
Gili como era conhecido. Nasceu em Codó. Filho de Graciliano do O´Braga e Joana Catarina de Sousa Braga (Celita).
Estudou somente as primeiras letras. Pedreiro, tendo participado da construção da Igreja de São Sebastião e de outras construções de igual relevância, além daquelas do cotidiano de sua vida.
Participou ativamente das entidades: União Artística Operária Codoense, Centro Operário Codoense e Mutuária Codoense, gostava do candomblé, era dançarino do punga do tradicional 13 de maio e carnavalesco assíduo. Tinha o bloco “Salgueiro do Samba”, constituído por infanto-juvenis. Em razão deste seu entusiasmo pelo carnaval, o prefeito José Inácio denominou de “Sambódromo Estevão de Sousa” a área da Avenida 1° de Maio, por onde desfilavam as escolas de samba.
Como muitos de seus contemporâneos, participava das conversas (amenidades) com o Coronel Sebastião Archer, o que muito lhe honrava, em razão da sua humildade.
Participava da política. Como homem pouco letrado, ocorreram-lhe fatos pitorescos, como estes que narraremos: em um dos comícios para a eleição de René Bayma, assim se expressou “… René é um fardo pesado que nós carrega em nossas costa”. Na campanha para prefeito, candidato Antônio José Murad, ainda não era permitido pela Justiça Eleitoral, o registro do apelido de candidatos. Gili, como candidato a vereador, na apuração dos votos, assim que os mesários anunciavam o voto constando o nome Gili, consequentemente, o voto era anulado. No entanto, quando era anunciado o voto – constando o nome Estevão Sousa Braga, ele dizia: “agora impuguna … impuguna”.
Era muito preocupado com os presos, pedia ao Prefeito e a outras autoridades que os soltassem, principalmente aqueles mais humildes.
Na gestão do prefeito Osvaldo Santos (Vadico), foi nomeado para exercer as funções de administrador do Cemitério Central, cargo que desempenhou com muito zelo até a gestão do prefeito Antônio Joaquim, quando se aposentou.
Faleceu no dia 10 de março de 1986, aos 79 anos de idade, deixando uma grande lacuna no seio da família e perante o grande número de amigos.
Codó – MA, 03 de fevereiro de 2014. Prof. Carlos Gomes.
Sócio Fundador da Associação Cultural Codoense “Antonio Almeida Oliveira” e do Instituto Histórico e Geográfico de Codó.
Transcrito do Livro Codoenses & Não Codoenses, inédito.