E agora Flávio Dino?

Flávio Dino
Dr. Flávio Dino

O pré-candidato ao Governo do Maranhão, o comunista Flávio Dino, agora ficou numa saia justa. Dino tem trabalhado diuturnamente para ser o candidato único da Oposição e agora surgiu a oportunidade de acrescentar no seu palanque PSDB e PPS, mas com a rediscussão de um acordo já firmado com PSB, PDT e PTC.

Em 2012, quando os partidos PSB, PTC, PDT e PCdoB, decidiram apoiar a candidatura, que se tornou vitoriosa, de Edivaldo Júnior (PTC), um acordo foi firmado para 2014. Flávio Dino seria o candidato, o PSB indicaria Roberto Rocha, então pré-candidato a prefeito de São Luís, para disputar o Senado, e o PDT indicaria o candidato a vice-governador.

Mesmo a ‘duras penas’ o acordo tem sido mantido por Dino. Roberto Rocha já é o pré-candidato ao Senado, confirmado pelo próprio comunista, e o PDT acaba de indicar Márcio Honaiser como candidato a vice-governador.

O problema é que Dino insiste na hipótese absurda de ser o candidato único da Oposição, algo surreal, principalmente com o atual cenário político estadual e nacional. Com a insistência de Dino, PPS e PSDB parecem ter dado um xeque-mate no comunista. Como não querem ser responsáveis pela ‘desunião’ da Oposição, as duas legendas dizem que aceitam embarcar na nau comunista, mas querem espaço na chapa de Dino.

Dino terá agora a árdua tarefa de fazer com que o PSB e/ou PDT abram mão do espaço já assegurado, em virtude da chegada de PPS e PSDB, algo improvável, como este Blog sempre disse.

O PDT já bateu o martelo e até mesmo o presidente nacional da legenda, o ex-ministro Carlos Lupi, deixou claro que se o acordo não for cumprido, ou seja, o partido não indicar o vice-governador na chapa comunista o PDT terá candidatura própria, inclusive já tem até o nome, Hilton Gonçalo, ex-prefeito de Santa Rita.

Já Roberto Rocha, que abriu mão de sua pré-candidatura em 2012, não parece está disposto a repetir o mesmo ato, tanto que já confidenciou a amigos que será candidato ao Senado, na chapa de Dino ou não.

E isso sem falar no PTC, afinal a aproximação de PPS e PSDB terá reflexo imediato nas eleições de 2016, afinal essas duas legendas, que estavam contra a candidatura do atual prefeito de São Luís, Edivaldo Holanda Júnior, não escondem de ninguém que já possuem nomes para a próxima disputa, Eliziane Gama e Neto Evangelista.

É claro que um direito de Dino tentar unir a Oposição em torno de seu nome, mas o que ele precisa ter a capacidade de entender que um acordo agora com PPS e PSDB, irá desagradar quem esteve e foi fiel ao projeto desde o início, ou seja, PTC, PDT e PSB.

Além disso, com a retirada da pré-candidatura de Luis Fernando (PMDB), o palanque governista tem espaço para um candidato a senador e quem sabe até mesmo um vice-governador, já que o PT ‘ensaia’ uma rediscussão sobre o apoio ao PMDB.

Dino de fato é o favorito a disputa, como deixou claro o Blog ontem (reveja), mas agindo assim, o comunista vai acabar metendo os pés pelas mãos e arriscando perder uma eleição encaminhada, afinal eleição só se ganha no dia.

E agora Flávio Dino?

Por Jorge Aragão

6 comentários sobre “E agora Flávio Dino?”

  1. O poder sem segredos
    No Maranhão, clã Sarney troca candidato “poste” e deve lançar filho de ministro ao governo
    09.04.2014 | 11:53 Congresso, Eleições, Política

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    Depois de passar os últimos três meses tentando fazer o secretário estadual de Infra-estrutura, Luís Fernando Silva, decolar como candidato à sucessão da governadora do Maranhão, Roseana Sarney, o clã Sarney foi obrigado a refazer toda sua estratégia. Mesmo depois de se desincompatibilizar do cargo, Luís Fernando, o “poste” escolhido pelo grupo político para concorrer ao governo, não será mais o candidato. A ideia agora é lançar o senador Édison Lobão Filho (PMDB), filho do ministro das Minas e Energia, Édison Lobão (PMDB), na corrida pelo governo.

    A tarefa do senador não é das mais fáceis. O grupo da governadora Roseana enfrenta enorme desgaste político no Estado e tem um duro oponente pela frente, o ex-presidente da Embratur Flávio Dino (PCdoB). Além disso, o clã Sarney tem enfrentado resistências dentro do governo federal para garantir apoio para manter sua hegemonia. Embora ninguém confirme oficialmente, Palácio do Planalto e o PT nacional preferiam apoiar exclusivamente a campanha de Dino, cujo partido também integra a base de sustentação da presidente Dilma Rousseff. Para não desagradar o senador José Sarney (PMDB-AP), líder político do clã, o governo sinaliza com apoio (ou pelo menos neutralidade) para ambos.

    A desistência de Luís Fernando teria acontecido depois que Roseana desistiu de disputar o Senado, preferindo completar seu mandato à frente do governo. O ex-secretário teria achado muito difícil enfrentar a campanha majoritária sem ter Roseana Sarney como candidata ao Senado, o que poderia alavancar seu nome.

    Com a mudança de planos, se for confirmada, a candidatura de Lobão Filho complica para o Planalto a forma de tratar a campanha do Maranhão. Filho de um dos ministros mais próximos de Dilma, será difícil para o governo não participar diretamente de sua campanha, o que empurraria Flávio Dino para os braços da oposição nacional. Por coincidência ou não, PSDB e PSB locais deverão estar no palanque do candidato do PC do B.
    Obs.: copiado do estadao. e enviado pelo edmundo.

  2. É meu caro Acélio, aquelas vaias e cartazes em São João do Sóter eram verdadeiras, e não baderna como falou inveridicamente o Presidente da Câmara de Codó

  3. Acélio, esse é o momento ideal para o Flávio Dino demonstrar habilidade política para unificar os partidos de oposição em torno de sua candidatura. O momento é esse porque o grupo sarney está com uma “fratura exposta” e existe um vácuo que foi criado quando alguns caciques do grupo forçaram a desistência de Luís Fernando.

  4. A carruagem segue sua viagem. O Aiatolá do MA já percebeu que não é mais unanimidade nem mesmo em sua caserna política.

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