Enterrado corpo de Mauro sob o clamor da família por punição aos policiais militares que o levaram a morte

Foi enterrado na tarde deste domingo, 29, no cemitério Sabiazal, o corpo do carroceiro Mauro Mariano Santana, de 28 anos, morto por policiais militares na tarde do dia 26 de abril, por volta das 3h30min, no cruzamento da travessa Rio Grande do Norte com a rua Fausto de Sousa, bairro São Sebastião.

O sepultamento demorou porque a família aguardava dois irmãos de Mauro que estavam viajando, um para Caldas Novas –Goiás, e outro para Brasília – Distrito Federal. Muito choro e desespero da família sobretudo da mãe, dona Floriza, registrado pelo Blogdoacelio, ainda no velório realizado na rua Vitorino Rêgo Filho, 1224, marcaram o enterro.

A família está disposta a processar o Estado e os policiais envolvidos na morte de Mauro, alegando que os militares agiram com excesso atirando, fatalmente, contra um homem que sofria de doença mental.

Veja o clamor da mãe pedindo Justiça para o caso.

RELEMBRE O CASO

O comando da PM explicou, em coletiva à imprensa, que recebeu um chamado do sargento reformado Evaristo, dizendo que estava na iminência de ser agredido por um cidadão armado com um facão. Duas viaturas foram deslocadas para atender à ocorrência, ao chegar no local Mauro continuava agitado.

A sequência dos fatos, na versão da polícia, foi relatada pelo próprio comandante, major Jairo Xavier da Rocha, da seguinte forma:

“De posse do facão atingiu a viatura tentando atingir o motorista da viatura e em seguida foram feitas dois disparos conforme manda a técnica do uso progressivo da força, foi feita a verbalização, os disparos de advertência, logo em seguida um disparo em uma perna, depois um disparo noutro perna e mesmo assim ele não parou ele partiu pra cima do policial militar que, infelizmente, efetuou o disparo e que veio ocasionar o óbito dessas pessoas”, esclareceu o major

AINDA É DÚVIDA

Ainda é dúvida como tudo teria iniciado. Quem provocou Mauro para que ele ficasse agressivo? Pois, de acordo com receituários médicos apresentados pela família (cor azul), a vítima tomava remédio controlado e era acompanhado há vários anos pelo serviço psiquiátrico de saúde pública. A mãe revelou ao blog que quando ele ficava sem a medicação tinha crises de comportamento e tornava-se agressivo.

Ou teria sido Mauro o provocador? A confusão começou com o sargento reformado ou ele tentou apenas defender alguém na rua? A polícia civil precisa esclarecer estas e muitas outras dúvidas que pairam sobre o caso. Testemunhas não faltam.

NÃO AFASTAMENTO

Nenhum dos policiais envolvidos foi afastado do serviço até agora, por entendimento do próprio comandante Xavier, que explicou à imprensa o motivo.

“Não, não, de maneira nenhuma eles estarão em serviço, só após a apuração dos fatos e que se a Justiça observar se houve dolo ou não é que após o resultado e a decisão da Justiça é que haverá prisão, de momento não, o fato está sendo apurado”, argumento

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