A ESQUERDA BRASILEIRA SERÁ DERROTADA EM 2026?

Com a proximidade do pleito eleitoral presidencial, o movimento ultraconservador – que, sob o prisma da intensa articulação midiática (redes sociais), já reproduzem chavões que viralizaram nas eleições de 2018, do tipo:
“PT uma organização criminosa”, “PT uma quadrilha”, “PT o maior escândalo de corrupção do mundo”; ou, ainda, “Luladrão, o encantador de jumentos”; só para ilustrar alguns cards que foram concebidos pelo ‘Gabinete do ódio’ – o braço eletrônico da estrema direita nacional – e distribuídos em massa por robôs e multiplicados em grupos de Whats App -; e, agora, estão sendo reutilizados/requentados para alavancar a candidatura do filho 01 do presidiário Bolsonaro.
Contudo, é mister ressaltar que ainda não insurgiu um candidato do campo da extrema direita à altura do estadista Lula, com capacidade eleitoral de derrotá-lo.
É perceptível a intencionalidade ideológica da grande imprensa burguesa – com sua tradicional venalidade e servilismo ao sistema capitalista – isto é, O Estadão, A Folha de São Paulo, O Globo, O Valor Econômico e outras de menor monta, em seus editoriais pululam uma invejável discriminação e preconceituosa mística contra o governo socialdemocrata que, alhures, denota sua evidente luta pela reestruturação econômica e social gerada por seu antecessor.
Esse império jornalístico concentra suas energias contra o governo Lula 3, que tem posto na ordem do dia uma nova realidade, redesenha um novo quadro político, celebrando o protagonismo brasileiro ao mundo, com a concepção de uma cultura multilateralista e de equidade entre os povos e nações.
Não há como estabelecer um paralelo entre o governo do presidiário Bolsonaro com o do estadista Lula 3; simplesmente é incompatível; os indicadores econômicos e sociais por si só, desmascara qualquer tentativa da extrema direita em descaracterizar as tomadas de decisões políticas que resultaram no que o país hoje, pomposamente, apresenta como conquistas estratégicas para o seu desenvolvimento integral.
A partir dessa realidade material concreta, advêm uma interrogação necessária e oportuna: a esquerda brasileira será derrotada nesse pleito eleitoral?
Respondo sem titubear: a esquerda brasileira sairá mais uma vez, vitoriosa das urnas!
Não tenho a menor dúvida! Entrementes, será uma batalha árdua, cheia de malevolências, cretinices e todo tipo de ardil por parte do setor ultraliberal – representado não apenas pela figura patética do candidato filho 01, mas, também, com o inarredável apoio da mídia ‘canina’, pachorrenta’, ‘podre’; engendrando factoides na perspectiva de pôr em dúvida a opinião popular da indiscutível realidade que está diante de seus olhos.
Para aludir com maior propriedade essa abordagem, volto-me ao recente passado, para dissecar, definitivamente, o horror que fora a gestão do ex e, agora, presidiário Bolsonaro; a escória da sociedade brasileira, o bastião do retrocesso; o verdadeiro traidor e inimigo da pátria. Em sua gestão, o horror foi estabelecido com ar de festividade: a negação da vacina, a desvalorização do salário-mínimo – ouvimos o Ministro da Economia afirmar categoricamente:
“É nessa confusão toda, todo mundo estão (SIC) que estão distraído, abraçaram a gente, rolaram com a gente, nós já botamos a granada no bolso do inimigo: são dois anos sem aumento” (Guedes, 22/04/20, reunião ministerial). Eis a ponta do iceberg da anomalia de um governo que, declaradamente, foi e permanece contra os trabalhadores e a favor dos empresários. Inclusive, o candidato 01, já ratificou através de várias entrevistas que
dará continuidade ao que o pai dele iniciara. Outro dado importante a ser observado, é que ele é um fervoroso da política predatória executada pelo governo argentino Milei – a destruição completa do sistema de leis que protege o trabalhador!
Mas, vejamos o outro lado do governo que sucedeu ao Palácio do horror, no que tange à política de valorização do salário-mínimo: “Estamos apresentando um conjunto de medidas que tenham impactos nos próximos dois anos de 30 a 40 bilhões, 25 e 26, performando 70 bilhões de reais e que passam pelas seguintes medias: primeira delas, reforça que o salário-mínimo continuará a ter ganho acima da inflação. Mas esse ganho estará condicionado aquele espaço do arcabouço fiscal entre 0,6% e 2,5% (Haddad, entrevista coletiva. Canal gov.,28/nov.24).
Quanta diferença entre um ministro de um governo para o outro, em termos de justiça social, padrão de vida e equivalência salarial. Por isso, uma vez mais, reafirmo: não há como estabelecer um comparativo entre o governo do passado, marcado pelo retrocesso, ao atual, com uma clara definição de compromisso com o povo e a melhoria de vida dos trabalhadores.
Enfim, a luta sucessória pela cadeira da presidência será inscrita numa encruzilhada que dará forma ideal para o campo progressista vencer todas as intempéries, sabotagens, maledicências e truculências que a extrema direita costuma alinhavar como método para angariar simpatia da sociedade civil brasileira; porém, o povo já está vaticinado contra essas manobras e ardis ações deploráveis.
Vamos sim, percorrer mais um terreno árido, no entanto, com a consciência do que queremos alcançar. Queremos desenvolvimento, unidade, protagonismo,independência e soberanamente determinar o que é viável para o nosso solo pátrio!
Sem mentiras. Por um Brasil mais dinâmico! Mais justo e fraterno!