PAGINAS DE CODÓ (XLIII) – José Domingues Araújo

Codoense, nascido a 11 de novembro de 1917 no povoado Palmeira do Norte, neste município. Filho de Leonardo da Cunha Araújo e Elisa de Lourdes Pereira de Araújo. Aos sete anos deixou seus pais e veio morar em Codó, com os padrinhos, Fábio Macedo e Zezé Bayma. Iniciou os seus estudos na escola César Brandão, transferindo-se em seguida para Teresina, concluiu o Curso Ginasial. Retornou a Codó, trabalhou durante um ano com seu pai. Em agosto de 1939, estabeleceu-se com o comércio de vendas de mercadorias e compra de gêneros, no bairro Trizidela.

Casou-se em 14 de novembro de 1939, com Geracina D’Aguiar Pereira, filha da conceituada família D’Aguiar Pereira, de cujo matrimônio tiveram os seguintes filhos, a saber: José Raimundo Francisco Mário, Maria do Rosário, Maria Francisca Teresa Pereira de Araújo, Maria da Graça, José Geraldo, José Domingues, Elisa Maria, Raimundo José, José Hamilton e José Leonardo Pereira de Araújo.

Seu pai Leonardo da Cunha Araújo, era muito amigo do Coronel Sebastião Archer e o recebia em Palmeira do Norte, hospedava-o e realizavam comícios. Daí, veio a amizade política da família Araújo com a família Archer.

Ingressou na política em 1950, exercendo dois mandatos consecutivos de Vereador na Câmara Municipal, pelo PSD. Na década de 60 foi eleito vice-prefeito, também por dois mandatos, tendo como prefeito Moisés Reis, pelo antigo MDB. Em 1972, foi eleito Prefeito Municipal de Codó, cargo que exerceu com dignidade por 4 anos, tendo como vice Talmir Quinzeiro. Foi um governo difícil, de uma terrível oposição, não contando com o apoio político do governo estadual. Mesmo assim, com recursos próprios, calçou ruas, construiu escolas e muitas obras, destacando-se o Mercado Público Municipal.

Mesmo antes de ser Prefeito, doou vários terrenos de sua propriedade particular, destinadas à construção do Grupo escolar Governador Archer, do Posto de Saúde, da Igreja São José e da Praça José Domingues Araújo, todas no Bairro Trizidela.

No futebol, José Domingues era fanático e apaixonado pela bola, seu time, o Nacional, de quem foi fundador, jogou pelo seu clube, considerado o melhor ponta-direita do futebol codoense.

Sócio das entidades: União Artística Operária Codoense, Mutuária Codoense, Rotary Clube e Clube Recreativo Guarapary.

Antevendo a continuidade da sua ação política, deixou como sucessor, o seu filho José Leonardo Pereira de Araújo, conhecido como Léo.

Homem íntegro, trabalhador, considerado o grande líder na região da grande Trizidela. Faleceu no dia 27 de novembro de 1990.

Codó – MA, 11 de novembro de 2013.                                                                  Prof. Carlos Gomes.

Sócio Fundador da Associação Cultural Codoense “Antônio Almeida Oliveira”.

Transcrito do Livro Codoenses & Não Codoenses, aguardando publicação.

10 comentários sobre “PAGINAS DE CODÓ (XLIII) – José Domingues Araújo”

  1. Orgulho de uma família inteira, até hoje lembrado com muita estima por parentes e amigos, a emoção é grande ao ouvir e ver palavras que homenageiam meu querido avô, embora tenha tido tão pouco tempo com sua companhia ainda tenho lembranças marcantes ao seu lado… Obg Professor Carlos Gomes!!!

  2. Grande homem o qual não tive a felicidade de conhecer e conviver, mais por sua historia de vida pude admirar e respeitar com homem e politico, e em meu pai e tios pude ver que a educação e o respeito com o próximo era seu forte!

  3. Nossa, estou emocionada, meu avô nos deixou quando eu ainda era criança, mas as boas e poucas lembranças que tenho das brincadeiras e carinho que ele tinha por nós deixam ele sempre presente. Inesquecível e muito amado… Obrigada!

  4. Feliz em ler esta publicação que fala tão bem do nosso querido e eterno avô. Homem honesto e trabalhador e respeitado politicamente pela simplicidade e honestidade em que conduziu sua carreira política.

  5. Toda a família do saudoso José Domingues Araújo de já agradece essa homenagem mais que merecida. meu avô e avô de muitos netos e bisnetos tinha um grande amor por esta terra, e nela deixou seu legado como esposo, pai, avô e político, e quando falo de político, falo dos poucos e bons que aqui existiram.

    A nível de correção o primeiro filho se chamava Francisco Mário Pereira de Araújo (IN MEMÓRIA)

  6. Belíssima e emocionante homenagem ao nosso querido “Vovô Domingos”(assim o chamávamos). Exemplo de homem íntegro e determinado. Meu eterno respeito e total admiração. Saudades…

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