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É POSSÍVEL FALAR DE AMOR E PAZ NA ATUAL CONJUNTURA HISTÓRICA?

Professor Jacinto Júnior

O mundo está cada vez mais se direcionando para o caminho da escuridão. A perfídia, a luminosidade que outrora se mostrava a verdadeira fonte para o estabelecimento da civilidade humana; perde todo seu encantamento e, hoje, rasteja sob o foco da ignorância, da ignomínia e da estupidez; a razão fica paralisada e, em alguns casos se dissipa, dando espaço para o ódio e a sua amplidão.

O refrigério da alma não tem mais a leveza e a brisa do amor para acalentar e alimentar sua existência espiritual; afinal, o homem como espelho do Onipotente que deveria corroborar com a consolidação desse magnífico elemento – o amor -, indubitavelmente, nutre de modo visceral pelo fortalecimento da injustiça e, de igual modo, a injustiça se caracteriza pela ausência de amor em si e para o outro.

Aparentemente, esse sentimento deixou de ser a maior expressão para a humanidade e tornou-se uma espécie de nódoa, de uma vergonha, de uma chaga contagiosa que ninguém ousa se aproximar e/ou utilizar-se dele para manifestar, de peito aberto e coração sangrando, seu pulsar amoroso em relação a outrem. O que vemos, concretamente, e, de forma cabal, é a manifestação mais abjeta do homem civilizado evocar a violência e o ódio como instrumentos naturais para mobilizar outros e canalizar mais ainda a violência contra quem, supostamente, é considerado como inimigo e que precisa ser urgentemente desmoralizado, ou, então, ter sua reputação assassinada por meio de fake news.

O mundo vivencia um modus operandi definitivamente cruel e sem nenhuma perspectiva de retorno ao que era antes. O homem que espelha a semelhança divina tenta recriar a seu modo, outro mundo e, por conseguinte, o resultado não se materializa conforme planejara; porque, no fundo, o homem é falto em juízo, em razão. Nele, não há o equilíbrio, não há imparcialidade, não há equidade. O sentimento que prevalece é o egoísmo, é o totalitarismo, é a violência extremada. O amor sucumbe ante a estupidez e ao desejo de posse, de controle irreversível.

Há, certamente, uma contradição fenomênica nas relações sociais estabelecidas, pois, o homem que deveria assumir a condição de um tolerante pacificador, empresta à sua história, cobrindo-a de glória e de grandeza absurda, incluindo ai a eliminação de vidas outras. Ora, o amor incondicional não nos aproxima da morte, nem mesmo da insolência. O amor é a própria vida regalada pelo horizonte fabuloso da simples existência, e o homem é a prova inequívoca disso! Mas o homem insensato, desprovido de amor, não se importa com a vida de seu semelhante, ele externa toda sua ira, seu radicalismo num ato de desamor, quando rejeita o seu semelhante, quando não o respeita!

Como podemos inverter essa tão perfeita lógica? A lógica do amor! O que há de tão majestoso e fascinante no desamor, no ódio, no egoísmo e na falsa aparência para ser tão glorificado por uma parcela significativa da sociedade mundial?

Será que a falta de amor está diretamente anexada à ideia do discurso que afirma que Deus está morto? Será verdade que Deus realmente está morto? Mas, se Deus está morto, por que os homens matam, destrói, desamam, em nome Dele? Isso precisa ser esclarecido com mais evidência e concretude. Ou, então, os homens, para justificar a guerra, a matança, a preservação de sua etnia, evocam a Deus para justificar toda essa barbárie! Não, isso não é compreensível do ponto de vista humano.

Precisamos espalhar/derramar pelos quatro cantos do mundo a mensagem do amor incondicional. O amor precisa resistir; carece de homens distintos para levantarem suas vozes e bradarem com toda força de seus pulmões que devemos sofrer por amor. É no amor que encontraremos a verdadeira paz.

O homem civilizado que não carrega o sentimento do amor incondicional não serve para construir pontes entre os divergentes. Portanto, para edificar o outro, é fundamental sentir o que o outro passa, é perceber o seu grito de sufocamento; é entrar na sua intimidade, é conhecer suas necessidades; por fim, é ser o outro primeiro para depois, ser o que é.

Será que, em algum momento de nossa história, haveremos de ter um mundo sacudido pela tão aclamada paz e pelo tão distante amor incondicional entre os seres humanos, independentemente de sua condição econômica, social, cultural, política, religiosa e étnica? O mundo suportará uma existência pacífica, sustentada unicamente pelo poderoso amor incondicional como regra básica entre os diferentes?

Ao que parece, a paz e o amor incondicional são somente dois termos que já não influem nos processos políticos. Eles são apenas um estorvo para alguns dos insensatos líderes políticos-religiosos. A bandeira pode ficar abarrotada pelo vermelho sangue derramado, mas isso, não será uma condicionante para se confirmar algum tipo de acordo que alivie a vida de quem sofre com os ataques massivos dos exércitos poderosos e sua artilharia pesada!

Diante dessa caótica realidade sociocultural a força moral se perde entre a maldade e o desprezo consubstanciado pela indelicada ausência do amor incondicional e da paz para, definitivamente, cessar-fogo contra os desamparados e desprotegidos.

O homem precisa repensar sua cultura política, reavaliar seu pensamento sobre a ideia de posse, de violação, de ultraje, de perversão e de perseguição e matança. O ser humano não veio ao mundo para ser caça e nem caçador, mas conviver num ambiente de luz, fraternidade, solidariedade, amor incondicional, respeito e esperança no amanhã de glória!

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