Grupo que deu dinheiro a Flávio Dino tem quase 3 mil casos de trabalho escravo

Por Gilberto Leda – Editoria de Política/Jornal O ESTADO DO MA

Dois anos antes de fazer o curioso depósito de R$ 500 mil na conta eleitoral do então candidato ao Governo do Estado do Maranhão Flávio Dino (PCdoB), o Grupo Infinity Bio-Energy já era flagrado praticando trabalho escravo no Brasil. Em 4 anos seguidos já são 2.922 casos registrados pelas representações estaduais do Ministério do Trabalho e pela Comissão Pastoral da Terra (CPT), ligada à igreja católica. Trata-se do maior número de ocorrências do gênero praticadas por um só grupo empresarial em território brasileiro.

Flávio Dino
Flávio Dino

Em 2008, o Grupo Infinity, que é dono de 10 empresas do ramo de álcool combustível, entre as quais a Alcana Destilaria de Álcool de Nanuque S.A., foi inscrito pela primeira vez na Lista Suja do Trabalho Escravo, de responsabilidade do Governo Federal, quando foi flagrado com 89 trabalhadores escravizados em dois canaviais do Espírito Santo.

Tratava-se de uma inscrição provisória que ganhou status de inscrição definitiva em dezembro de 2010, para em fevereiro de 2011 ganhar liminar na Justiça determinando a retirada do seu nome do rol dos grupos escravagistas, exatos quatro meses depois de contemplar o comunista maranhense com meio milhão de reais.

Em vários documentos, a CPT se queixa de decisões judiciais favoráveis à dona da Alcana Destilaria de Nanuque S.A. e contrárias aos interesses dos trabalhadores. Algumas delas, inclusive, suspendendo operações de resgate desses trabalhadores quando eram feitas pela Polícia Federal. Em várias oportunidades a Infinity foi obrigada a afirmar Termos de Ajuste de Conduta (TAC) com o Ministério do Trabalho para sair de situações de interdição de seus canaviais.

Num deles, em 1º de maio de 2011, teve que se comprometer a não mais cobrar nada acima do equivalente a 20% dos salários pelas duas refeições diárias servidas aos empregados, disponibilizar água potável para beber, pagar horas extras e a não cobrar mais pelos uniformes, ferramentas e equipamentos de proteção individual. Além disso, a partir daquela data, foi obrigada a fazer a limpeza diária dos aparelhos sanitários utilizados pelos canavieiros.

Números

2.922 casos de situação de escravidão foram registrados contra o Grupo Infinity em 4 anos no Brasil

89 trabalhadores do grupo empresarial viviam em situação análoga a de escravidão em 2008 no Espírito Santo

R$ 500 mil foi o total doado de uma só vez pela empresa Alcana do Grupo Infinity à campanha de Flávio Dino em 2010

4 comentários sobre “Grupo que deu dinheiro a Flávio Dino tem quase 3 mil casos de trabalho escravo”

  1. Se eles fazem trabalho escravo,é caso de policia federal e Ministério publico e do Trabalho. Agora imagina no Maranhão que deste o Século XX tem este tipo de escravidão e quem mais se BENEFICIOU ? Eu,você Acélio ? Quem mais provocou êxodo rural(expulsão do homem do campo), nos últimos dois seculos ? Eu ou você Acélio ?

  2. pra que mais escravos do que muitos no Maranhão, ESCRAVOS DE UMA INCOMPETÊNCIA ADMINISTRATIVA DE GOVERNOS DA FAMÍLIA SARNEY, ONDE HÁ ESCRAVOS É INCOMPETÊNCIA DO GOVERNO DO ESTADO(QUE É DA FAMÍLIA SARNEY)POR NÃO PROPORCIONAR MELHORIAS PARA O POVO DO MARANHÃO ONDE JÁ SUGAM A MAIS DE 40 ANOS, ESTA É A RAZÃO DE AINDA HAVER SERVIÇOS CONSIDERADOS ESCRAVISTA POR NÃO HAVER POLÍTICAS QUE VENHAM A SUPRIR AS NECESSIDADES DO POVO MARANHENSE E EM MAIS DE 40 ANOS DE GOVERNOS AINDA SOMOS OU ULTIMO OU PENÚLTIMOS EM QUASE TUDO, ONDE ESTÁ O ERRO??? A INCOMPETÊNCIA??? TENHO CERTEZA QUE É EM QUEM SEMPRE CONDUZIU O MARANHÃO POLITICAMENTE( FAMÍLIA SARNEY)

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