos, mas desde sua inauguração, lá em 2004, nunca foi assim. A situação continua sendo de abandono, abandono que já dura 9 anos.
Banheiros danificados, currais de caprinos e bovinos também. O local de venda das aves que tinha uma cobertura estilo oca de índio desapareceu e o tanque dos peixes nunca viu água.
Os boxes construídos para venda de comida e artesanato regional continuam de portas fechadas e os galpões são usados apenas pelos animais que aproveitam a sombra do lugar.
Conversamos com moradores do povoado. Uma delas foi dona Maria da Conceição de Aguiar, à quem perguntamos.
“DEVIA TÁ FUNCIONANDO ISSO AÍ? Devia…COMO, VENDENDO O QUÊ? Vendendo galinha, verdura essas coisas que a gente precisasse, né (…) ENTÃO A SENHORA SENTE FALTA DISSO AÍ? sinto”, respondeu
SEM PROVIDÊNCIAS
Quem ainda deseja usar a obra para vender ou comprar produtos nada pode fazer, nem ver algo sendo feito pelas autoridades.
“aí é muito bom da gente fazer a vendinha da gente aí, mas cadê? Não tem, não funciona nada”, assegurou dona Elizabete Cristina da Conceição Sousa
A PRAINHA DOS HORRORES
Na cidade, à margem do Itapecuru, o balneário Idelfonso Barros, de cerca de R$ 500 mil reais, segundo o governo da época, inaugurado em 28 de junho de 2008, em cima de outra obra milionária do governo de Ricardo Archer (a barricada de sacos de areia e cimento) funcionou menos de 6 meses.
Desde então, os vândalos levam o que querem da chamada Prainha do bairro Santo Antonio e as duas enormes piscinas nunca mais viram um banhista sequer.
O BINEZÃO DAS AVES PRETAS
Na periferia um açude de nome Binezão também recebeu quantia vultuosa de dinheiro público para duas finalidades – evitar que a água da chuva invadisse casas da Vila Biné e Conjunto Vereda, no bairro São Francisco, e para ser uma das maiores opções de laser do codoense – com bares, festas de fins de semana, jetsky e tudo mais.

Há vinte anos na área, seu José Ferreira Sousa, só viu urubus até hoje ao redor de uma pequena quantidade de água. Nada mais.
“BALNEÁRIO AQUI NUNCA TEVE? Não… O SENHOR NUNCA VIU NENHUM MOVIMENTO? Não, nunca vi (…) tomara que tenha agora”, respondeu o lavrador à nossa reportagem
O RETRATO DO DESCASO
Quem viu a construção e o entusiasmo de cada inauguração, em suas respectivas épocas, hoje só tem uma definição para tanta descaso – desperdício de dinheiro público.
“Jogaram dinheiro fora …POR QUÊ? É porque não sabe aproveitar o que faz e joga fora (…) é jogado no lixo, dinheiro jogado no lixo”, lamentou a lavradora Elizabete Sousa
INFORMAÇÃO DO ATUAL GOVERNO
Fiz contato com o secretário de Governo, Ricardo Torres. Destacou que nenhuma das obras mostradas foi construída pela atual administração, que começou em 2009 (o que é verdade) e frisou que duas delas já passaram por tentativas de revitalização – o Entreposto e a chamada Prainha, inaugurada em junho de 2008, no bairro Santo Antonio, beira rio.
Torres afirmou que em nenhuma das tentativas houve sucesso porque a população não demonstrou interesse em usar tais ambientes. No caso da prainha do bairro Santo Antonio, destacou a falta de segurança. O secretário não informou se o atual governo tentará a revitalização das obras novamente até 2016.
Quanto ao açude, do bairro São Francisco, cujo nome é Binezão, em homenagem ao prefeito que o construiu, Biné Figueiredo, no início da década de 1990 (primeiro mandato dele que terminou em 1995), Ricardo Torres disse que é inviável qualquer tentativa de salvar a obra.
Todas as obras desta reportagem , cujo montante beira 1 milhão e meio de reais, foram feitas com recursos do Governo Federal, com a obrigatória contrapartida de 10% do valor feita pelo município.
7 Responses
ABANDONADA NÃO, VAI SER A NOVA RODOVIÁRIA DO NOVO MUNICIPIO
PARA CONSTRUIR O TAL “”ELEFANTE BRANCO”” FORAM NECESSÁRIOS R$590.000,00 E O QUE DIZER SOBRE O VALOR DE R$418.646,00 DO CONVÊNIO 718477 SOMENTE PARA A PINTURA E CAPINA DO ELEFANTE FEITOS PELO GOVERNO CUIDANDO DA SUA GENTE??.
DESSAS OBRAS MOSTRADAS NA REPORTAGEM A ÚNICA QUE IRIA SERVIR PARA ALGUMA COISA ERA O ENTREPOSTOS DO KM 17, QUE IRIA GERAR RENDA PRA POPULAÇÃO DO POVOADO. AS OUTRAS OBRAS SÓ SERVIRAM PRA ….. O …… DOS ……
Foram Obras Construidas no Governo de Ricardo Archer,Entreposto do Km 17,o Muro de Arrimo da Prainha,e de Biné Figueiredo o Açude Binezão e Picinão da Prainha na Beira do Rio Itapecuru,Foram Somentes OBRAS que não tem Nenhuma Serventia Popular em Codó,foi Somente Recursos Federal Jogado Fora.São Coisas de Codó.
Cumpade véi, não foi dinheiro jogado fora não, o dinheiro do ……… foi jogado ……… de alguém.
Destas a ÚNICA que se tentou um apoio a agricultura foi o Binezão. Também se não deu certo para agricultura, pelo menos EVITOU aquelas enxurradas de águas que escorriam sobre o conjunto COHAB.
Caro Acélio.
Essas Obras realizadas com Recurso Federal, Estadual e Municipal que custaram milhões de Reias e hoje estão abodonadas sem qualquer utilidade para a População, somente demonstra a incapacidade administrativa a falta de compromisso com a População dos Prefeitos que as construiram.
É o Retrato limpo e seco da história, e do modo como os Prefeitos da epoca administraram um Município e uma Cidade em que os órgãos de fiscalização(Câmara Municipal e Tribunal de Contas) não fiscalizaram as obras e ainda faziam de conta que estava tudo bem entre amigos e festas´.