Por Carlos Magno – UMA NOVA ORDEM MUNDIAL

Volto, após um médio período, a exercitar aquilo que me dá prazer e satisfação e, quem sabe, também, a alguns leitores, que é escrever sobre assuntos pouco discutidos na imprensa que algumas vezes não são lembrados, talvez, em razão da vida agitada que todos levam, e pouquíssimos param para ler ou para pensar

Aliás, antes de entrar no mérito do assunto que quero expor, claro, produto de meu pensamento, peço licença aos nossos leitores para fazer alguma digressão sobre pensamento, para ajudar a entender melhor o assunto que vou explicitar

Escritor e notário  Carlos Magno
Escritor e notário Carlos Magno

Achei interessante um trabalho feito pela estudante do curso de filosofia do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Maranhão – INFMA, do Campus de Buriticupu, aqui no Maranhão, Francilene Corrêa Silva, quando ela discorre sobre o pensamento, em resumo, ela diz: “Tratando-se de investigar as dificuldades, “atrações” e “resistências” encontradas por muitos alunos no que se refere a pensar acerca das questões de ordem filosófica, tendo em vista que o Ensino de Filosofia se propõe a ensinar a pensar, e que muitos alunos sentem dificuldades em aprender Filosofia, o presente trabalho considera alunos do Ensino Médio de um determinado espaço, propondo uma Filosofia que seja criação, em que o exercício do pensamento dá-se através de uma abertura por encontros que desestabilizam o sujeito pensante. Assim, é possível pensar a Filosofia de Deleuze articulada com tal proposta, à medida que o filósofo considera o ato de criar conceitos e não somente repeti-los, pensando a diferença.”

Ainda, sobre o pensamento ou o ato de pensar, temos diversas definições de muitos especialistas como MARILENA CHAUÍ, em ‘Convite à Filosofia”; São Paulo: Editora Ática, 2006; GILLES DELEUZE, em “Diferença e Repetição”, São Paulo, Editora Graal, 1988, são trabalhos que se referem a este ato tentando chegar a uma forma mais definida do que é exatamente pensar: “Pensamento e pensar são, respectivamente, uma forma de processo mental ou faculdade do sistema mental. Pensar permite aos seres modelarem o mundo e com isso lidar com ele de uma forma efetiva e de acordo com suas metas, planos, e desejos. Palavras que se referem a conceitos similares incluem cognição, senciência, consciência, ideia e imaginação. O pensamento é considerado a expressão mais “palpável” do espirito humano, pois através de imagens e ideias revela justamente a vontade deste.”

O pensamento é fundamental no processo de aprendizagem (vide Piaget). “O pensamento é construto e construtivo do conhecimento”, assim diz Piaget.

Acho que já teorizei em breve relato, a ideia sobre o pensamento, pois se formos, aqui, falar sobre pensamento ou o ato de pensar, e citar muitos pensadores e escritores sobre a matéria, teríamos que escrever um ou mais livros, dados bibliográficos, etc. Mas como o espaço aqui é regulado, já está de bom tamanho a introdução do artigo. Serve, pelo menos, para provocar o leitor a pensar.

Com efeito, pensar tem tudo a ver com o principal assunto do artigo que é a nova ordem mundial. Tenho que citar, onde fui saciar minha sede por ideias novas, o livro “As ideias conservadoras” de João Pereira Coutinho que diz: “Em um país de democracia recente e marcado historicamente por ditaduras como o Brasil, o pensamento político conservador costuma ser associado ao autoritarismo e à supressão das liberdades individuais.” O audacioso objetivo deste livro é desfazer esse equívoco e apresentar ao leitor as ideias conservadoras, que não se confundem com as doutrinas reacionárias. Para o jornalista e cientista político João Pereira Coutinho, “o conservadorismo é o modo de a sociedade preservar o melhor que, com base na tradição democrática, ela criou para garantir a paz, a liberdade dos cidadãos e o vigor das instituições.” Com linguagem clara e envolvente, o autor expõe o pensamento dos principais filósofos conservadores, ao mesmo tempo que tece uma reflexão política de importante significado para a atualidade. Contra radicalismos crescentes à direita e à esquerda, Coutinho defende o primado da lucidez e do equilíbrio.

