PÁGINAS DE CODÓ (XX) – CÉSAR HENRIQUE SANTOS PIRES (César Pires)

Professor Carlos Gomes
Professor Carlos Gomes

Codoense, nascido a 13 de outubro de 1956. Seus pais: Raimundo Pinheiro Pires (falecido) e Maria de Lourdes Santos Pires.

Este codoense ilustre é um dos 225 Personagens, que compõem o Livro Codoenses & Não Codoenses (Sínteses biográficas), inédito.

Os seus dados biográficas, não só dignificam a sua vida, sua família, como também engrandecem a sua terra berço.

Dep. César Pires
Dep. César Pires

Nesta oportunidade, levamos ao conhecimento dos leitores apenas alguns FATOS que lhe ocorreram em Codó, na sua infância, transcritos do seu livro “Universidade, Pensamento e Ação… (UEMA – 2002)”.

“Codó assistiu parte da minha infância. Ali construí amizades, tive meu primeiro time como torcedor, o Fabril, fui presidente da Associação dos Estudantes Universitários Codoenses, Diretor Social, de time de futebol e presidente de liga. Era o que à minha geração era oferecida”.

“Nas comemorações das datas cívicas, principalmente do sete de setembro, a disputa ficava por conta dos Colégios João Ribeiro x Colares Moreira ou Raimundo Muniz Bayma. Magalhães de Almeida e Ginásio Codoense, travavam outra briga salutar. Todos imbuídos do mais puro sentimento pátrio, procuravam empolgar plateias”.

“Quem de minha geração não se lembra do cinema? Claro que todos nós. Onde anda? O tempo levou. Como também os blocos d’Os rebeldes e d’Os Exóteros. Já não há tanta força no misticismo. Até o velho Itapecuru, maltratado e assoreado, já começa a dar sinais de esgotamento. Quantos banhos e diversões proporcionou! Quantas bocas alimentou! A história do Maranhão reservou um capítulo para Codó, pelo que no passado foi construído por grandes líderes políticos e empresários desta terra, símbolo de uma época que o tempo tem feito esquecer”.

“Na política, ainda muito jovem, assisti a muitos comícios. Eram um instrumento e veículo de comunicação da época. Recordo-me, com saudade, dos grandes momentos polarizados entre o Dr. Sarney e o comandante Renato Archer, quando da disputa pelo Governo do Estado. O político atraía pela postura e pelo verbo. Jovem ainda, observava atento os discursos e promessas. O político era a atração. Não havia marqueteiro eletrônico. Prevalecia o contato corpo a corpo. As agressões se davam no campo das ideias ou ideologias: o ataque  pessoal era pouco contabilizado”.

“Na produção, presenciei instantes significativos. Codó sobressaía como centro importante de produção de arroz, milho, algodão e babaçu. Carreatas desses produtos faziam a festa dos empresários, em determinado tempo do ano. Éramos referência neste setor. Bons tempos. Infelizmente, às gerações mais novas não lhes foi permitido vive-los. Perderam parte de nossa história”.

César Pires como é conhecido, é uma das inteligências privilegiadas do Codó contemporâneo e do Estado do Maranhão.

O autor destas linhas se compraz por haver sido seu professor no antigo Curso Ginasial, do extinto Colégio Magalhães de Almeida, em Codó.

Codó – MA, 17 de junho de 2013.                                                                   Prof. Carlos Gomes.

Transcrito do Livro Codoenses & Não Codoenses, aguardando publicação.

3 comentários sobre “PÁGINAS DE CODÓ (XX) – CÉSAR HENRIQUE SANTOS PIRES (César Pires)”

  1. PARABÉNS PROFESSOR CARLOS CUNHA POR ESTE GRANDE TRABALHO QUE O Sr. VEM FAZENDO EM RESGATAR A HISTORIA DE CODÓ E DAS PESSOAS QUE FIZERAM E FAZ O BEM DA NOSSA CIDADE. O CÉSAR PIRES É UM DEPUTADO ATUANTE E LUTA PELO BEM ESTAR DOS NOSSOS CONTERRÂNEOS.

  2. O sR. CARLOS GOMES SÓ SERVE PARA ELOGIAR AS ELITES. É UM ESCRITOR ULTRAPASSADO NO TEMPO E NO ESPAÇO E QUE VIVEMOS. SOMENTE ESCREVE PARA LAURAR QUEM ESTÁ NO PODER.
    SENHOR, SEJA UMA PESSOA MAIS HULMIDDE E FALE TAMBEM DA HISTÓRIA DO POVO DE CODÓ. DAQUELES QUE TRABALHAM DE SOL A SOL PARA CONSTRUIR ESTA TERRA E NÃO SOMENTE DAS ELITES QUE SEMPRE MASSACRARAM A POPULAÇÃO CODOENSE .

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