Lalá Ramos realiza panfletagem conscientizando sobre o autismo

A equipe da Escola Lalá Ramos, que trabalha com crianças e adolescentes autistas, foi para as ruas chamar, na manhã de ontem (2), atenção das pessoas para o problema. Foi feita uma panfletagem em frente à Prefeitura de Codó.

“Trouxemos os pais, tamos levando essas informações, informando as características para  que o pais já desde quando seus filhos são pequenos já observem, já possa tá  observando que tem alguma coisa alterada e tá buscando atendimento o mais cedo possível”, explicou a fonoaudióloga Márcia Cruz Silva

Muitos pais participaram  como exemplo dessa necessidade. Seu Edmilson Reis contou que sentiu dificuldades para  entender o que acontecia  com o filho Francisco.

“A gente mandava pegar uma coisa ele não sabia discernir o que ele tava buscando (…) começamos a desconfiar que algo tava errado, encaminhamos à escola e a diretora encaminhou para o tratamento”

 Agora, depois de ingressar na escola, que é pública,  já nota a diferença. “Tá melhor, uma característica que ele sempre apresentou foi de violência, não atender, essas desapareceram”, admitiu

 O TRABALHO É SÉRIO

A diretora da escola, Diana Rabelo, disse que a Lalá Ramos, ligada à Pestalozzi no Maranhão, oferece serviços de saúde e de educação, mas nas ruas, ontem,  o reforço era mesmo quanto aos sintomas para os quais toda a família deve ficar atenta.

 “A criança não faz contato visual, resiste a contato com as outras pessoas, as vezes é muito imperativo, assim se ele notar algumas características é bom procurar um especialista ”, alertou Diana

“Infelizmente a gente ainda se depara hoje com crianças que aainda não têm o diagnóstico precoce, tardio, entre os 4, cinco e aí os pais sentem esta dificuldade (…) pra se ter esse diagnóstico tem que ter uma equipe multidisciplinar, porque o diagnóstico é diferenciado, é muito confundido com outras patologias”, completou Márcia Cruz

NÃO AO ISOLAMENTO

Como forma de provar que é possível colaborar com o desenvolvimento da criança autista – a equipe  levou alguns alunos   para interagir com as pessoas e entre si, uma das maiores dificuldades de quem tem este tipo de alteração no organismo.

A professora, Betânia Sousa,  frisou que o isolamento deve ser evitado porque estas crianças têm muito a aprender.

 “Não é interessante que eles fiquem em casa, é importante que eles tenham educação que eles venham pra escola, que tenham convício com outras crianças, eles se sentem muito felizes, a gente observa no olhar, na maneira de agir, como eles se sentem bem na escola”, frisou

 

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