Professor Jacinto Junior

2024 E OS OUTROS ANOS…

Pensar outra cidade. Cidade essa sob o enfoque do desenvolvimento participativo social e de forma democrática. Uma cidade com um futuro revolucionário.

E, para isso, é necessário que a sociedade civil organizada reflita sobre o conceito de renovação política – traduzindo em miúdos: romper com o ciclo cultural-histórico-político conservador que predomina em seu subconsciente em termos ideológicos -, pois, independentemente de quaisquer objeções, a luta política não se dá apenas nos processos eleitorais; ela é, na verdade, um intenso processo de mobilização que extrai interesses divergentes que extrapolam os interesses coletivos. E o resultado disso, é a insuficiência e a incapacidade da sociedade civil organizada estabelecer núcleos de resistências e de estudos – ou seja, instituir a cultura do debate nos locais de trabalho, nos clubes de jovens, nas associações de produtores rurais, sindicatos de diversas categorias, nos clubes de mães e associações de amigos e etc., para contrapor-se aos desmandos dos mandatários eivados pela conduta individualista e autoritária de enxergar a realidade sociopolítica e, ao mesmo tempo, negar a execução das tarefas públicas cotidianas – cumprindo apenas o que determina a legislação específica de cada área, p. e., saúde, educação, infraestrutura, política salarial, política agrícola, agricultura e latifundiária, investimentos na área social etc.

Enquanto não houver esse corte epistemológico fundamental na perspectiva de se edificar uma nova cultura e um novo homem, visando institucionalizar essa renovação político-estrutural que tanto exige essa própria sociedade para imprimir um modelo administrativo concebido como ideal e notoriamente coletivista; posto que, existe a vaga ideia que alardeia o imaginário popular é de que sua responsabilidade cidadã só chega até o momento de votar e eleger o futuro mandatário. Essa falsa concepção carece urgentemente ser modificada, pois, o ato político em si, não termina com o deposito do voto na urna; ele vai para além, pois, o gestor público estar subordinado à vontade popular.

Contudo, a impressão que se tem é a de que o gestor inverte a lógica e passa a decidir pelo povo, tendo uma compreensão equivocada das necessidades básicas dos interesses do povo e, neste sentido, inicia um processo de negação das políticas públicas. Na maioria dos casos, alguns gestores autocráticos ousam afirmar que as políticas públicas reclamadas pela sociedade civil organizada não podem ser realizadas por falta de orçamento! Isso é um absurdo! Não há um único setor da estrutura de poder que não esteja contemplado com recursos financeiros. O PPA existe exatamente para definir a divisão da arrecadação municipal em todas as áreas instituídas pelo cronograma existente – ou seja, toda gestão que inicia um mandato promove uma reforma administrativa com a finalidade em tornar conhecido a nova estrutura de poder e ter o mínimo de conhecimento para melhor realizar os investimentos e não ultrapassar os liames estabelecidos pela legislação em termos percentuais e não ser enquadrado pelo TCE.

Mas, o ponto central que quero explanar é o processo eleitoral que se avizinha.

Codó é um território que carrega a fama de ser mui politizada – frase que discordo em sua essência -; pois, o fundamento teórico que impulsiona uma profunda luta politizada é quando uma sociedade se mostra organizada em sua base. E a nossa cidade ainda não possui uma organização que seja capaz de confrontar o poder político dominado pela elite. No máximo, temos uma organização sindical que atua com mui força, desprendimento, autonomia em defesa praticamente de toda a sociedade civil. Os seus bravos líderes, profº Antonio Celso e profº Marcos Antônio, ousam combater os governos impopulares e autocráticos. Essas figuras públicas é que deveriam ser respeitadas pela sociedade civil como indivíduos intrépidos e despojados do medo que não fazem da luta objeto de negociação servil. Ao contrário, denunciam, enfrentam com galhardia a fúria do governo que não aceita críticas.

Mas para além dessas figuras públicas que já provaram que desejam uma cidade diferente e com democracia; quero apresentar mais um nome do campo popular que merece ser analisado pela sociedade civil como uma possível alternativa para governar nossa cidade com imparcialidade e compromisso inarredável: Arlindo Salazar. Sim, esse cidadão é extremamente competente, conhece a realidade sociopolítica e econômica de nosso município, já exerceu o mandato de vereador e foi muito bem articulado enquanto representante do povo. Tem carisma, não se excede em suas abordagens, apresenta-se com um discurso compatível com as exigências dos mais necessitados; além de conhecer o funcionamento institucional do poder. Pode ser, portanto, a grande possibilidade de mudança que o povo clama sistematicamente!

Enfim, avaliar a nossa cultura política exige que nós entremos fundo nas camadas superficiais e/ou no tecido social econômico em que pese a força e a influência do capital no imaginário dos menos dotados de capital – os classificados de pobres e miseráveis pelos órgãos oficiais de governos e, também, por boa parte de estudiosos sociais como sociólogos.

