Por Jacinto Junior – O fim de um ciclo dinástico

O poder político tem limite e fim. Por conseqüência, quem o controla, igualmente, caminha na mesma direção. É o que está acontecendo com o raquítico estado do Maranhão. De um lado, a longa permanência (aliás, meio século) de uma família no controle do aparelho de estado, tem gerado a falência completa de uma região; na realidade, verificamos a insuficiência política para drenar um modelo político capaz de proporcionar benefícios para o povo largamente. De outro, a insatisfação popular com esse modelo atrasado e antidemocrático.

Prof. Jacinto Junior
Prof. Jacinto Junior

Os últimos acontecimentos têm demonstrado a desordem e a incapacidade do governo dinástico em resolver a crise carcerária e social que se manifesta ciclicamente e põe em risco a comunidade. A problemática atingiu níveis alarmantes e, absolutamente preocupantes, inclusive, o governo federal teve que intervir para estabelecer a ordem na desordem de um governo desorganizado.

A sociedade maranhense precisa urgentemente reavaliar sua conduta política e, acreditar numa perspectiva diferente, madura e comprometida com um ciclo absolutamente progressista e libertário.

O Maranhão não precisa mais sofrer as agruras do medo, da ameaça e do hedonismo personalista da família dinástica. Nunca na história houve um período de tamanha intolerância para com a democracia e o desrespeito para com o ciclo do desenvolvimento social. O nosso estado caminha a passos de tartaruga ou cágado. É inacreditável que a violência/revolta carcerária seja resultado do enriquecimento estatal. É fundamental que avaliemos a fala da “moça” ao fazer referencia ao caráter econômico do estado.

Das duas uma: ou, o estado realmente, enriqueceu e a concentração alardeada permaneceu em poucas mãos ou, então, ficou ainda mais pobre a ponto de originar uma revolta carcerária. Cá entre nós, difícil mesmo é dar crédito a uma fala de quem sempre esteve na ponta do poder e direcionando as políticas públicas para a comunidade maranhense. O fator proeminente dessa ‘cadeia carcerária’ tem como ponto central a superlotação e o tratamento indigno que recebem as vítimas do estado.

Chega de tanta balela! Chega de tanta mentira! O povo anseia por melhoria em todas as áreas: segurança pública, educação de qualidade, emprego e renda, reforma agrária e agrícola imediatamente para os trabalhadores de verdade e etc. o povo quer cidadania; não quer marketing, pois, marketing não mata a fome de quem tem fome e nem repassa salário para quem está desempregado.   Ninguém mais acredita no soar da voz do governo que ainda não mostrou porque retornou “para o trabalho”.

Lamentavelmente, tivemos que testemunhar mais uma dramática cena nacionalmente: a licitação para aquisição de alimentação para o pessoal de primeiro escalão em torno de 1,5 milhões de reais; enquanto em minha cidade centenas e milhares de crianças estão padecendo de fome! Isto é de fato, um inominável ato de insanidade e puro casuísmo político!

Repito: o povo maranhense necessita criar coragem suficiente para responder à altura diante de tamanha crueldade de espírito republicano da família dinástica. Somos um povo forte, porém, fragilizados em sua estima devido a ações dessa envergadura; atos esses que desabona nossa condição elementar de cidadão e cidadã de bem.

Não consigo ‘debulhar’ esses acontecimentos com tamanha quietude, ouso sim, desenvolver uma crítica para alertar o meu povo sobre a possibilidade histórica e a perspectiva libertária que temos para promover uma reviravolta de forma pacifica (o voto independente e comprometido com outra política progressista).

Não consigo comungar com essa prática neofacista de governar! E é com o espírito redentor que proponho à comunidade maranhense que busque uma alternativa verdadeiramente democrática, libertária e nova de pensar e fazer política com responsabilidade e respeito. Esse é o modelo político ideal que temos de propor para o Maranhão que, ao longo de meio século, vem sendo profundamente sacrificado, desmantelado e destruído social, política, cultural e economicamente.

A força real está no povo e é ele quem decide os rumos de nosso estado; contudo, para que essa realidade se materialize e se efetive de fato e de direito, o povo precisa dizer não aos dominadores, entre eles, a família dinástica.

