Com  várias contas de água na mão, o lavrador Adinaldo Pereira de Oliveira,  morador de Livramento, zona rural de Peritoró,  protestou.“Não tem água, essa aqui olha bem aqui o valor, R$ 41,90, essa aqui eu não pago e não pago mesmo porque não tem água”, disse

O povoado é grande e por onde andamos encontramos reclamação. Dona Francinete do Nascimento Silva vinha da lavagem de roupa no poço de uma vizinha.

Moradoras voltaram à ERA DO BALDE

 “é ruim demais, lá casa eu tenho meus filhos to pra morrer arrebentada de carregar água…é peso na coluna em todo lugar e eu que sou operada posso nem carregar peso”

Desde fevereiro, quando a CAEMA deixou de fornecer água, são poços como este que estão salvando a população, mas quem tem um no quintal já começa a pensar duas vezes.

“Já tá cismando de num querer arrumar porque o poço tá baixando…A CHUVA ACABOU, NÉ…acabou, quando tinha chuva o poço aumentava água, mas só tirando, tem que diminuir, com certeza”, explicou o lavrador Pedro Cordeiro da Silva

SEM EXPLICAÇÃO

Pela segunda vez fomos atrás de explicações. Como fizemos da primeira vez, voltamos ao escritório da CAEMA,  encontramos o portão aberto, entramos. Mais uma não havia ninguém para nos atender e dar alguma explicação a respeito deste problema. Nos dirigimos então ao poço que, por causa do defeito numa bomba,  deixou de jorrar. Os moradores contaram que após a primeira reportagem a Companhia enviou esta máquina pra o local, mas nunca funcionou.

“Todo dia eles fala que vem, fala que vem e nada de aparecer…TÁ AÍ HÁ QUANTO TEMPO? Tá com uns 15 dias, uns 15 a 20 dias…NADA? nada, nada, não temos nada, nada”, disse o comerciante Luna Nunes complementado por Jonas do Nascimento Lima “ Diz que é pra sugar uma bomba que caiu há mais de 90 dias, e taí parada…NEM ISSO FIZERAM? Nem isso, só vem hoje, vem amanhã, vem hoje, vem amanha e ninguém nunca chega”.

Livramento tá sem água nas torneiras desde fevereiro

O fim das chuvas na região acabou com as chances de armazenamento na casa de Lauana Valéria Carneiro Sampaio.

 “Aqui   é os baldes na biqueira, é caixa na biqueira pra poder a água da chuva  vir e a gente poder banhar e lavar alguma roupa(…)AGORA A CHUVA ACABOU? A chuva acabou e a água também acabou”, disse

Por falta de água potável as crianças também já estão sofrendo com doenças. Foi o que denunciou Francisca de Sousa.

 “Tão adoecendo, diarreia, ameba, muita ameba, to com minhas crianças no postinho de vez em quando a falta de uma água tratada porque aqui é água dos poço e água do poço aqui não tem tratamento nenhum”

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