Estamos vendo cotidianamente um verdadeiro festival de aparição pública de pré-candidatos – que, em sua maioria, estão violentando a legislação eleitoral vigente -, fazendo propaganda antecipada, realizando palestras como verdadeiros comícios, doando cadeiras de rodas e divulgando em suas redes e meios de comunicação. Um verdadeiro acinte à legislação eleitoral. Com isso, tentam convencer a população de que são homens bons, de compromisso, que querem mostrar sua capacidade administrativa e toda sua sensibilidade social atendendo os reclames do povo sofrido.

Lembro-me – e, isto, para reforçar o conceito de memória popular – de que o gestor anterior ao atual caracterizou-se por uma incompetência que o prejudicou de se lançar à reeleição, tão desastroso que fora seu mandato. E, há, ainda, um pré-candidato que se arvora como uma verdadeira novidade no campo político. Aparenta ser o novo, a inovação, o empreendedorismo, a própria mudança incarnada na esperança popular; no entanto, o reflexo de uma gestão tão negativa no recente passado, será o retrato contíguo desse pretenso candidato à frente de nossa prefeitura. Nesses casos já fica tipificado a intenção de não ser um bom gestor; além de não ser decente; pois, é imoral fazer esse tipo de coisas com o objetivo de se beneficiar.

3 Responses

  1. Olá, essa utopia que este rapaz cita, tem haver com traços políticos existentes sim. Mas, essa conduta generalizada da população que em sua maioria se quer, não está procupada com isso, entretanto se quer, estes comentários são lidos , um dos exemplos. Fazer essa Idealização não faz mal, mas, quando queremos aplicar algum benefício temos que sermos contudentes e eficazes. Pois, como se constrói uma cultura politica civilizada, principalmente a sua maioria analfabeta desempregada, sem alimentação, políticas públicas, sem a base da própria família?
    Essa ruptura meus amigos, ela não é efêmera, ele próprio poderia ter dado os primeiros passos, plantado algumas sementes do respeito a classe que ele defende, ter inserido no contexto escolar um plano para atingir as futuras gerações, aí sim, cada um teria feito sua parte, porquê, não se muda cabeça de ninguém ainda mais de um povo de ideia formada. Esse desfreio ainda perdurará por muitos anos, pois só o tempo é capaz de historicamente contribuir com esta transformação tão almejada.

  2. Bla, bla, bla, bla, bla, bla, bla bla, bla, bla, bla, bla, bla,, bla, bla, bla, bla, bla, bla, bla, bla, bla, bla, bla, bla bla, bla, bla, bla, bla, bla bla, bla, bla, bla bla bla bla bla bla, bla, bla bla bla bla bla bla bla bla bla, bla bla bla bla bla, bla, bla, bla.
    Só palavras efêmeras
    Quando esse cidadão teve oportunidade de fazer algo pela educação , pelas gerações futuras , virou foi as costas .
    Para os professores , para os alunos , sindicato que defende a categoria . Agora vem com esse bla , bla ,bla.
    Não se muda um país com discurso seu Jacinto e sim com atitudes , atitudes essas que o senhor não teve enquanto secretário.
    Vossa senhoria e um traidor da educação, agora vem com esse discurso esquerdista , pra sua informação ninguém perde tempo lendo suas abobrinhas a não ser seus amigos esquerdo patas.

  3. Ana, seja mais sensata, sugiro que estude com propriedade o período de nossa gestão!!!
    Pelo posicionamento defendido, percebe-se o nivelamento por baixo!
    Se você fosse mais atenta sobre a historicidade dos fatos e/ou períodos, já teria reconhecido que, enquanto estivemos à frente da pasta da educação, trabalhamos e muito para dar uma alavancada nesta área. Só para informa-la: olhe o sítio do Governo Federal e veja qual foi o melhor IDEB de todos aqueles projetados pelo governo federal e aqueles que foram atingidos por nossa gestão (desde o início, em 2007 até a presente data). Uma dica: os anos de 2010 e 2012! Essa foi uma demonstração de nosso esforço para melhorar a qualidade do ensino local – na realidade, o resultado positivo desse esforço constituiu-se numa “atitude” cheia de esperança e compromisso e não a de um “traidor” como vós afirmais. Portanto, não fale asneira! Não divulgue bobagem! Antes de pronunciar e/ou escrever algo que se tornará público, analise ponderadamente para evitar dizer tolices e cair na esparrela da mesmice!
    Saudações pedagógicas!

    Obs.: Como sugestão, solicito que elabore um texto propositivo para ser objeto de análise, assim, como tenho feito sistematicamente abordando diversas temáticas e provocando debates. Faça isso, contribua com sua cidade, forneça elementos para aprimorar o desenvolvimento integral de nossa cidade tão “desassistida por gestores incompetentes e descompromissados”. Vamos, seja uma elegante teórica e mostre toda a vastidão de seu conhecimento empírico e, quiçá cientifico num texto com uma lauda de espaço de 1¹/² , com duzentas palavras.

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