PÁGINAS DE CODÓ (LIII) – MANOEL FELICIO PINTO

Escritor Carlos Gomes
Escritor Carlos Gomes

Magistrado. Poeta. Nascido em 1896, no Sitio Brandão, município de Codó, exatamente no ano em que este município se emancipou politicamente. Faleceu em Teresina, no ano de 1989. Bacharel pela Faculdade de Direito de Manaus (1918). Exerceu a Magistratura em três Estados da Federação. No Amazonas, foi Juiz Municipal de Tefé e Juiz preparador em Manacapuru e Coari.

Em 1923, começou a trabalhar em termos judiciários do Maranhão, como Juiz Municipal, nas Comarcas de Ipixuna (1923), Chapadinha, Brejo e por ultimo em Viana (1930). Depois chega ao Piauí, como Juiz Distrital de Castelo do Piauí (1930), de União e de Altos (1932).

Juiz de Direito de Jaicós (1932), Miguel Alves (1933), de Floriano (1941), de Campo Maior e Parnaíba (1947). Juiz da 2ª Vara de Teresina (1951). Juiz e Presidente do Tribunal Regional Eleitoral. Desembargador do Tribunal de Justiça do Estado do Piauí (1959-1966). Desenvolveu uma campanha cívica em defesa dos menores desamparados, cujos esforços tão altruísticos, culminando com a criação da Sociedade de Amparo aos Menores Abandonados do Piauí – SAMAPI.

O escritor, poeta de muita sensibilidade. Bibliografia – “Frutos Verdes e Floresta Lírica”, poesias e “Jardim de Minhas Flores”, pertenceu a Academia Piauiense de Letras, ocupando a cadeira nº 26, tem com patrono Simplício Coelho de Resende.

Comentário – “Em Frutos Verdes” revelastes lição clássica de graças de locução, de singeleza de pensamento e doçura de ritmo, indicam produções poética forjadas de ouro mais fino, brunidas com os preceitos mais queridos do bom dizer. A arte do escritor suplanta a doutrina do versejador. E se Conseguimos alguma trégua ao labor de admirar-vos a correção dos desenhos e a distribuição dos planos, devemos bendizer-vos ainda na arte de raciocinar, nos passos de argumentador habilíssimo. “Prende-nos na cadeia de ouro do vosso estilo, raciocínio contínuo e uma das mais atraentes recreações lógicas”. A Tito Filho.

Muito conceituado e de grandes relações de amizades, cultivava com elementos da sociedade codoense, onde no município, mantinha uma propriedade rural, ás margens da BR 316. Residindo em Teresina, visitava-a periodicamente. Tem-se noticia que, uma de suas ultimas visitas a cidade de Codó, ocorreu na década de 70. Conservava amizade com a família da professora Raimundinha Baima, cujos familiares possuíam terras vizinhas a do Magistrado Manoel Felício Pinto. Daí nasceu o cultivo de grade amizade.

O prefeito Ricardo Archer, em um ato de justiça, deu nome da esposa do biografado, Dona Hilda, a uma Unidade Escolar, que vem atendendo as crianças do Povoado Brandão.

Patrono da cadeira nº 4 do Instituto Histórico Geográfico de Codó, ocupante Carlos Gomes da Silva.

Codó – MA, 27 de janeiro de 2014.                                                             Prof. Carlos Gomes.

Sócio Fundador da Associação Cultural Codoense “Antonio Almeida Oliveira” e do Instituto Histórico e Geográfico de Codó.

Transcrito do Livro Codoenses & Não Codoenses (Sínteses Biográficas) “inédito”.

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