 Já OLAVO DE CARVALHO, outro pensador, jornalista, filósofo, professor e escritor, nascido em Campinas, em 1947, que passou por diversas áreas, tendo inclusive trabalhado como astrólogo e articulista de direita do país, Olavo chegou a ser militante comunista quando jovem e contribuiu para o primeiro curso de extensão universitária em astrologia, tem opinião contundente sobre o conservadorismo, em comentário sobre os livros a seguir lembrados. A ‘Nova Era’ da qual Fritjof Capra se tornou festejado porta-voz e a ‘Revolução Cultural’ de Antonio Gramsci, têm algo em comum – ambos grandes pensadores pretendem introduzir no espírito humano modificações vastas, profundas e irreversíveis. Ambos convocam à ruptura com o passado, e propõem à humanidade um novo céu e uma nova terra. O primeiro vem alcançando imensa repercussão nos círculos científicos e empresariais brasileiros. O segundo, sem fazer tanto barulho, exerce há três décadas uma influência marcante no curso da vida política e cultural neste país. Nenhuma das duas teses foi jamais submetida ao mais breve exame crítico. Aceitas por mera simpatia à primeira vista, penetram, propagam-se, ganham poder sobre as consciências, tornam-se forças decisivas na condução da vida de milhões de pessoas que jamais ouviram falar delas, mas que padecem os efeitos do seu impacto cultural. Para os adeptos e propagadores conscientes das duas novas propostas, nada mais reconfortante do que a passividade atônita com que o público letrado brasileiro tudo recebe, tudo admite, tudo absorve e copia, com aquele talento para a imitação maquinal que compensa a falta de verdadeira inteligência.

Quais são os fatores e os atores históricos, políticos, ideológicos e econômicos que podem definir a dinâmica e a configuração do poder no mundo e qual a posição dos Estados Unidos da América no que é conhecido como Nova Ordem Mundial? Essa é a pergunta que o cientista político russo Alexandre Dugin e o filósofo brasileiro Olavo de Carvalho procuram responder nesse debate. Cada autor busca esclarecer como vê o conflito de interesses no plano internacional, elucidando quem são seus principais atores e quais as forças e objetivos envolvidos.

Lendo esses autores, com as suas várias opiniões sobre a nova ordem mundial, observa-se uma constante preocupação com o destino da humanidade, que está nas mãos dos atuais e dos futuros dirigentes internacionais das mais diversas índoles e ideologias, tanto politica quanto religiosa.  Tome-se como exemplo os Estados Unidos, uma nação poderosa. Duas forças antagônicas, de formação e ideias completamente diferentes, se digladiam em uma eleição para a escolha do sucessor de Barack Obama. De um lado, pelo Partido Republicano o histriônico e bilionário Donald Trump, declaradamente de direita e conservador, que vem provocando uma verdadeira revolução nos meios de comunicação do país com suas ideias mirabolantes. De outro lado a candidata Hilary Clinton, epitetada de esquerda, com suas ideias pacifistas, que o povo americano olha com desconfiança, em razão das ameaças de seus inimigos orientais.

Não poderíamos deixar de mencionar, a mudança radical na direção do Reino Unido. Theresa May, que era a ministra do Interior, se tornou a primeira mulher a assumir o cargo de primeira-ministra do Reino Unido em 25 anos – ou seja, desde o fim da era Margaret Thatcher. Ela substitui David Cameron, que comunicou sua renúncia logo após o resultado do plesbicito que definiu a saída do país da União Europeia.

Nesse contexto, nos últimos anos, o mundo assistiu às sucessivas crescentes econômicas da União Europeia e do Japão, apesar das crises que estas frentes de poder sofreram no final dos anos 2000. De outro lado, também vêm sendo notáveis os índices de crescimento econômico que colocaram a China como a segunda maior nação do mundo em tamanho do PIB (Produto Interno Bruto). Por esse motivo, muitos cientistas políticos passaram a denominar a Nova Ordem Mundial como mundo multipolar.

É por esse motivo que a maior parte dos especialistas em Geopolítica e Relações Internacionais, atualmente, nomeia a Nova Ordem Mundial como mundo unimultipolar. “Uni” no sentido militar, pois os Estados Unidos é líder incontestável. “Multi” em razão das diversas crescentes econômicas de novos polos de poder, sobretudo a União Europeia, o Japão e a China.

Portanto, temos colocado no tabuleiro geopolítico mundial a atual situação mundial, sem falarmos na situação do Oriente Médio, que é gravíssima, onde milhares de pessoas perderam a vida e milhares emigram para os países europeus. Concluindo, é de se pensar e muito, no atual quadro geopolítico mundial que trará, sem dúvida, consequências para o nosso país. Esta é um assunto que renderia ai páginas e páginas escritas.

Carlos Magno da Veiga Gonçalves – notário e escritor

5 comentários sobre “Por Carlos Magno – UMA NOVA ORDEM MUNDIAL”

Deixe um comentário