Na periferia da cidade os moradores jogam o que podem na rua mesmo. No Codó Novo, o esgoto das casas desce para o riacho Água Fria, que corta o bairro inteiro e, vez por outra, o cheiro não é nada agradável na redondeza.
Nesta hora, Charles da Conceição, lembra da rede de esgoto.
“aquele é mais mió porque não tem como a gente pegar aquele fedor e nem doença, é debaixo da terra, num tem? Pensamento de gente inteligente (…) Fede demais, entrou na ponte ali fica fedendo, só aquela coisa, aquela carniça velha”, lamentou o ajudante de pedreiro
Cuidar dos dejetos que saem dos banheiros é outra tarefa que exige cuidado e criatividade nos bairros onde vivem as pessoas mais carentes.
Na total ausência de rede de esgoto os codoenses que moram na cidade mantém um hábito que é tipicamente rural que é abrir fossas no fundo do quintal – geralmente com paredes de palha e talo de babaçu com porta protegida por tiras de pano bem sujos, uma medida simples, necessária que resolve.
Resolve, mas não deixa de oferecer um perigo constante à saúde dos moradores da casa, por isso quem tem um pouco mais de condição financeira faz banheiros como o de na Damiana Cristina da Silva.
Na casa dela a preocupação aparece só quando o acúmulo dos resíduos chega ao máximo, por esta razão também cobra rede de esgoto onde mora.
“Faz falta porque por dentro do chão é melhor aí não fica essas água aqui beirando a rua…E COMO É QUE RESOLVE A QUESTÃO DO BANHEIRO? O banheiro quando a fossa tá cheia a gente tem que chamar o caminhão de descarga pra descarregar…TEM QUE PGAR? É, tem que pagar”, respondeu a dona de casa
CODÓ SEM SANEAMENTO BÁSICO

O jeitinho codoense de lidar com a falta de saneamento básico nas ruas tem razões que já fazem parte de uma estatística municipal.
Dados oficiais do SAAE, atualizados na última prestação de contas na Câmara Municipal, mostram que o serviço possui 27.500 residências com ligação de água ativa.
Quando estes dados se referem à esgoto, os números caem para 3.665 casas apenas, ou seja, só 13,32% das residências estão interligadas à rede de esgoto.
Pior ainda é quando a frente da casa é o próprio meio de escoação de todo tipo de dejeto, como é o caso na rua de dona Creuza Guimarães, no Codó Novo, que se preocupa, sobretudo, com as crianças que andam descalças como constatamos ao realizar esta reportagem.
“Perigoso, olha como é que eles andam aí tudinho…descalços…QUAL É O PERIGO? O perigo aqui é pegar uma bactéria, pegar qualquer tipo de doença…SOBRETUDO AS CRIANÇAS? Exatamente”, respondeu
NO SAAE
Estive pessoalmente no SAAE para ouvir o diretor EVIMAR BARBOSA, mas fomos informados de que estaria para a zona rural participando da inauguração de uma escola (povoado Barra do Saco).
5 Responses
O que fez a gestão Rolim nestes 08 anos?
Como ainda existem alguns que defendem esse mal ex-gestor que levou o município a quebradeira geral
Vejam no TCE que ele não tem uma conta aprovada.
Os únicos que poderiam fazer denúncias concretas são omissos enquanto pseudo oposição, que são: Rodrigo Figueiredo, Pedro Belo, Dr. Mendes, Biné Figueiredo e Ricardo Archer.
Todos têm meios de formalizar denúncias e fazer esse ex-Prefeito pagar
Tem também o problema dos que contam com essa ligação, mas sofrem em tempos de chuva com os esgotos entupidos, fazendo com que o esgoto retorne para dentro das casas. É uma situação lamentável.
Agora acelio vc tem que procurar os órgãos responsáveis por essa obra ou ate mesmo o prefeito para falar sobre isso tudo ok ,e trazer pra comunidade uma resposta ou o que providencia vai ou serão tomada,
BINE INICIOU, RICARDO NÃO FEZ NADA E ZITO FEZ POUCO, AGORA TODOS ………. RECURSO. ESPERO QUE FN CONTINUE O TRABALHO…
Acelio, acredito que o autor dessa façanha, desses 13% de saneamento nem esteja mais vivo. Pois é uma obra feita há quase trinta anos. Se cada gestor tivesse continuado fazendo um pouquinho, hoje Codó seria a cidade com maior rede de esgoto do interior. Se é lamentável esses 13% imagine outras cidades como Bacabal, Balsas, Santa Inês, Caxias, e outras que rede de esgoto é zero % ou quase zero. Só Imperatriz tem mais, 25% de rede de esgoto.