Poço de R$ 403.000,00 continua sem solucionar problema da água no KM 17

O Distrito Rural chamado KM 17 tem mais de 5 mil moradores e secularmente enfrenta problemas com a água sem qualidade para o consumo humano.

A prefeitura abriu um poço artesiano novo, inaugurando-o no  dia 12 de setembro do ano passado. Fez isso noutro povoado, chamado KM 12,  para evitar a salinidade da região e uma tubulação de vários quilômetros levou a nova água para as torneiras do povoado, parecia o fim dos transtornos, mas não foi.

Desde que o novo poço artesiano foi aberto a água chega nas torneiras do KM 17 com  forte potência . O problema é que os moradores  dizem que ela não pode ser consumida. Para a jovem dona de casa Nágila Raquel de Melo, não serviu e explica o por que.

“Não serviu…POR QUE NÃO? Não porque é a mesma coisa da outra, é ruim do mesmo jeito, do mesmo jeitinho da outra…PRA BEBER JAMAIS? Não, jamais (…) é ruim, sei lá, salobra o gosto e diz que adoece não dá pra criança beber adoece as crianças”, afirmou

R$ 403.000,00 PRA NADA

A questão fez surgir diversos questionamentos a respeito do novo poço que custou aos cofres públicos R$ 403.000,00.

Jardel aguarda para ter água para beber

 “No meu ponto de vista a estrutura do poço é muito raza, se caso fosse fundo seria melhor…MESMO VINDO DO POÇO NOVO, NUNCA RESOLVEU? Não, porque a água nunca chegou até aqui, aí não tem como resolver (…) acho que nem previsão pra sair desse sofrimento não tem”, questionou o lavrador  Jardel Sousa Cruz

Fato é que há tempos duas vezes por semana a imagem do povoado é a dos moradores esperando pela chegada do carro-pipa que continua vindo da solidariedade  do empresário Chiquinho Oliveira. Gente que fica sem poder trabalhar porque  é a água do pipa que usam para beber.

 “Tem que ficar aqui perdendo tempo…E O SENHOR PODERIA ESTAR FAZENDO O QUÊ, NA ROÇA? Rapaz, trabalhando, capinando (…) SE NÃO ESPERAR O QUE ACONTECE? Não bebe, porque nós bebe é daqui, né…FICA SEM ÁGUA PRA BEBER? Fica porque se beber dessa água bem aí adoece a gente”, reclmaou o lavrador David dos Santos Silva.

E A CONTA CHEGA?

Ainda existe outra reclamação por aqui, mesmo sem  poder  beber da água é preciso pagar por ela todo mês. Foi do que se lamentou o agricultor Francisco Lima da Silva.

“Todo mês é R$ 35, esse mês foi R$ 35,50…E NÃO PODE BEBER DA ÁGUA? Não, se beber adoece”, afirmou com indignação

E O SAAE?

Nós fizemos contato duas vezes por whatsApp com o diretor do SAAE, Evimar Barbosa, indagando-o sobre se já existe uma solução prevista para o caso do KM 17 alvo desta reportagem. As mensagens foram visualizadas, mas não foram respondidas desde a última sexta-feira (1º/fevereiro).

5 comentários sobre “Poço de R$ 403.000,00 continua sem solucionar problema da água no KM 17”

  1. Não tem interesse de solucionar o problema, senão vejamos: O motorista do carro pipa será candidato a vereador, apoiado pelo Secretário Cobel, tudo no intuito de humilhar Dimingas

  2. so tem um jeito Acelio e vc indo ate la e procurar falar com ele diretor do SAAE ou falar com o prefeito mesmo quando chegar de viagem , vc tem livre acesso com esse povo , so nao deixar de dar uma resposta para esse povo por favor .

  3. procura falar com o diretor pessoalmente no SAAE ou com o prefeito quando chegar de viagem , vc tem livre acesso com ele , nao deixe o povo sem uma resposta por favor

  4. Porcaria essa água pior que a do poço que o Bine fez,prometeram água de Codó gastaram quase meio milhão pra nada, prefeito de um mandato só a eleição tá chegando,esse prefeito acabou com o 17 não tem água de qualidade,tirou a polícia do posto porque não quer pagar alimentação aos policiais,retirou a ambulância do posta médico entre outras coisas.

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