Estamos assistindo a evolução da tecnologia com uma rapidez tão impressionante, que passa aos nossos olhos, que quando piscamos já nos deparamos com um novo software muito mais avançado, e aí vai mudando tudo. Quando nos apercebemos já estamos rodeados de um novo sistema operacional, um novo utilitário, um novo programa de aplicação para diversos ramos da economia, educação, saúde, esportes, etc, uma infinidade de recursos ao nosso alcance.

Uma certeza que parece razoável no ritmo frenético de mudanças que vivemos é a de que as transformações serão seguidas de outras, e mais outras, e mais outras. Assim tem sido desde a primeira tecnologia disruptiva, provavelmente a do domínio do fogo, que abriu para o homem a possibilidade, até então inédita, de superar as demais espécies e tomar conta do planeta. E isso passou a ser feito por meio da invenção incansável de novidades. No mundo dos negócios, a mudança suscita oportunidades quando se percebe para onde as coisas estão indo – mas também pode significar ficar pelo caminho quando não recebe a devida atenção a tempo. Disrupção, compartilhamento, redes, plataformas, diversidade, singularidade são alguns dos conceitos que estão remodelando o mundo.

Deve-se levar em conta, que essa transformação se dá com a contribuição dos jovens que são peças importantes nessa disrupção, com a inteligência emocional que lhe é peculiar, daí saem e se destacam os verdadeiros idealizadores dessa parafernália toda, com grande contribuição, como disse, com as suas invenções, para a humanidade.

Temos muitos exemplos de jovens criadores de softwares e plataformas que revolucionaram e mudou o comportamento da humanidade, nestes últimos 20, 30 anos, como Bill Gates que ainda jovem criou a plataforma Windows; Mark Zuckerberg que criou o FaceBook; Larry Page e Sergey Brin, que criaram o Google; Jan Koum e Brian Acton, que criaram o Whatsapp; Steve Jobs e sua grande obra, o iPhone e tantos outros, de uma lista considerável, só para  citar alguns.

No fim das contas, a vida não tem muito a oferecer além da juventude.” A frase, uma das mais famosas do escritor americano F. Scott Fitzgerald, de o Grande Gatsby, de 1925, é uma epítome da primeira geração que idealizou os jovens como modelo de vida – e como público-alvo das grandes empresas. De lá para cá, mesmo com o aumento da expectativa de vida, a atração pelos jovens só cresceu.

Para que essa tecnologia se renove sempre nessa velocidade, devemos a criação de startups, que estão sendo financiadas por grandes empresas como o Google que não mede esforços para melhorar os produtos que já estão no mercado, mas ainda não ganharam escala.

Um exemplo disso é que em 1998, os fundadores do Google, os jovens Larry Page e Sergey Brin, ainda estudantes da Universidade de Stanford, receberam o cheque de 100 000 dólares de um investidor e montaram oficialmente a empresa numa garagem da cidade de Menlo Park, na Califórnia. Daí em diante a empresa não parou de crescer, tornando-se uma das maiores empresas de informática do mundo.

Lê-se diariamente na grande mídia, que é consenso que a inovação disruptiva do futuro virá de startups que podem nem ter nascido ainda. E as grandes de hoje já foram iniciantes um dia. É do conhecimento público que o Vale do Silício, na Califórnia – EUA, é o grande celeiro de startups de tecnologia da informática.

Pelo que se vê e se constata, os jovens são os grandes desenvolvedores de plataformas e programas aceleradoras de TI, criando os mais variados programas utilitários para o nosso cotidiano. Preparando o futuro das novas gerações. O “efeito Kodak”, que se fala há algum tempo e sempre que se fala em empreendedorismo, é um dos principais motivos para as grandes empresas se aproximarem das startups. Ninguém quer ser surpreendido por uma tecnologia que acabe com seu negócio da noite para o dia como foi o caso da fabricante de produtos fotográficos analógicos que não conseguiu antever a rápida ascensão da fotografia digital.

Apesar do que foi relatado acima, há uma questão a ser resolvida. Os jovens são mais profundamente afetados pelas transformações sociais. Cabe, portanto, indagar quais perspectivas há para sua formação e inserção em uma vida profissional na contemporaneidade, particularmente para os que estão em situação de pobreza.

Ai caímos no fator educação. Que é um assunto extremamente complexo, tendo em vista que a situação da educação brasileira atualmente, seus acertos, equívocos, saltos e retrocessos, pois com uma das mais invejáveis teorias, embeleza e maquia todas as suas etapas, considerando, estatisticamente, dados numéricos, esquecendo-se, no entanto, da efetivação da praticidade para a obtenção dos resultados qualitativos, previstos e garantidos nas leis do próprio sistema. É admissível que a sua acessibilidade tenha sido ampliada nos últimos anos, porém a sua qualidade deixa à desejar, necessitando de cuidados melindrosos para que possam, de fato, efetivar a verdadeira formação do indivíduo.

O futuro indica que a tecnologia terá um poder cada vez maior. Como vamos lidar com ela? O fato é que presenciamos, como disse no inicio do artigo, num piscar de olhos, já nos deparamos com novos dispositivos tecnológicos impensáveis no passado.

Carlos Magno da Veiga Gonçalves – notário

2 Responses

  1. Seu Carlos, mais uma vez parabéns pelo texto. Pra mim não é surpresa, o senhor sempre nos ensinando alguma coisa. Sempre com assuntos diferentes.

  2. Só haviam duas pessoas inteligentes em Codó; Sr Murilo Salem ( que Deus o tenha) e o nosso grande SR CARLOS MAGNO. Parabéns notário.

Deixe um comentário para Antonio Hupp Cancelar resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

PUBLICIDADES