Por Jacinto Junior – Sobre o calendário de pagamento ao servidor público municipal

Professor Jacinto Junior – um pensador contemporâneo

De fato, a gestão “Mais avanço, mais conquistas”, demonstra sua completa intransigência para com o servidor público. Ela, na realidade, ficará marcada para a posteridade como a pior que se tem noticias no quesito respeitabilidade.

Por conta disso, o consenso predominante na sociedade civil organizada sobre essa maléfica gestão é de pura negação e rejeição! O modus operandi de administrar a res pública soçobra a razão e predomina a irracionalidade. Isso implica afirmar que a sociedade civil organizada ainda padecerá e muito sob a batuta deste pequeno aspirante liberal.

Vejamos, então, o que esta gestão irrompeu ao apresentar o Calendário de Pagamento ao Servidor Público Municipal. Primeiramente, quebrou uma tradição de aproximadamente 20 anos de pagamento dentro do mês – Ricardo Archer (1997-2004), Biné Figueiredo (2005-2008) e Rito Rolim (2009 – 2016). Isto é, o servidor – pelo menos isso ocorria no setor educacional – recebia a cada mês, seu salário no dia 28, e, quando era considerado ‘atraso’ no máximo dia 30 do próprio mês era efetuado o pagamento. Foi com essa tradição que esta gestão autoritária estilhaçou. Obviamente que os servidores públicos não estão nada satisfeitos com essa alteração abrupta.

Essa prática cultura salarial de gestores anteriores – a de fazer o pagamento dentro do mês – não trouxe problema algum para o setor contábil ou algo semelhante. Até porque, o Setor responsável – Secretaria de Administração – é que formata a Folha de Pagamento de todas as Secretarias e, portanto, sabe quanto será repassado à determinada Secretaria ou Setor da res pública. Ora, não há mistério para a devida efetuação do pagamento ao servidor público se houver, de fato, uma relação coerente entre receita e despesa. Além disso, os recursos são repassados religiosamente pelo governo federal aos entes municipais – decenalmente, como é o caso da educação. Portanto, não há como afirmar que não é possível realizar o pagamento dos servidores da educação dentro do próprio mês como vinha sendo praticado pelos gestores anteriores. Penso que essa atitude é uma característica singular do caráter pessoal do gestor público – como estivesse dizendo: faço o pagamento dessa forma e pronto, pois, quem comanda essa maquina sou eu!

A exigência da categoria para que o governo elaborasse esse Calendário de Pagamento é resultante da intransigência governamental em não fazer o pagamento na perspectiva histórica que era realizado. A ideia era de que, pelo menos, o Calendário fosse menos agressivo com a sua data-limite, especialmente, quando nos deparamos com o conceito celetista do 5º dia útil. Na realidade, esse Calendário é um flagrante desrespeito aos servidores públicos.

Gostaria de corroborar apresentando uma sugestão para análise da equipe do governo liberal e desrespeitoso. Segue abaixo:

Sugestão de Calendário de Pagamento /2019 ao Servidor Público Municipal
 

Mês

Data de Vencimento
Janeiro 31/01/2019
Fevereiro 28/02/2019
Março 29/03/2019
Abril 30/04/2019
Maio 31/05/2019
Junho 28/06/2019
Julho 31/07/2019
Agosto 31/08/2019
Setembro 30/09/2019
Outubro 31/10/2019
Novembro 30/11/2019
Dezembro 31/12/2019

Nesta sugestão, tentamos equalizar o meio termo para que o governo intransigente se sensibilize e reavalie seu Calendário eivado pelo ponto de vista liberal.

Se, de fato, a gestão pública perceber a importância de nossa sugestão como alternativa diante da rejeição explicita dos servidores em relação à sua proposta, ganhará simpatia e, desse modo, reduzirá as arestas em relação aos profissionais da educação; é uma questão de coerência!

4 comentários sobre “Por Jacinto Junior – Sobre o calendário de pagamento ao servidor público municipal”

  1. Nas gestões de Ricardo Archer e Bine o pagamento era entre 11 e 14 do mês subsequente e os servidores da pasta saúde nas gestões de Ricardo, Bine e Zito ROLIIM era com quase 2 meses de atraso, chegando até às vezes 3 meses

    Agora você vir escrever besteiras, não é novidade com suas prolixidades

    1. Caro “Júnior”,
      Perdoe-me a minha ‘prolixidade'(e se isso, o incomoda, mais uma vez, perdão) mas o ponto crucial – não sei se você se deu conta – é de que toda a narrativa gira em torno dos servidores da educação, em nenhum momento frisei as dificuldades das demais secretarias e os respectivos atrasos entre os governos citados, o que deixei muito claro foi a necessidade de o atual mandatário mantivesse o mesmo procedimento que foram adotados pelos gestores anteriores, só isso, nada mais!
      Cordiais saudações e UM FELIZ NATAL E UM ANO NOVO COM PAZ, HARMONIA E MUITA PROSPERIDADE!

  2. Caro “Júnior”,
    Perdoe-me a minha ‘prolixidade'(e se isso, o incomoda, mais uma vez, perdão) mas o ponto crucial – não sei se você se deu conta – é de que toda a narrativa gira em torno dos servidores da educação, em nenhum momento frisei as dificuldades das demais secretarias e os respectivos atrasos entre os governos citados, o que deixei muito claro foi a necessidade de o atual mandatário continuar a manter o mesmo procedimento que foram adotados pelos gestores anteriores, só isso, nada mais!
    Cordiais saudações e UM FELIZ NATAL E UM ANO NOVO COM PAZ, HARMONIA E MUITA PROSPERIDADE!

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