 O estado do Maranhão só terá, definitivamente, o seu momento de apogeu e de liberdade quando a família dinástica for eliminada da disputa política e o povo tomarem uma decisão ímpar: não eleger nenhum membro político que tenha ligação com essa família. Tal fato seria sim, uma ruptura sem precedentes na nossa dramática situação histórica de dominação.

O momento de crise que perpassa o nosso estado é resultado de um prolongado ciclo dominante de um segmento conservador nada convencional. O que temos como realidade é a incerteza de um estado desenvolvido e plenamente democrático, pois o modelo implantado já dá sinais claros de esgotamento e, portanto, precisa ser renovado urgentemente.

A razão entre liberdade e opressão é a capacidade do individuo em reconhecer a liberdade como perspectiva fundamental de sua cidadania e a partir dessa distinção optar por um caminho promissor e o caminho escolhido é o da justiça social. Um estado verdadeiramente livre e democrático está pautado na alternância do poder; caso contrário, ele se transforma em um leviatã extremamente violento. É o que não desejamos e não queremos! Abaixo a família dinástica!

9 comentários sobre “Por Jacinto Junior – O fim de um ciclo dinástico”

  1. NÃO CONSEGUI LER TUDO, MAS DESSA VEZ CONCORDO. E O FIM ESTA PRÓXIMO PARA ESSA OLIGARQUIA QUE DEIXOU O MARANHÃO COMO O ÚNICO ESTADO EM QUE A EXPECTATIVA DE VIDA É ABAIXO DE 70 ANOS, E QUE AINDA ESTA ENTRE OS MAIS POBRES DA FEDERAÇÃO. DESSA VEZ CONCORDO COM VC MESMO NÃO TENDO LIDO SEU LOOOONGO POST ATE O FIM.

  2. CARO PROFESSOR JACINTO JUNIOR, NÃO POSSO DEIXAR DE CONCORDAR COM ALGUNS DOS SEUS PENSAMENTOS SOBRE O MODELO ADMINISTRATIVO DO ATUAL GOVERNO ESTADUAL, MAS, ESTOU PERPLEXO QUE, COM TANTAS INDIGNAÇÕES, O NOBRE PROFESSOR NUNCA TRATOU DE COMENTAR ALGO DO GOVERNO QUE CUIDA DA SUA GENTE. É AQUI, NO NOSSO CODÓ, QUE AS CRIANÇAS ESTÃO PASSANDO FOME. É AQ

  3. Até onde ser o Líder Maior do Partido ao qual Jacinto Júnior faz parte , também se rendeu a essa Oligarquia. Lula pede que o povo respeite Sarney por seu histórico político!! Acho que o Brasil quer virá Maranhão no Governo do PT.

  4. o que mais me preocupa e ver uma oposição a familia sarney e nao ao caos que se encontra o maranhao ; eu vejo uma oposição quase todo ela composta por ex sarneysta;sao deputados sao ex secretarios todos que comungaram anos e mais anos com os sarneys. agoram porque perderam privilegios sairam ; e todos querem voltar porque flavio dino prometeu isso a eles. a segurança foi comandada anos e mais anos por raimundo cutrim; onde foi cometidas muitas atrocidades, e esse homem que flavio dino vai trazer de volta para a secretaria de segurança, caso ele ganhe; e tem muitos iguais ao cutrim, roseana de carterinha; agora ditos de oposição.veja os governos ze reinaldo e jackson;pura decepção;pois eles eram apenas anti sarney;eles nao tinham nem programa e nem projetos para o maranhao.

  5. eu vejo vc jacinto; vc ja teve como contribuir para a sociedade codoense e brasileira mas ao chegar ao poder vc esqueceu que era progressista. e simplismente se curvou e se aliou a velha pratica brasileira; isto e. discurso e uma coisa . governar e totalmente diferente,assim dificilmente teremos conquistas de verdade para o nosso povo.

  6. Cumpade véi, tava até sentindo falta das elucubrações do Che Guevara de Shopping Center, e eis que o mesmo surge bradando contra a “família dinástica”, mas “esquecendo” que o PT que ele tanto idolatra tá “acoloiado” no governo Roseana até bem pouco tempo com o vice-governador Washington Macaxeira, que renunciou ao cargo pra assumir uma vaga no TCE. É provável que o PT indique o vice na chapa do Luís Fernando – PMDB. Só muita borracha!

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