GRAVE: Empresário pede investigação do MP sobre licitação em Codó nos moldes da denunciada pelo Fantástico da Rede Globo

Empresário Kemuel faz denúncia grave

O blogdoacelio entrevistou o empresário do ramo funerário, Kemuel Alves de Sousa, da Funeral Prev, Grupo Paz Eterna, que recentemente apareceu na mídia municipal fazendo graves denúncias a respeito da licitação que resultou num contrato de mais de Meio Milhão de reais entre a Prefeitura de Codó e a funerária Econômica.

Vale ressaltar que a referida licitação está sob investigação do Ministério Público Estadual. Na época o procedimento administrativo ministerial foi aberto pelo promotor Gilberto Câmara França Junior depois de uma representação feita pelo ex-vereador petista, Emílio Matos, atual presidente do Sindicato da Construção Civil, Cimento, Cal e Gesso de Codó.

Ao blog Kemuel voltou a reiterar seus questionamentos a respeito do valor e do tempo de execução, que era de apenas 4 meses.

“Um valor muito alto, para um período muito pequeno e a gente tava avaliando, fazendo a avaliação de alguns municípios mais desenvolvidos e descobrimos que estava tendo um superfaturamento no sentido dessa licitação”, disse

COMPARATIVO

Para mostrar que sua preocupação tem fundamento, o empresário citou o exemplo de uma cidade mais populosa que Codó, Parauapebas no Estado do Pará, que tem cerca de 270 mil habitantes, diferente do nosso que , pelo último censo IBGE, tem apenas 118 mil.

Lá a licitação para um ano inteiro foi de apenas R$ 280.000, aqui a licitação foi para 4 meses, porém com valor de R$ 580.000.

“Nós tivemos num município como Parauapebas, no Estado do Pará, que é uma cidade de 270 mil habitantes que ela tem uma licitação de R$ 280.000 ao ano, sendo que Codó pagou R$ 580.000 no período de 4 meses (…) absurdo, muito alto, é um superfaturamento, na verdade um descaso com a população de Codó, sem falar que a qualidade do serviço é muito inferior ao município de Parauapebas”, alertou

A LICITAÇÃO DE CODÓ

Quando falou sobre como teria ocorrido a licitação codoense, relatou fatos, que alega poder provar, iguais aos mostrados recentemente no programa Fantástico da Rede Globo de Televisão.

No programa que chocou a opinião pública brasileira, gerentes e donos de empresas, na tentativa de ficar com a licitação, além de outros crimes, também forneciam outras empresas para que estas participassem apenas de fachada, ou seja, elas já sabiam quanto iam oferecer, de forma a tornar a oferta da vencedora mais atrativa. Em resumo, tudo combinado, um jeito de burlar a legalidade.

Kemuel Alves de Sousa denunciou algo que se assemelha à prática denunciada pelo Fantástico. Afirmou que conhece as empresas que participaram para perder em Codó, todas de fora, e teria depoimentos gravados dos donos confessando isso. Outro indício que deve ser analisado pelo Ministério Público Estadual é que, segundo o empresário, as funerárias codoenses não foram avisadas da licitação.

“Ela foi feita sem que ninguém soubesse, outras empresas municipais não soubessem, inclusive a gente recebeu várias denúncias de outras empresas que participaram como empresas de Peritoró, empresas de Independência que foram convidadas através da outra funerária que ganhou a licitação a participar”, disse completando o relato:

Ele já teria definido valores, já teria definido também a data, a documentação que seria necessário…ISSO É POSSÍVEL PROVAR, ESSE CONVITE? É possível, temos gravações das pessoas confirmando e em caso de uma CPI alguns se negam a depor porque estão sofrendo algumas represálias, tão sofrendo intimidações, o Poder Público tá em cima querendo descobrir quem foram as pessoas para revidar em caso que eles não participem de uma CPI pra evitar que venha a tona o desfalque que aconteceu no município”, afirmou

AS GRAVAÇÕES

Kemuel virou alvo de represálias, pelo menos é esta a visão que ele tem depois de ter a casa invadida duas vezes. Os cômodos foram revirados, mas nenhum pertence da casa foi furtado. Ele suspeita que os invasores estivessem a procura de gravações que ele possui de pessoas do alto escalão do governo municipal falando coisas comprometedoras sobre licitações, inclusive de gente da área da Assistência Social.

Ele entende que querem força-lo a desistir das denúncias porque estamos em ano político e isso poderia prejudicar a imagem, sobretudo, do governante.

Essas gravações temos aí pessoas do alto escalão do município oferecendo benefícios para que a gente possa se beneficiar e retrair , acabar com as entrevistas, acabar com as denúncias, acalmar por ali até por causa do ano político – vamos parar por aqui, vamos evitar para não prejudicar fulano, essas pessoas, entendeu?”, disse

INVASÃO DA CASA

Ele quer punição para os invasores.

“Minha casa foi invadida, inclusive a imprensa teve acesso à invasão, filmagens, fotografias, tá sendo elaborado um inquérito até na promotoria de Justiça para que a promotoria possa pedir a prisão dos responsáveis, até porque a gente ver que foram formas de represália pra ver se a gente se intimidava”, afirmou

NÃO VOU PARAR/ CPI”

O empresário está confiante de que uma Comissão Parlamentar de Inquérito – a chamada CPI dos Caixões – seja aberta na Câmara para investigar o contrato meio milionário. A concretização desse desejo é um tanto quanto utópica dado a realidade do parlamento. Sejamos francos, a oposição não tem força para tal, nem interesse.

Mas Kemuel garantiu que vai se manter no ataque enquanto existir o que chamou de BOLO PODRE DO PODER.

“Não vou parar, enquanto tiver , vamos dizer assim, aquele bolo podre dentro do Poder Municipal a gente vai tá lutando para que venha a tona e a população tome conhecimento”, disse

Ele acha que é muito dinheiro para uma qualidade do serviço prestado não correspondente.

“Pra quem não sabe essa é uma verba federal que vem para cobrir esses gastos com assistência social, só que são serviços de baixa qualidade por um valor muito alto, então a população não pode ficar a mercê do governo ganhando em cima das pessoas que têm necessidade”, concluiu

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