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quinta-feira, 13 de agosto de 2026
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Eleições 2012: Do ‘Calambanjo ao Tambaqui, este ano pobre ‘espoca’ o bucho

Ê peixãoooozão!

Quem viver, verá. Este ano pobre vai comer tanto peixe na semana santa que vai ‘espocar’ o bucho. Apesar de muito cabocla, a frase vem carregada de uma certeza quase certa.

Explico: Estamos em 2012, caros leitores, ano de…, de…, isso mesmo, política, eleição, voto, correria, briga, pancadaria e tiro nas ruas e outras coisas que estamos habituados a presenciar.

Nada mais esperado e ‘justo’ que o pobre sendo lembrado, prioritariamente. Sempre na linha de frente do pensamento de nossos pré-candidatos a prefeito, principalmente, porque os candidatos a vereador ficam só na baba, só na carona.

O PEIXE E O TEMPERO

Neste contexto, vai ter peixe embaixo, em cima, do lado, do outro, na rua, na fazenda. Vai ter gente inovando, isto é, entregando o peixe, o anzol e o tempero. Outros vão entregar o peixe e a cesta-básica, e ainda terá a disputa do tamanho.

Quem só entregava ‘calambanjo’, este ano vai entregar ‘aquele peixão’. Quem ficou só na sardinha em anos anteriores, vai aparecer até com tubarão, bacalhau inglês, argentino, norueguês, paraguaio.

E nós pobres, pobres de nós, vamos ter que ir pra fila, debaixo daquele sol quente de rachar a moleira (famosa mulêra), sorrindo feito criança, apertando a mão de nossos algozes e recebendo aquele tapinha nas costas acompanhado do tradicional ‘ feliz páscoa, feliz páscoa, feliz páscoa”.

AH! SE EU NÃO SOUBESSE…

Se eu não soubesse o quanto custa cada peixe daquele, depois, em nossas costas – desgraça na saúde, miséria na educação, tragédia na ação social, tsunami na moralidade com a coisa pública, desgosto, decepção – acredite, leitor, eu até bateria palmas.

Mas eu vou deixar de viajar nessa onda gigante de devaneios tolos que me invadem a alma neste momento. Eu vou é preparar minha sacola e sair pegando peixe também, afinal, não passo de um pobre que sonha com o fim de toda esta miséria que meus perseguidores mesmo construíram.

VAMOS ORAR?

Peço licença, para orar neste momento, parafraseando meu companheiro Jonas Filho.

Oh Pai, oh Pai!

Mandai um peixe sem o desejo venenoso e voraz de meus políticos, pai.

Meu Pai, meu Paaaiiii! Oh meu Pai! Que ‘futi’ tem dentro dessa Prefeitura, que esses homens usam até o sagrado peixe, que um dia teu filho multiplicou, para nos enganar Pai? oh Pai.

Querido Pai, O que tem dentro dessa Prefeitura? quem tá dentro num quer sair, e quem tá fora quer entrar, Pai! Oh Paiiii! Socorrei-nos de todo o mal, amém.

Acélio Trindade

Acélio Trindade

Autor no Blog do Acélio.

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