Por Jacinto Junior – A INCERTEZA DO FUTURO

Quando mergulhamos na história e refletimos sobre alguns fatos que ocorreram temos a certeza de que seu desenvolvimento já havia sido delineado sub-repticiamente.

Na atual conjuntura mundial estamos vivendo um intenso movimento alinhado à ideologia conservadora, ao pensamento único e ao retrocesso social. Vide p. e., a endógena crise capitalista que estrangula o povo europeu, especialmente, a Espanha.

Professor Jacinto Junior - um pensador contemporâneo
Professor Jacinto Junior – um pensador contemporâneo

No Brasil esse movimento ganha densidade significativa. A onda conservadora trás consigo o desmonte e a destruição de tudo aquilo que tem sintonia com o progresso e a emancipação social do sujeito histórico.

A burguesia nacional – essa matilha submissa – arquitetou o golpe com a ajuda externa. E, agora, precisa cotejar sua contribuição com a reforma neoliberal reduzindo ao mínimo possível as conquistas sociais históricas. Essa mesma elite branca vira lata – matilha submissa – sinaliza com um processo vilipendioso da entrega e traição. O que a elite vira lata pretende é submeter nossa capacidade e nossa potencialidade enquanto nação independente ao jugo do capital externo, colocando-nos na condição de colônia importadora de tecnologia de ponta.

As medidas propostas pelo governo traidor e conspirador Temer tem em sua essência a voluntária servidão histórica de comprometer o futuro de nosso país em nível de desenvolvimento e competição num mercado cada vez mais sofisticado e arrivista.

O plano de desconstrução de nosso país tem como primeira etapa a aprovação da PEC 241 – a chamada PEC da Maldade/Desigualdade – que provocará um imenso retrocesso no campo social e vai gerar uma estagnação. A redução dos investimentos nas áreas estratégicas como a educação, a saúde, a segurança e etc., por um período de 20 anos, denuncia o quanto ainda precisamos de um governo que pense uma saída sem comprometer a base de desenvolvimento integral – isto é, a partir dessa política de submissão e dependência em relação ao mercado conservador comandado pelos países do Norte e da Europa – de nosso país, por conseguinte, implicará na involução da capacidade intelectual brasileira (produção acadêmica), pois, setores fundamentais como a CNPq e outros, deixarão de receber recursos financeiros para o desenvolvimento da ciência e da pesquisa. Será uma catástrofe irrecuperável.

Ora, se olharmos para as nações desenvolvidas nos certificaremos de que cada uma delas, já possui uma política de investimento nesses setores essenciais.

A tecnologia de ponta p. e., é um caso especifico que demanda uma política de investimento indispensável para gerar as condições necessárias ao domínio de uma especialidade, melhor dizendo: dominar a micro e a macro eletrônica. Dou como exemplo, o componente tecnológico patenteado pelos EUA – ou seja, o primeiro passo que as nações desenvolvidas realizam é proteger suas invenções dos possíveis inimigos e plagiadores com seus registros -, que faz parte das aeronaves brasileiras. O Brasil foi proibido pelos EUA de vender aviões para a Venezuela, por conta da presença desse componente tecnológico. Isso é um absurdo, um país que fica refém de outro pela ausência do domínio tecnológico!

Esse será o risco que o Brasil incorrerá sob o auspicioso plano de desconstrução da base de desenvolvimento integral operado pelo PMDB/PSDB/DEM/PPS e CIA.

Como é possível pensar um país com futuro garantido, quando a intenção do governo traidor corrobora com a burla de todo o processo legal? São uns vendilhões de marca maior.

A PEC 241 será a ponta do iceberg para a degeneração de um povo e de uma nação. Estaremos retrocedendo a um período de cinco décadas de atraso. O Brasil como país emergente sofrerá danos irreversíveis, tanto quanto uma nação do porte do Haiti.

Estamos focando a questão da ‘incerteza histórica’, isto porque não saberemos dimensionar o tamanho do prejuízo a ser imposto a todos nós brasileiros diante dessa medida escabrosa e temerária.

Somente uma elite branca vira lata – matilha submissa – dócil e covarde seria capaz de proporcionar essa agressão violenta a si mesma e ao país, pelo prazer de ser sadomasoquista. A argumentação do equilíbrio fiscal – controle das contas públicas – defendida pelos tecnólogos, é uma falácia, não justifica a sua aprovação e a consequente submissão aos interesses externos que objetivam controlar nossas riquezas.

A ‘incerteza histórica’ – o incerto futuro – que povoa nossa nação certamente causará um estranhamento: a negação do desenvolvimento social equilibrado.

Com tal acabamento – a possível aprovação em 2º Turno no Senado da PEC 241- iniciar-se-á um processo terrível para o conjunto da sociedade civil organizada, refletindo-se, também, nas gestões estaduais e municipais. Entretanto, que isso não sirva de pretexto para tais gestores argumentarem sobre a crise que se abate em nosso país reduzindo assim, os investimentos nos setores mais importantes de um governo comprometido com a transparência e o desenvolvimento.

9 comentários sobre “Por Jacinto Junior – A INCERTEZA DO FUTURO”

    1. Olha a réplica da réplica da réplica e haverá sempre a tréplica… “Temer está para a conspiração, assim como Eduardo Cunha está para a corrupção, Marx está para a inteligência, assim como dr. cascagrossa está para a ignorância”.

  1. Será que esse cidadão nunca vai acordar desse sono onde ele tem um sonho encantado, que te tão absurdo já beira a um pesadelo profundo.
    Acordo, moço!!!! A realidade trágica que vivemos hoje é resultado da tragédia patrocinada por esse desastroso e incompetente partido que vc defende cegamente.
    Acorda “minino”!!!!

  2. Esse rapaz ainda está vivendo no tempo do assalta aos cofres públicos, que faziam benesses para os os vagabundos com o nosso dinheiro. Aliás todo comunista só vive as custas do dinheiro do cidadão que trabalha. Isto já se foi. Eles não voltam nunca mais. O povo descobriu tardiamente mas descobriu. Vão plantar mandioca para sobreviver.

  3. Alguns pontos:

    1. A crise européia não é decorrente do Capitalismo. A crise européia é fruto justamente do agigantamento das social-democracias existentes por lá e intervenções cada vez maiores do estado sobre a economia (antítese de Capitalismo). Vide caso da Grécia;

    2. Seria oportuno expor onde, exatamente, a PEC 241 propõe “a redução dos investimentos nas áreas estratégicas como a educação, a saúde, a segurança e etc., por um período de 20 anos”;

    3. Instituições de fomento à pesquisa, tal como o CNPq, JÁ SOFRERAM com cortes de orçamentos a pelo menos um ano. Isso não “será uma catástrofe”, pois isso JÁ ACONTECEU no governo da PresidentA.

    No mais, seria oportuno expor de que forma o crescimento descontrolado dos gastos do governo é melhor, especialmente para os mais pobres, a despeito de que a teoria econômica diga o contrário e a despeito de que vários exemplos práticos também demonstrem o contrário: Nova Zelândia se desenvolveu nos últimos 30 anos graças à redução dos gastos do governo; a Irlanda se tornou uma das economias que mais cresce na Europa pós crise de 2008, graças à redução dos gastos de seu governo; Grécia, Espanha, Itália e Japão travaram suas economias à medida que os gastos do governo aumentaram.

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